sábado, 23 de fevereiro de 2013

O INSUPERÁVEL AMOR DE DEUS


Referência: João 3.16

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. Tudo aquilo que ultrapassa a capacidade 
natural de acontecer é maravilhoso. Nenhuma qualidade 
moral ou espiritual supera o amor divino. Na verdade, é desse 
amor que brotam todas as demais qualidades. João 3.16 é 
conhecido como o texto áureo da Escritura, ele engloba toda 
a humanidade, não há distinções ou diferenças nesse amor.

DESENVOLVIMENTO

I. Um amor imensurável - “... Deus amou o mundo...”

1) O amor de Deus é imensurável, pois ultrapassa a altura, 
profundidade, largura e espessura, de modo que nada 
pode nos separar do Seu amor. (Rm 8.39)

2) O amor de Deus alcança todo o “mundo”. A palavra 
mundo no original grego é “κόσμος – cosmos” e em Jo 
3.16 tem o sentido de mundo como a humanidade em 
geral.

II. Um amor indescritível - “... de tal maneira...”

1) Esse amor ultrapassa todas as barreiras do pensamento 
humano, o que torna impossível descrevê-lo.

2) Nem a filosofia, nem a religião, nem a ciência, nem 
qualquer outra coisa pode descrever o amor de Deus.

3) Esse amor é o Agápe divino; é o amor incondicional, um 
tipo de amor que só Deus possui. Os gregos dispõem de
quatro palavras traduzidas pela palavra portuguesa 
“amor”. A primeira palavra grega é Éros, e refere-se ao 
amor romântico — o amor entre os sexos. A segunda é 
Storgé, amor entre os membros da família. A terceira é 
Filía, referindo-se à afeição sentida por amigos. E a 
quarta é Agápe, um amor baseado em princípios divinos, 
ao invés de nas emoções ou egoísmo.

III. Um amor constrangedor – “... que deu seu Filho 
Unigênito...”

1) Que ato humano maior poderia nos constranger? Qual 
pai daria seu único filho para morrer no lugar de um 
pecador?

2) Toda a vaidade humana e presunção caem por terra 
diante de tão profunda manifestação de amor.

IV. Um amor convincente – “... para que todo aquele que 
nele crer não pereça...”

1) Um amor convincente pela mensagem que apresenta: 
“... aquele que nele crer não pereça...”

2) Um amor que convence porque todos os outros tipos 
de amor são temporais e limitados.

3) Um amor universal com alcance individual – “... todo 
aquele...”

V. Um amor vital – “... mas tenha a vida eterna.”

1) É o único amor capaz de dar a vida eterna.

2) Cristo é o Senhor da vida. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a 
ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que 
esteja morto, viverá”. (Jo 11.25)

CONCLUSÃO

Haverá amor maior que este? NÃO! Só Deus pode amar tanto, 
porque Ele mesmo é a Fonte de Amor. (1 Jo 4.8b)

Em Cristo,
Anderson Vieira

domingo, 20 de janeiro de 2013

A inércia do cristianismo prático em nossos dias


“Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem”. (Mt 23.1-3 RA)

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. O evangelho sempre será loucura para o homem não regenerado. Todavia, Cristo e os apóstolos não queriam que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamassem de loucos a não ser pela pregação da cruz.

O que pode ser comprovado é que os ensinos de Jesus têm sido desvirtuados através da promoção da insensatez, superstição e sincretismo religioso, levando os que buscam viver o Evangelho genuíno e cristocêntrico a uma ridicularização por parte da sociedade, devido às crendices e bobagens feitas em nome de Jesus por parte de alguns.

E se buscarmos o ponto essencial relativo aos escândalos associados à igreja intitulada evangélica, veremos que os problemas são a crise de identidade, a inércia da fé, a falta de embasamento bíblico e a dubiedade do testemunho de vida de alguns que se dizem cristãos.

DESENVOLVIMENTO

A igreja da última hora, que somos nós, carece se posicionar. Precisamos urgentemente abandonar o discurso e dar lugar à prática. Mostrar para a sociedade que o Evangelho é muito mais que um conteúdo bíblico, é uma filosofia que rege o nosso estilo de vida. E que esse estilo de vida tem princípios de Deus que nos levam a viver uma vida santa.


