segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sonhando os sonhos de Deus

Referência: Salmos 126.1-3 (RA)

INTRODUÇÃO[1]

A paz de Cristo. Quero começar este sermão definindo o que representa o ato de sonhar na vida do ser humano.
Os sonhos são como vento, você os sente, mas não sabe de onde eles vieram e nem para onde vão.
Os sonhos nascem como flores nos terrenos da mente humana.
O Dr. Augusto Cury afirma que há dois tipos de sonhos:
Primeiro são os sonhos produzidos quando mergulhamos no sono.
Segundo são os sonhos diurnos que produzimos quando estamos acordados, vivendo as batalhas da existência, sentindo a vida que pulsa em nosso dia-a-dia.
Existem sonhos que produzimos quando nasce um filho, quando conquistamos um amigo, quando beijamos quem amamos.
Mas eu quero dar ênfase ao ato de sonhar os sonhos de Deus. Quero ministrar junto aos cristãos que estão dispostos a sonhar os sonhos de Deus.

A Escritura diz: “O homem sonha e faz planos, mas Deus sempre realiza a Sua vontade”. (Provérbios 19.21 Bíblia Viva)

Meditemos no Salmo 126.

DESENVOLVIMENTO

Contexto
Este salmo refere-se ao retorno dos judeus do cativeiro babilônico depois de 70 anos de exílio. Na verdade, o cativeiro ocorreu como um castigo da parte de Deus, por motivo de apostasia. E agora, o salmista estava muito feliz porque o Senhor tinha restaurado a sorte do povo.
O profeta Jeremias em sua carta aos cativos da Babilônia havia dito: Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. (Jeremias 29:11 ACF)

a)   Sonhar os sonhos de Deus gera uma alegria sem igual.
Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. (Salmos 126:1 ACF)

Por meio do poder de Deus e do decreto do imperador persa, Ciro, os cativos voltaram do cativeiro babilônico para Jerusalém. Foi tudo como um belo sonho que levou os exilados a um estado de êxtase.

Quando os sonhos de Deus se cumprem em nossas vidas eles trazem vida sobre a morte, alegria sobre a tristeza e esperança sobre o desânimo.


Quando os sonhos de Deus se cumprem em nossas vidas eles transformam um dia cinzento e chuvoso num dia de sol, e nos levam a superar os obstáculos, nos encorajando a conquistar.

b)    Os sonhos de Deus levam embora a lamentação e os gemidos dando lugar ao riso e aos cânticos de alegria.

Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes. (Salmos 126:2 ACF)

Os sonhos de Deus trazem sentido à nossa existência; Trazem vida ao nosso ser. Os sonhos de Deus trazem saúde para as nossas emoções e renovam as nossas forças.

Quando os judeus estavam no cativeiro, eles pensaram que não teria mais jeito pra eles. Acharam que os sonhos de Deus não iriam se cumprir na vida deles. Eles se assentavam às margens dos rios da Babilônia e choravam (Salmos 137). Já haviam até pendurado as suas harpas, pois não conseguiam entoar cânticos a Deus.

Muitas vezes a nossa vida é assim. Em meio às tormentas da vida, sequer temos forças para louvar a Deus. Mas os sonhos de Deus vão se cumprir em nossas vidas e voltaremos a cantar o hino da vitória.

A lamentação vai dar lugar ao júbilo em nome de Jesus.


c)   Os sonhos de Deus nos fazem enxergar e entender o quão grande e maravilhoso Deus é.

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. (Salmos 126:3 ACF)

Os sonhos de Deus deixam claro que tal sonho só foi possível por meio da intervenção divina em nossas vidas.

As aflições do mundo muitas vezes nos levam a dar mais valor aos problemas que ao tamanho do poder do nosso Deus.

Alegremo-nos no Senhor que grandes coisas têm feito por nós. Aleluia.

CONCLUSÃO
Você quer sonhar os sonhos de Deus na sua vida?  Segue três orientações:

1)  Guarde o seu coração.
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. (Provérbios 4:23 ACF)

Muitas vezes somos seduzidos pelas coisas do mundo e ao invés de sonharmos os sonhos de Deus cuja glória será d’Ele, incorremos no erro de sonhar os nossos sonhos, cuja glória será nossa.