Um dos maiores erros dos fariseus e escribas era justamente a hipocrisia e a inércia da fé, a ponto do Senhor Jesus dizer: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem”. (Mt 23.3)
A fé apática, a fé teórica não tem proveito algum. A fé é um substantivo feminino que precisa virar verbo, precisa ser exercida, praticada por cada um de nós. Mais que isso, precisa ser praticada em consonância com a Escritura Sagrada. Pois, quando eu vivo o Evangelho com atitudes, tais atitudes revelam que eu sou um servo de Deus.

Olhemos para o testemunho do Senhor Jesus, ele apenas ficou na base do discurso ou deu exemplos práticos para que soubéssemos da importância do exercício da fé?

a)     Jesus deu exemplo através de suas atitudes. “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”. (Jo 13.15)

b)    Jesus era pragmático, dado ao testemunho prático. Quando o médico e evangelista Lucas escreveu a Teófilo, ele disse: “Escrevi o primeiro tratado, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e ensinar”. (At 1.1)

c)     Jesus não nos chamou apenas para conhecermos a Escritura. Jesus nos chamou para praticarmos a Palavra e termos experiências com Ele. O próprio apóstolo Pedro em seu discurso disse sobre Jesus: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis”. (At 2.22)

CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo assimilou bem o pragmatismo de Jesus e então escreveu: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”. (1 Co 11.1). Este é o princípio: Jesus nos ensinou por meio do exemplo. Quem não é exemplo não tem autoridade para intitular-se “pequeno Cristo”. Caso contrário só irá contribuir para escandalizar cada vez mais muitas das pessoas que já se encontram descrentes quanto à obra de Deus.

“Pregue o evangelho, se necessário, use palavras”. (Uns dizem ser de Agostinho, outros do Aquino e outros de Francisco de Assis)

Em Cristo,
Anderson Vieira

terça-feira, 27 de novembro de 2012

De repente a promessa de Deus se cumpre


Referência Atos 1.1-14; 2.1-4 (ACF)

Introdução

A paz de Cristo. Segundo o Dicionário Aurélio, promessa é o “Ato ou efeito de prometer”. A grande questão não é a promessa em si mesma, mas sim, quem nos fez a promessa. O homem, por exemplo, pode prometer algo e não cumprir devido às circunstâncias mais diversas. O salmista, no Salmo 146, nos adverte quanto à falibilidade humana. Mas no caso de Deus, Suas promessas estão em conformidade, em harmonia com a sua natureza e atributos do Seu caráter, dos quais destaco:

- A infalibilidade de Deus (1 Rs 8.56 – “...nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo”.);
- A fidelidade de Deus, (Sl 119.90a – A tua fidelidade dura de geração em geração...”);
- A imutabilidade de Deus (Tg 1.17 – Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”.);
- A benignidade de Deus (Ef 2.6-7 – E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus”.);
- A justiça de Deus (Sl 116.5a – “Piedoso é o SENHOR e justo...”).
- O amor de Deus (1 Jo 4.8b“...porque Deus é amor”.)
Logo, podemos entender que, se foi Deus que prometeu, a promessa vai se cumprir. Aleluia. Fontes confiáveis de pesquisas bíblicas afirmam que a Bíblia Sagrada possui mais de 8.000 promessas. E destas mais de 8.000 promessas, Deus fez ao homem 7.487 promessas, cerca de 85% do total.

Desenvolvimento
É uma verdade bíblica incontestável que Deus tem muitas promessas para cumprir em nossas vidas. Mas a grande pergunta é: Como recebê-las? A Bíblia Sagrada tem a resposta.

1)  Leitura - A ordem e a promessa (Atos 1.1-8)
“1. Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, 2. Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; 3. Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 4. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. 5. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6. Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? 7. E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. 8. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

2) Leitura – O cumprimento da promessa (Atos 2.1-4)
“1. E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; 2. E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 3. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.

3) De repente a promessa de Deus se cumpre

Quais foram as atitudes das cerca de 120 pessoas que estavam no cenáculo e receberam a promessa feita por Jesus. 

a. Os discípulos creram na promessa. (At 1.12)

Os discípulos voltaram para Jerusalém ao invés de se dispersarem cada um para uma região.

b. Os discípulos obedeceram a orientação de Jesus para receber a promessa. (At 1.12-14)

Os discípulos não apenas foram para Jerusalém, mas também permaneceram no cenáculo perseverando unânimes em oração. Se eles não tivessem crido e obedecido, sequer estariam orando. Ninguém ora por aquilo que não crê. É preciso crer e obedecer para tomar posse das promessas. Creiamos, obedeçamos e oremos pelas promessas que Deus prometeu e que vão se cumprir em nossas vidas.

Com base na atitude dos discípulos, três perguntas devem ser feitas a nós mesmos:
Estou no lugar que Deus quer que eu esteja?
Estou fazendo o que Deus quer que eu faça?
Estou fazendo do jeito que Deus quer que eu faça?

c. Os discípulos esperaram a promessa se cumprir (At 2.1)

Da promessa feita por Jesus até o seu cumprimento na Festa de Pentecostes foram exatos 10 dias segundo o Pr. Abram de Graaf. Trazendo para os nossos dias, o grande problema é que muitos cristãos não querem esperar a promessa se cumprir no tempo de Deus.

O relógio da promessa de Deus nunca se atrasa.

·        Abraão esperou 25 anos até o nascimento de Isaac. Em Gênesis 12 é feita a promessa tendo ele 75 anos e só se cumpre em Gênesis 21, Abraão já tendo 100 anos. (Gn 12.4; 21.5)
·        Calebe recebeu a promessa da parte de Deus, por meio de Moisés com 40 anos, mas recebeu Hebrom por herança com 85 anos, ou seja, esperou 45 anos para a promessa se cumprir. (Js 14.7,13)
·        A vara de Arão floresceu de um dia para o outro. (Nm 17.8)


Deus pode abreviar o tempo como pode tardá-lo para fazer cumprir a promessa que nos prometeu, o importante é permanecermos firmes em fé, prontos para recebê-la. Aleluia.

d. Todas as promessas estão ligadas diretamente na pessoa bendita de Jesus.

Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu”. (Hb 10.23)

Somente por meio de Jesus é possível receber as promessas divinas.

Conclusão

“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados”. (At 2.2)
Não esmoreça. Não desanime. De repente, num piscar de olhos, de forma inesperada a promessa de Deus se realiza na sua vida. Creia. Obedeça. Espere. Deus tem promessas para todos nós.
Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield (ACF);
Bíblias de Estudo Plenitude (ARA);
Bíblia de Estudo Genebra (ARA);
A Bíblia em Esboços - Harold L. Willmington;
A Bíblia Responde – Edições CPAD;

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O seu alvo é DEUS? Só há um caminho: Jesus Cristo


Referência Jo 14.1-6 (ACF)

Introdução

A paz de Cristo. Quem busca alcançar um alvo, um objetivo, uma meta, precisa decidir qual caminho trilhar. Essa é uma verdade pragmática frente à vida. Com relação à vida cristã não é diferente. Precisamos olhar para a bússola chamada Espírito Santo, tomar uma direção e andar no caminho correto para alcançar o alvo celestial.

A Escritura Sagrada tem inúmeras passagens que relatam acerca de “caminhos” que podem ser tomados. Vejamos alguns versículos:

“Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus”. (Pv 4.14 ACF)

“Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá”. (Sl 1.6 ACF)

“E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. (Mt 7.14 ACF)

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu”. (At 9.3 ACF)

Mas eu quero falar que para quem busca a DEUS como alvo da sua vida, há somente um caminho a ser trilhado: JESUS CRISTO.

Não há nenhuma outra maneira de chegar a Deus, não existe outra forma de chegar ao Pai, senão por meio do filho.

Aleluia!