2)  Ouça a voz de Deus e veja qual a Sua vontade.

Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido. (Habacuque 2:1 ACF)

Discernir e entender os sonhos que Deus deseja realizar em nossa vida nos livra de muitos embaraços em nossa caminhada cristã.

3)  Espere o tempo necessário para que os sonhos de Deus se cumpram na sua vida.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1 ACF)

É tempo de sonhar os sonhos de Deus.

Em Cristo,
Anderson Vieira 




[1] Introdução extraída e elaborada com base no Livro "Nunca desista de seus sonhos", Augusto Cury.

domingo, 28 de julho de 2013

Sê tu uma bênção


Referência Gênesis 12.1-2

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. Sê tu uma bênção. A palavra bênção é o oposto de maldição e aparece nas Escrituras pela primeira vez em Gên. 12:2.

No hebraico, a palavra bênção (brakhak) geralmente denota a concessão de bem, usualmente concebido como algo material. Deuteronômio, cap. 11, verso 26 diz (Referindo-se ao ato dos israelitas se apoderarem da terra prometida): “Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição”.

Já no grego, a palavra bênção (eulogia) apresenta um sentido de favor divino, tanto de concessão de alguma coisa material quanto bens espirituais como é o caso de Efésios, cap. 1, verso 3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.

O contexto em que a frase “Sê tu uma bênção” foi proferida é no pacto abraâmico, a chamada de Abrão (Que significa “Pai exaltado” e depois teria o nome mudado para Abraão “Pai de uma multidão” – Gên. 17.5).

Alguns entendem que pelo fato da frase estar atrelada a uma promessa divina, Abrão não tinha responsabilidades. Isso é desmerecer o contexto em que a promessa é feita bem como as responsabilidades da chamada divina não apenas a Abrão, mas a todo homem de Deus.

Fato inquestionável é que “Ser uma bênção” traz algumas implicações. Você se considera uma pessoa abençoada? Porque uma pessoa abençoada tem algumas características assim como Abraão.

Vejamos quais são essas marcas.

DESENVOLVIMENTO

I – OBEDIÊNCIA

1. Abrão por obediência atendeu ao chamado de Deus. Gênesis, capítulo 12, verso 4(a) diz: “Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor”.

a) Uma pessoa abençoada é aquela que entende que a bênção só pode ser alcançada mediante um vida de obediência aos mandamentos de Deus.

Veja o que diz Deuteronômio, cap. 28, versos 1 a 14: “E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus: Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo. Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. Bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. O Senhor entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos, que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão da tua presença. O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor teu Deus. O Senhor te confirmará para si como povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor teu Deus, e andares nos seus caminhos. E todos os povos da terra verão que é invocado sobre ti o nome do Senhor, e terão temor de ti. E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado. E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir. E não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, andando após outros deuses, para os servires.

b) Quando obedecemos a Deus somos plenamente abençoados com a provisão do Senhor para nossas vidas. Aleluia.

c) Você é uma pessoa que obedece a Deus? Sê tu uma bênção.

II – INTEGRIDADE

1. Integridade segundo o dicionário é a qualidade do que é íntegro, inteireza moral, retidão, honestidade.

a) Uma pessoa abençoada é integra, reta, não é dada a mentiras, calúnias etc.

b) Abraão vacilou quando por duas ocasiões entregou Sarai, sua mulher, para o faraó e para Abimeleque, rei de Gerar (Gênesis 12.10-20 e 20.1-18), dizendo ser ela sua irmã com medo de ser morto. Mas quando se dedicou totalmente ao Senhor com integridade, sendo capaz até mesmo de entregar seu único filho, Isaac, obedecendo a ordem do Senhor, passou a ser uma grande bênção.

Em Gên. 22.16-18 está escrito: “Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”.

c) Você é uma pessoa integra? Sê tu uma bênção.

III - PERSEVERANÇA

1. Sendo já de cem anos, Abraão creu contra a esperança e perseverou.

“(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer”. (Rm 4.17-21)

a) Uma pessoa abençoada é uma pessoa que persevera.

b) Uma pessoa abençoada aguarda as promessas de Deus se cumprirem. Ela não tenta ajudar a Deus, mas aguarda pacientemente Deus ajudá-la. Sempre crendo e em oração.

c) Você é uma pessoa perseverante? Sê tu uma bênção.