Desenvolvimento

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14.1-6 ACF)

I) Jesus consola seus discípulos (14.1-4)

A. "Vou preparar-vos lugar" (14.1-2).

Há um lugar reservado para cada um de nós na glória futura. (Ap. 22.14)

B. "Se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (14.3-4).
O Senhor Jesus vem nos buscar e habitaremos para sempre na presença D’Ele. (I Ts 4.16-17)

II. Jesus responde a Tomé (14. 5-6)

A. A pergunta de Tomé: "Não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (14.5).

B. A resposta de Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida" (14.6a).

C. "Ninguém vem ao Pai, senão por mim" (14.6b).

Segundo o Léxico do Novo Testamento em Grego/Português, a palavra grega οδός significa caminho, em João 14.6, Jesus é o caminho (οδός) no sentido figurado.

III – O que representa esse “Caminho” personificado na pessoa de Cristo? (Jo 14.6)

A.  Há um só mediador (I Tm 2.5);

B.  Há um só salvador (Fp 3.20);

C.  Há um só sacrifício (Hb 9.27-28).

Conclusão

O nosso alvo é Deus e sua glória. Segundo o Dr. Strong, “olhando” no grego vem de apo “longe de” e horao “ver”. A palavra “aphorao” significa atenção indivisa, desviar o olhar de todas as distrações a fim de fixar o olhar em um objeto. “Aphorao” é ter os olhos somente em Jesus, que é o único caminho que nos levará para Deus e para o céu. Até porque o céu é onde Deus está.
O Apóstolo Paulo tinha a plena consciência de que seu alvo era Deus, e tal alvo passava pela pessoa de Cristo, por isso disse: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp 3.14)

Em Cristo, 
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield (ACF) – Sl 1.6; Pv 4.14; Mt 7.14;  Jo 14.1-6; At 9.3; Fp 3.20; I Ts 4.16-17; I Tm 2.5; Hb 9.27-28; Ap. 22.14.
Bíblias de Estudo Plenitude e Genebra (ARA);
A Bíblia em Esboços - Harold L. Willmington;
Teologia Sistemática/Augustus Hopkins Strong; São Paulo, Hagnos, 2003;
Léxico do Novo Testamento - Grego-Português - F. Wilbur Gingrich.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Redes Sociais: Bênção ou Maldição?


Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Não há o que se discutir, nesse mundo pós-moderno as redes sociais viraram uma febre. Facebook, Twitter, Orkut, entre outros, encurtaram distâncias, fizeram pulular o conhecimento assim como muita porcaria.

Os cristãos são parte integrante da sociedade (não somos extraterrestres), também são adeptos das redes sociais, acessível por meio da internet, uma rede capaz de interligar todos os computadores do planeta.

Essa capacidade que as redes sociais proporcionam de compartilhar conteúdos é uma oportunidade distinta para a Igreja Contemporânea (que somos nós) sinalizar para o mundo que existe apenas um caminho e uma verdade, das quais se encerram na pessoa de Jesus Cristo (Jo 14.6).

Em tempos obscuros dos quais o relativismo filosófico e moral vêm excedendo verdades com caráter de axioma, a cristandade precisa propagar que possui a verdade de Deus e vivê-la através de uma teologia saudável, escriturística e sem variação de princípios.

A vida do cristão exposta nas redes sociais tem que ser uma carta aberta, que passa de pessoa para pessoa, impregnando o Reino de Deus. Como eu já disse outrora, nosso dizer ("eu sou cristão") deve estar de acordo com a nossa conduta ("seguir os passos de Jesus"). O padrão normal da vida cristã deve refletir o caráter de Cristo, por meio de uma busca incessante da estatura completa de Cristo. (Ef 4.13)

As redes sociais podem ser bênção ou maldição. Tudo depende do conteúdo que eu curto, compartilho, tuito. Penso que muitas vezes o cristão é negligente quanto à sua postura em ambientes que estão além dos templos, quando na verdade a fé cristã genuína deve ser revelada com vigor aquém das paredes da religião.

Tiago, coluna da igreja em Jerusalém disse: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, E GUARDAR-SE DA CORRUPÇÃO DO MUNDO.” (Tg 1.27 ênfase minha)

Seja bênção nas redes sociais, afinal de contas, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Co 5.17)

Antes de postar coisas profanas no facebook, twitter etc, pense que você deve primar pela excelência do evangelho e se atentar para aquilo que o apóstolo Paulo disse à igreja localizada em Roma: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14)

“A igreja não é um mero termômetro que registra as ideias e princípios da opinião popular; ela é o termostato que transforma os usos e costumes da sociedade.”
Martin Luther King Jr.

Em Cristo,
Anderson Vieira

terça-feira, 4 de setembro de 2012

“Corra pela tua vida”


Referência: Hebreus 12.1-3

Introdução

Uma das grandes marcas da sociedade do século XXI é a correria. As pessoas correm para buscar os filhos na escola; correm para chegar pontualmente no trabalho; correm para fazer o almoço; enfim, vivem correndo.

Voltando-se para as Escrituras, em especial o Novo Testamento, percebemos que as competições atléticas dos gregos forneciam uma analogia frequente para a vida cristã. O apóstolo Paulo compara a vida cristã a uma grande corrida. Ao escrever à igreja de Corinto, ele disse: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. (I Co 9.25-27)

O autor da Carta aos Hebreus assim como o Ap. Paulo, também compara a vida cristã a uma corrida. Além disso, dá orientações importantes acerca de como devemos correr para sermos bem sucedidos nessa maratona.


Desenvolvimento

A Competição (12.1)

A. A vida cristã é uma corrida (12.1): Devemos correr a corrida espiritual que Deus propôs a cada um de nós de forma fiel.
B. Tão grande nuvem de testemunhas (12.1a): Os heróis da fé apresentados no capítulo anterior não são expectadores nos observando do céu; pelo contrário, a vida deles nos dá testemunho, tendo vencido com sucesso. A vitória deles nos encoraja a perseverar nessa corrida. E também podemos entender que esta grande nuvem de testemunhas são as pessoas que estão ao nosso redor durante a nossa vida.
C. Todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia (12.1b): Devemos deixar tudo que atrasa o nosso progresso, todas as formas de pecado. O pecado é como algemas que prendem nossos pés e nos impede de correr a carreira que nos está proposta.
D. Corramos... a carreira (12.1c): À semelhança de um maratonista, o cristão deve estar numa atividade constante e perseverante que o faça chegar ao fim da corrida suportando e superando toda oposição.


O Modelo de Atleta (12.2)

A. Olhando para JESUS (12.2a): O nosso encorajamento principal se encontra na pessoa e obra de Cristo. Ele é o exemplo supremo de fé na carreira. Segundo Strong, “olhando” no grego, vem de apo “longe de” e horao “ver”. A palavra significa atenção indivisa, desviar o olhar de todas as distrações a fim de fixar o olhar em um objeto. “Aphorao” é ter os olhos somente para Jesus, que é o princípio e o fim da nossa fé.
B. Jesus suportou a cruz por nós (12.2b-3): Ele se fez maldição em nosso lugar (Gl 3.13). Jesus escolheu o sofrimento para que terminássemos essa corrida com honras ao mérito.

Conclusão

Concluo com palavras de Paulo aos filipenses: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não CORRI em vão, nem me esforcei inutilmente”. (Fp 2.14-16 grifo meu)

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield (ACF);
Bíblia de Estudo Plenitude (ARA);
Bíblia de Estudo Genebra (ARA);
A Bíblia em Esboços - Harold L.Willmington.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012


“Nossa esperança é o Senhor”
Referência: Salmo 146.3-10

I – Introdução

O conceito de esperança segundo os dicionários é “aquilo que se espera desejando”. Pode-se esperar um dia sem trânsito; um dia de sol; aprovação no vestibular; promoção na empresa; uma porta aberta de emprego; um bom casamento; pode-se esperar que algo dê certo, contudo, pode ser que tudo dê errado. Pode-se ter esperança em pessoas, mas devido à falibilidade humana, pode-se experimentar uma grande decepção. O salmista adverte contra depender dos mortais. (146.3-4)

II – Desenvolvimento

A “esperança secular” se baseia totalmente em sentimentos, circunstâncias, pessoas etc, sem que haja uma confiança depositada somente em Deus.
Há pessoas que depositam a sua esperança na Mega Sena;
Há outras que não saem de casa sem ter lido o horóscopo.
A “esperança cristã” não é assim, pois está alicerçada plenamente e exclusivamente no SENHOR.