IV - FÉ E GRATIDÃO

1. Abraão se fortaleceu pela fé dando glória a Deus.

“E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus”. (Rm 4.20)

a) Uma pessoa abençoada põe em prática a sua fé, além de ser grata pelo que Deus é. Abraão ainda não tinha recebido a sua promessa, mas isso não lhe impediu de dar glória a Deus.

b) Você é uma pessoa de fé? Você é uma pessoa agradecida a Deus? Sê tu uma bênção.

V - INTIMIDADE COM DEUS

1. Abraão tinha intimidade com Deus.

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”. (Gên. 12.1)

a) Uma pessoa abençoada tem intimidade com Deus e conhece a Sua voz. E mais que isso, não apenas conhece a Sua voz como lhe dá ouvidos exercendo a obediência.

b) Você é uma pessoa que tem intimidade com Deus? Sê tu uma bênção.

CONCLUSÃO

a) Nós somos a maior bênção de Deus. Quando andamos em obediência não precisamos correr atrás de bênçãos. Pelo contrário, são as bênçãos que vêm atrás de nós. (Dt 28. 1-2)

b) Muito mais que apenas receber bênçãos, Deus quer que nós sejamos um canal de bênçãos para outras pessoas.

c) As bênçãos de Abraão estão disponíveis a nós por meio de Jesus Cristo.

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito”. (Gl 3.13-14)

d) As bênção de Abraão para nós começam evidentemente com o novo nascimento, quando nos tornamos novas criaturas em Cristo.

d) Além disso, O Senhor deseja que as bênçãos materiais e espirituais prometidas a Abraão também se cumpram em nossas vidas.

e) Sê tu uma bênção.

Em Cristo,
Anderson Vieira

Referência
Bíblia Sagrada (Versões RA e ACF)
Novo Testamento Texto Receptus (Grego)
Velho Testamento Texto Receptus (Hebraico)
Septuginta (LXX)
Dicionário Michaelis
Antigo Testamento Interpretado Versículo a Versículo (R. N. Champlin, Ph.D)



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma Fé que gera Obediência para Conquistar

Referência Lucas 5.1-6

INTRODUÇÃO

O texto lido trata da pesca maravilhosa realizada por Pedro (Simão) em obediência a ordem de Jesus para que ele lançasse as redes, mesmo tendo fracassado toda noite, sem pescar sequer um peixe.

Quando lemos todo o contexto percebemos Jesus requisitando o barco de Pedro para lhe servir de púlpito. Pedro por sua vez estava voltando de uma noite pescaria fracassada e já estava lavando as redes para recolhê-las. Depois de terminar de falar, Jesus ordena a Pedro que lance suas redes ao mar.

Pedro numa atitude de fé ousou obedecer a ordem de Jesus e o resultado foi surpreendente. Algumas verdades contidas neste episódio bíblico são de fundamental importância para a nossa vida cristã:

a)   Fé que gera obediência é sem dúvida a chave de nossas vitórias e conquistas. Quando num ato de fé ousamos obedecer ao nosso Mestre, mesmo que racionalmente a ordem pareça absurda, as coisas começam a acontecer.

b)   A fé que não gera obediência não é fé de fato. Jesus é o Senhor tanto da nossa fé quanto de nossa obediência. Assim, a fé sem obediência (obras) é morta. Como diz Tiago em sua epístola.

c)   Às vezes os milagres não acontecem em nossas vidas porque queremos racionalizá-los, encontrar lógica neles. Milagre não tem lógica. Muitas vezes esquecemos que o Senhor tem sempre saídas impensáveis e em suas mãos estão todas as possibilidades.

d)   O milagre para os que creem é uma possibilidade absolutamente real. Por isso o crente em Jesus é aquele que crê e espera pelo milagre mesmo que tudo aponte para o impossível.