Vejamos um exemplo: “Abraão em esperança creu contra a esperança.” (Rm 4.18)

“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja ESPERANÇA está posta no SENHOR seu Deus.” (146.5)

Por que aquele que tem a Deus como auxílio e cuja esperança está posta em Deus é feliz?

A. Porque Deus é o Criador de tudo (146.6).

B. Porque Deus cumpre suas promessas (146.6).

C. Porque Deus sustenta o oprimido e alimenta o faminto (146.7).

D. Porque Deus livra os prisioneiros (146.7).

E. Porque Deus dá visão ao cego (146.8).

F. Porque Deus protege os estrangeiros e cuida dos órfãos e das viúvas (146.9).

G. Porque Deus é eterno e digno de louvor (146.10).


III – Conclusão

Há esperança de Deus pra você hoje. Quem deposita a sua esperança no SENHOR é feliz. E mesmo que esteja enfrentando situações dificílimas nas mais diversas áreas da sua vida, pode e deve louvar o SENHOR (146.10) porque o Senhor Jesus virá buscar a sua noiva (1 Ts 4.13-18) e chegará o dia que o SENHOR limpará de nossos olhos toda lágrima, não haverá mais mortes, nem pranto, nem clamor, nem dor, nem problemas, nem decepções pois habitaremos para sempre com o SENHOR. Nós seremos o seu povo e ele será o nosso Deus (Leitura final - Apocalipse 21.1-7). Tire os olhos das coisas terrenas e comece a contemplar o céu.

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

quinta-feira, 12 de julho de 2012


Esboço Sermão
“Fé à Prova de Fogo”

Referência: Daniel 3

Considerações Preliminares
É importante começar ressaltando que o chefe dos eunucos pôs outros nomes nos judeus Hananias, Misael e Azarias que estavam exilados na Babilônia (Dn 1.7):

·        “Hananias que significa O Senhor é gracioso” recebeu o nome de “Sadraque que significa O mandamento de Acu”. Acu era o deus-lua dos simérios.

·        “Misael que significa Quem é que o Senhor é?” recebeu o nome de “Mesaque que significa Quem é que o Acu é?”.

·        “Azarias que significa O Senhor ajuda” recebeu o nome de “Abede-Nego que significa Servo de Nebo”. Nebo era uma divindade babilônica.

I – Introdução

1. O projeto (3.1): Nabucodonosor constrói uma estátua de ouro com quase 27m de altura e mais de 2,5m de largura.

2. Os políticos (3.2-3): O rei intima todos os líderes políticos a participar da dedicação da estátua.

3. A proclamação (3.4-5): Quando a banda toca, quem está presente deve curvar-se e adorar a estátua de ouro.

4. A penalidade (3.6-7): Todos os que recusarem curvar-se serão lançados numa fornalha de fogo.

4.1. As fornalhas tinham como principal função na Babilônia cozer tijolos. Contudo, lançar pessoas na fornalha ardente era um método de execução sui generis do governo de Nabucodonosor (Jr 29.22).

5. A pressão da multidão (3.7)
A pressão dos iguais é uma das maiores tentações. Se todos estão fazendo alguma coisa, poucas pessoas têm força para serem diferentes. A tendência da sociedade tem o poder de influenciar. Ao som da música as multidões se prostraram para adorar, mas Misael, Hananias e Azarias não se deixaram influenciar e permaneceram firmes. Fazendo uma analogia com os dias atuais, será que estamos sendo influenciados pela multidão que relativiza os princípios da palavra de Deus? Será que estamos nos fazendo amigos do mundo e inimigos de Deus? (Tg 4.4)

II - Desenvolvimento
Três Homens e uma prova de fé

1. Fé Declarada (3.8-12).

1.1. Certos caldeus levantaram acusação contra eles. Os caldeus mantinham uma posição proeminente na sociedade babilônia; assim, quando acusaram os judeus, sem dúvida, para parecer um serviço patriótico, quando na verdade era instigado pelo ciúme e pela inveja.

1.2. A argumentação do rei (3.13-15): O rei oferece aos três homens uma segunda chance. O rei mostra sua imparcialidade dando-lhes outra oportunidade para provarem sua lealdade. Além do mais, qual deus poderia livrá-los das mãos de Nabucodonosor? Da perspectiva politeísta de Nabucodonosor, não havia deus capaz de tal livramento. Nabucodonosor provavelmente não sabia a surpresa que teria por parte da manifestação de poder do Deus de Israel.

2. A convicção da fé lança fora todo medo (3.16-18)

2.1. A resposta dos três homens desperta a ira do rei (3.19-23) e ele ordena que os jovens sejam lançados na fornalha, aquecida sete vezes mais do que o normal.

III – Conclusão

1. A descoberta (3.24-25): Olhando para dentro da fornalha à distância, Nabucodonosor, surpreso, vê duas coisas incríveis:

a. Fé Triunfante. Os três homens ainda estão vivos (3.24-25a).

b. Outro homem juntou-se a eles, e parece um ser divino (3.25b).

c. Fé Inabalável. O próprio Jesus deixou a glória do céu e desceu a terra por causa da fé inabalável de três homens.

2. O livramento (3.26-28): Ao comando do rei, os três homens são tirados da fornalha, nem sequer cheirando à fumaça.

3. Fé Contagiante. Nabucodonosor reconhece o poder de Deus (3.29).

4. O decreto (3.29-30): Nabucodonosor impõe sentença de morte a qualquer um que falar contra Deus, e os três homens são promovidos a posições mais elevadas e prosperam.

5. Mesmo que não nominalmente, a atitude de fé de Hananias, Misael e Azarias se faz presente no livro de Hebreus 11.34 “Apagaram a força do fogo”.

6. Por fim, Deus não nos livra da fornalha, mas na fornalha. Pois a nossa fé é à prova de fogo. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1).

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield (ACF)
Bíblia de Estudo Genebra (RA)
Quem é Quem na Bíblia Sagrada, Paul Gardner, Editora Vida, 2005.
A Bíblia em Esboços, Harold Willmington, Editora Hagnos, 2001.

terça-feira, 26 de junho de 2012


“A Lei no pensamento de Paulo”

Determinar o pensamento de um teólogo com o Ap. Paulo não é tarefa fácil, todavia, esta é a proposta da teologia bíblica.

O pensamento paulino acerca da Lei parece-nos, por vezes, quase contraditório. Os ensinos de Paulo sobre a Lei são sempre abordados a partir da perspectiva da experiência histórica, tanto do próprio Paulo como rabi judeu, como de um judeu típico do primeiro século da nossa era, sujeito à Lei. Contudo, o seu pensamento não tem de ser visto nem como uma confissão de sua autobiografia espiritual, nem como uma descrição do caráter legalista do farisaísmo do primeiro século, mas como uma interpretação teológica, feita por um pensador cristão, de duas maneiras de justiça: o legalismo e a fé.

Para conseguirmos abordar este tema, precisamos fazê-lo face ao fundamento triplo que encontramos em Paulo: a religião do Antigo Testamento, o judaísmo e as suas próprias experiências. No centro da religião do Antigo Testamento não podemos caracterizá-lo como legalista, pois a Lei não foi dada como meio para obter uma relacionamento justo com Deus através da obediência. A Lei foi dada a Israel como o meio de unir Israel ao seu Deus, fornecendo um padrão a ser obedecido. A recompensa para a obediência à Lei era a preservação do relacionamento positivo com YHWH. Além disso, a obediência exigida pela Lei não poderia ser satisfeita através de um mero legalismo, pois a própria Lei exigia amor a Deus e ao próximo. A obediência à Lei de Deus era uma expressão de fé em Deus; e somente os que tinham fé eram o povo de Javé. No período intertestamentário, deu-se uma mudança fundamental no papel da Lei em relação à vida das pessoas. A observância da Lei torna-se a base do veredito de Deus acerca do indivíduo. A Lei alcança a posição de intermediário entre o homem e Deus. E é este novo papel da Lei que caracteriza o judaísmo legalista: a Torah torna-se na única mediadora entre Deus e os homens, tudo gira à volta da observância da Lei. Aqui a fasquia não era alcançar a justiça pelo cumprimento integral da Lei, mas sim esforçar-se por regular a sua vida de acordo com a Lei; o próprio Paulo confessa ter tido este mesmo propósito de vida: uma vivência de obediência legalista à Lei. Paulo reconhece que foi o seu zelo excessivo pelo cumprimento da Lei que o cegava em relação à revelação da justiça de Deus em Cristo. Só através da intervenção divina a caminho de Damasco destruiu o seu orgulho e a sua "auto-justiça", e o levou a aceitar a justiça de Deus em Cristo. Com Cristo foi inaugurada a era messiânica, "as coisas velhas passaram e tudo se fez novo", e com Cristo veio uma nova era, na qual a Lei desempenhava um papel novo e diferente. Sob o antigo pacto, a Lei era um código externo, escrito, que colocava diante dos homens a vontade de Deus. O fracasso tinha como consequência a morte; neste novo pacto a Lei passa a ser um poder interior, vivificante, que produz a justiça. "Obediência à Lei não quer dizer seguir os preceitos detalhados escritos no Pentateuco, mas cumprir uma relação com Deus para a qual a Lei aponta; e isto prova, que é uma relação de não obediência legal, mas de fé."