DESENVOLVIMENTO

Pedro tem duas atitudes fenomenais que devem ser aprendidas e praticadas por todos quantos querem alcançar conquistar por meio do instrumento da fé:

1)   Pedro obedece as ordens de Deus sem questionar – v. 4-5:

a)   Pedro era um pescador experiente, podia não conhecer nada sobre sermões, mas uma coisa ele dominava como ninguém: a arte de pescar. E aquela pescaria sem dúvida nenhuma fora absolutamente infrutífera. Mas Jesus deu uma ordem e ele apenas obedeceu.

b)   Quantas vezes Deus nos dá uma orientação clara e preferimos questionar ao invés de obedecer e tomar posse da bênção.

c)   É preciso exercitar obediência a Cristo em todas as situações, mas, sobretudo, e especialmente, naquelas onde tudo parece não ter nenhuma lógica.

d)   Pedro ousou, aliás, essa era uma marca desse apóstolo, que chegou até a andar sobre as águas sob uma ordem de Jesus. Ele ousou obedecer quando tinha tudo para recuar, mas ele foi desafiado a confiar nessa Palavra de Vida.

e)   Deus nos desafia hoje a ousar a obedecer a sua Palavra. Obedecer é trazer à existência aquilo que não existe, é criar uma realidade espiritual.


2)   Pedro obedece a palavra de Jesus pela fé e as conquistam ocorrem de forma sobrenatural – v.5:

a)   Pedro contra todas as evidências: desânimo e até mesmo a própria experiência, ousou obedecer sob a autoridade da Palavra que é Cristo.

b)   “Mas sob a tua palavra lançarei as redes”. Agir sob a Palavra de Deus é o grande diferencial de uma fé para conquistar.

c)   O resultado da ousada obediência de Pedro podemos ver no v. 7: a pesca foi tão abundante que ele precisou da ajuda dos amigos para recolher a enorme quantidade de peixes. “O Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais de tudo aquilo quanto pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós”.

CONCLUSÃO

a)   Todas as vezes que ousamos obedecer a Palavra de Deus, temperamentos são mudados, relacionamentos são restaurados, corações são amolecidos e quebrantados, vidas são transformadas. Fé que gera obediência é o que Deus espera para que os milagres se manifestem em nossas vidas.

b)   Ouça hoje a palavra do Senhor e ouse dizer: “Mas sob a tua palavra lançarei as redes” e serei bem-sucedido em tudo quanto eu fizer, porque confio em ti Senhor Jesus.

c)   Fé para Conquistar? Obedeça a palavra de Deus. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo. (Rm 10:17)

Em Cristo,

Anderson Vieira

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Liberdade Cristã

Referência: João 8.31-36

INTRODUÇÃO
A paz de Cristo. O texto outrora lido fala-nos de uma causa e efeito, o modus operandi para que se alcance a liberdade em Cristo. Mas libertação do que exatamente? Cito ao menos duas prisões das quais o homem sem Deus precisa ser livre:

I – LIBERTAÇÃO DA PRISÃO DO PECADO

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”.  (Ef 2.1-3)

As pessoas sem Deus encontram-se mortas em seus delitos e pecados, e não importa quão boas elas pareçam ser ou busquem ser, sem Jesus elas se encontram em desobediência ao Pai, aprisionadas pela corrente invisível do pecado, debaixo de condenação e sujeitas a ira de Deus. A vida na prática do pecado é uma rebelião da criatura em relação ao seu Criador. O homem precisa libertar-se da escravidão de Satanás.
  
II – LIBERTAÇÃO DA PRISÃO DA MORTE ESPIRITUAL
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm 6.23)

Morte é o destino de toda a humanidade. É a consequência do pecado. A morte física vem sobre todos, mas a morte espiritual é pior. É a separação eterna de Deus. A morte espiritual aprisiona a todos que não conheceram a verdade que é o Cristo.

Jesus liberta o homem das correntes do pecado, possibilitando-nos viver uma vida em santidade e também liberta-nos da morte espiritual concedendo-nos a vida eterna.

Jesus nos resgata e nos reconcilia com Deus por meio do seu sangue, como está escrito em Efésios, capítulo 2, verso 13 e Romanos, capítulo 5, versículo 11. Quantos podem dizer amém? Aleluia.