A Lei não consegue transformar pecadores em homens justos por ser um código externo, e os corações pecadores dos homens necessitam de um poder transformador interior. A Lei é um código escrito e não uma vida concedida pelo Espírito de Deus. O propósito da Lei não é a salvação do homem, mas teve um papel no propósito redentor de Deus. A Lei mostrava o pecado, revelava a verdadeira situação do homem e a sua responsabilidade para com Deus. Daí que a Lei se torne num elemento de condenação, não por ela mesma, ela apenas revela o pecado, e esse sim traz a morte. A dispensação da Lei pode ser chamada de dispensação da morte, escravidão ao mundo, pacto de escravidão ou período de infância, quando se está sob o controle de tutores, como Paulo refere em Gálatas 3:23-26. "Cristo é o fim da Lei, levou a era da Lei até ao fim, pois cumpriu tudo o que a Lei exige”. A Lei não é má, pelo contrário, Paulo reconhece-a como sendo justa, boa, perfeita, porque vem de Deus, mas agora, o novo homem deve cumprir a Lei escrita em seu coração pelo Espírito de Deus. A redenção em Cristo habilita os crentes, a que de algum modo, cumpram a Lei. Agora o aspecto permanente da Lei é o ético (o amor a Deus e ao próximo em ação), e não o cerimonial. Cristo pôs fim à Lei como um modo de justiça e como um código cerimonial; mas a Lei como a expressão da vontade de Deus é permanente; e o homem habilitado pelo Espírito Santo e assim fortalecido pelo amor está capacitado a cumprir a Lei de uma forma que os homens, sujeitos à Lei, nunca conseguiram.

Paulo não considera a Lei meramente como o padrão divino para a conduta, embora tenha origem divina e seja boa. No entanto, devido à fraqueza e pecabilidade do homem, a Lei torna-se num instrumento de condenação, ira e morte. A vida sob a Lei é uma servidão da qual o homem necessita libertar-se (conf. Rm 7:12,14; 5:13; 4:15: 7:9; Gl 4:21-31).

Por fim, Paulo entendeu que a lei era boa para a vida cristã, como mandamento de Deus, mas que essa lei não poderia salvar, somente servia para mostrar a incapacidade do homem de se justificar e que apontava para Cristo. Para Paulo, seguindo a forma da igreja primitiva, através da morte de Jesus, do derramamento de sangue Deus purificou a humanidade (os que creem) da culpa do pecado e precisamente desse modo fez com que se tornasse realidade a Sua justiça de amor.

Bibliografia
Charles Ferguson Ball; "A vida e os tempos do Apóstolo Paulo", CPAD, Rio de Janeiro; 1998;
Russell Norman Champlin; "O Novo testamento interpretado versículo por versículo – vol.III"; Milenium Distribuidora Cultural; São Paulo; 1980;
Ridderbos Herman; “Teologia do Apóstolo Paulo”, Cultura Cristã, 2004.