DESENVOLVIMENTO
Mas essa liberdade cristã custou preço de sangue. Uma grande dívida foi paga. Fomos justificados. Nossos pecados foram removidos e atribuídos a Cristo que se fez maldição por nós. Fomos comprados, possuídos, somos agora propriedade exclusiva de Deus segundo diz o apóstolo Pedro. É bem verdade que somos filhos de Deus, mas também somos servos, e Ele, o nosso Senhor.
Então, a tese bíblica que defendo é que essa liberdade que agora temos não significa que agora somos donos do próprio nariz ou que podemos fazer o que quisermos. Antes pertencíamos ao diabo, agora pertencemos a Deus. A nossa liberdade termina quando a vontade de Deus prevalece. E como filhos de Deus qual deve ser o nosso procedimento quanto à liberdade cristã?

a)   Desistência da independência e autossuficiência pessoal em detrimento da total dependência de Deus. - “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gl 2.20)

b)  Desistência das minhas vontades próprias em detrimento da vontade e dos planos que Deus tem pra mim.“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. (Mt 16.24-25)

c)   Desistência de confiar em mim mesmo em detrimento da total confiança em Deus.“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!; Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR”. (Jr 17.5;7)

d)  Desistência da minha liberdade em detrimento da santidade de Deus.“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne”.  (Gl 5.13)

CONCLUSÃO

A liberdade cristã deve conduzir os nossos pensamentos cativos à obediência de Cristo. (2 Co 10.5)

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar (ESCRAVIZAR) por nenhuma”. (1 Co 6.12)

“A liberdade cristã genuína é aquela que nos mantém sujeitos ao Espírito Santo; algemados a Deus e acorrentados a Jesus Cristo”.

Em Cristo,

Anderson Vieira

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Paradoxo da Vida Cristã

Referência João 12.25

INTRODUÇÃO

Em que consiste a vida cristã? Eu gostaria de responder a esta pergunta, não pela ótica dos cristãos, mas sim pela ótica daqueles que ainda não conhecem a Cristo Jesus nem tampouco exercem uma vida de fé e prática pautada na Bíblia Sagrada, o homem natural. 

Entendo que a vida cristã é um grande paradoxo e os cristãos verdadeiros são pessoas estranhas para o mundo em todos os sentidos. Essa estranheza se dá pelos princípios da Palavra que levam todos cristãos a viver uma vida totalmente antagônica àquilo que o mundo tem por verdade. Vejamos por quê. Pontuei 11 pontos que revelam o paradoxo da vida cristã diante de uma sociedade morta em seus delitos e pecados.

DESENVOLVIMENTO

1)           O cristão ama de todo coração, alma e entendimento um ser espiritual (ausência de matéria), criador de tudo, onipotente, onisciente e onipresente, a saber, Deus. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. (Mt 22.37) – Deus é espírito e não existe a possibilidade de entender nem imaginar a grandiosidade do Senhor e do seu infinito poder.

2)           O cristão conversa intimamente todos os dias com alguém que está em secreto e que só pode ser visto pelos olhos da fé. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mt 6.6)

3)           O cristão ama os inimigos e ora pelos que lhe perseguem. “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. (Mt 5.44)
4)           O cristão é ferido, agredido, mas ao invés de revidar, dá a outra face. “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra”. (Mt 5.39)

5)           O cristão ajuda ao próximo e não busca ser visto pelas pessoas. “Tu, porém, ao dares esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mt 6.3-4)

6)           O cristão busca acumular tesouros no céu e não sobre a terra. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. (Mt 6.19-21)

7)        O cristão quando está com problemas não vai num centro espírita tomar passe, nem leva oferendas a Iemanjá, nem oferece sacrifícios a exus e falanges, a fim de receber ajuda espiritual. O cristão recorre a Jesus sabendo que encontrará alívio para a alma sem ter que dar nada em troca. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. (Mt 11.28)

8)           O cristão quando está fraco aí que ele é forte. “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. (2 Co 12.10)

9)           O cristão precisa morrer para viver. “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. (Gl 2.20)

10)       O cristão é alguém que nasceu de novo. “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (Jo 3.3)

11)       O cristão quando se humilha é exaltado. “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”. (Tg 4.10)

CONCLUSÃO   
                                          
Que tal viver o paradoxo da vida cristã a partir de hoje e experimentar a vida eterna? Você pode até não ser compreendido pelo mundo, mas a loucura de Deus é mais sábia do que os homens. (1 Co 1.25)

Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. (Jo 12.25)

Em Cristo,

Anderson Vieira