quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Esboço Sermão – As Marcas de um Herói Bíblico

Referência Gálatas 6.17

O QUE É UM HERÓI?

O Dicionário Online da Língua Portuguesa define “herói” como:
·        O nome dado pelos gregos aos grandes homens divinizados. Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra.
·        Principal personagem de uma obra literária (poema, romance, peça de teatro etc.) ou cinematográfica.
·        Principal personagem de uma aventura, de um acontecimento.
Não quero empregar aqui a palavra "herói" no sentido pagão, isto é, grandes vultos humanos divinizados. Quero contextualizar a vida de um “herói à luz da Palavra”, alguém que tem as credenciais bíblicas, alguém do qual o mundo não era digno.
Poderíamos falar de homens mais contemporâneos que fizeram a diferença, verdadeiros heróis como: Jerônimo Savonarola; Martinho Lutero; Jônatas Edwards; João Wesley; Jorge Whitefield; Jorge Muller; Charles Spurgeon, Dwight Lyman Moody; David Wilkerson, entre outros.

INTRODUÇÃO

Mas o protagonista desta mensagem, o nosso herói de carne e osso é um homem chamado Saulo, nascido na cidade de Tarso, judeu por sua origem benjamita e cidadão romano por direito de filiação, que após ter um encontro com o Senhor na estrada de Damasco tornou-se Paulo, que significa: “pequeno” ou “de baixa estatura”. Apesar do nome, Paulo foi um gigante das Escrituras.

Geralmente os heróis seguem um estereótipo. Eles são fortes, musculosos, bonitos e têm superpoderes.
Como você imagina que Paulo era? Um texto apócrifo chamado “Atos de Paulo”, datado do Sec. II d.C., afirma que Saulo de Tarso “era um homem de pequena estatura, parcialmente calvo, pernas arqueadas, de compleição robusta, olhos próximos um do outro, e nariz um tanto curvo.” Mas se a veracidade de sua aparência física não possui fontes dignas de plena confiança, o mesmo não podemos dizer de sua obra em defesa do Evangelho.

DESENVOLVIMENTO

1)    Paulo é o nosso herói de carne e osso porque foi o maior missionário da história da igreja.
·        Paulo fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial;
·        Paulo é também o maior escritor do Novo Testamento, tendo escrito 13 livros.

2)    Paulo é o nosso herói de carne e osso porque é o maior exemplo de perseverança sobre as dificuldades. (2 Co 11.16-27)
·        Recebeu dos judeus cinco vezes uma quarentena de açoites menos um, ou seja, 195 açoites;
·        Três vezes fustigado com varas;
·        Apedrejado uma vez;
·        Três vezes enfrentou naufrágio;
·        Enfrentou prisões;
·        Passou fome, sede, jejum, foi picado por uma víbora etc.

3)    Paulo é o nosso herói de carne e osso porque ousou dar a cara a tapa e dizer aos coríntios "sede meus imitadores como sou de Cristo".  
·        Um exemplo a ser seguido.
·        Testemunho de vida.
·        Coragem para se declarar cristão nos padrões bíblicos.

4)    Paulo é o nosso herói de carne e osso porque não mediu esforços para combater as heresias e anunciar o evangelho de Cristo. (Gl 1.8)         
·        Zelo pela palavra.
·        Zelo pela doutrina.
·        Zelo pelo sacrifício vicário.
·        Zelo pela graça.

5)    Paulo é o nosso herói de carne e osso porque nos ensinou sobre a importância do amor. (1 Co 13)
·        Ainda que se fale a língua dos anjos, sem amor, não tem valor.
·        Uma mulher chegou no pastor e disse: meu esposo não vale nada, não aguento mais aquele traste. Depois os filhos chegaram e disseram: pastor, ele é um péssimo pai, nunca sequer orou com a gente. Depois veio a sogra e disse: isso não é um genro, isso é uma mala sem alça. E até o cachorro se pudesse, reclamaria do homem ao pastor. O pastor chamou aquele homem ao gabinete e disse: sua família não aguenta mais você, dizem que você é um zero a esquerda e que não te suportam mais. Dizem que não te amam, mas eu quero te dizer uma coisa, “eu te amo”. E então abraçou aquele homem que se tornou um excelente marido, bom pai, e um dos maiores ganhadores de almas na igreja. O amor é capaz de nos levar a fazer coisas extraordinárias. O pastor com certeza conhecia as orientações do apóstolo Paulo.

CONCLUSÃO
Para ser um herói bíblico de carne e osso basta obedecer a palavra de Deus. Paulo era homem como eu e você.

Em Cristo,

Anderson Vieira

Esboço Sermão – A Fonte da Alegria do Cristão

Referência Lucas 10.17-21

INTRODUÇÃO
Será que Jesus era um homem alegre? Ao longo da história Jesus é retratado nas artes com agigantada tristeza e olhar apático. Isaías profetizou que o Messias seria homem de dores e que sabe o que é padecer. Contudo, se o nosso Senhor foi “homem de dores”, Ele foi ainda mais “homem de alegria”. Podemos deduzir que Jesus era alegre tomando por exemplo o fato de que as crianças eram atraídas a Ele (Mc 10.13-16). Em que colo as crianças se sentem livres para sentar? Com certeza as crianças não são atraídas à pessoas que têm uma feição triste e carrancuda, mas sim por pessoas calorosas, felizes e alegres. Além disso, a alegria de Jesus também pode ser notada por sua participação em ocasiões festivas. No casamento de Bodas de Caná, Jesus proveu o vinho, símbolo da alegria para os judeus. Já referindo-se à festa dada por Mateus, Jesus indagou: “Mas a quem hei de comparar esta geração? ... nós vos tocamos flautas e não dançastes...” (Mt 11.17). Jesus mesmo disse: “Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (Mt 9.15). Quando os 70 discípulos voltaram a Jesus com seu relato encorajador, somos informados de que “exultou Jesus no Espírito Santo” (Lc 10.21). A fonte da alegria de Jesus certamente não eram as circunstâncias pois sabemos que o Mestre foi rejeitado, ignorado, maltratado, entre outras coisas. Mas em meio a tanta dor e desprezo, havia um propósito que mantinha acesa a chama da alegria no coração do Messias. Agora... e quanto a nós cristãos? Devemos ter uma vida marcada pela alegria? A Bíblia responde. Os membros da igreja de Jerusalém “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46). O Novo Testamento ordena repetidamente que sejamos alegres. No Grego, língua original em que o NT foi escrito, a palavra alegria significa: regozijo, exultação, gozo, grande alegria, estar cheio de alegria. Vejamos as considerações do Apóstolo Paulo: “Regozijai-vos na esperança” (Rm 12.12); “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4); “o fruto do Espírito é ... alegria” (Gl 5.22); “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Se há vários imperativos para que nós cristãos sejamos alegres, qual é a fonte da nossa alegria? Com certeza a nossa alegria não é baseada exclusivamente em circunstâncias, visto que a vida cristã é marcada por dificuldades e provações. Entendo que a alegria do crente é como a de Jesus, baseada em uma certeza fundamentada – uma segurança – em verdades bíblicas inquestionáveis. A nossa alegria não depende de fatos circunstanciais nem daquilo que temos, mas sim daquilo que somos, daquilo que já foi determinado por Deus.

DESENVOLVIMENTO

1)    Nós, cristãos, temos alegria por causa da certeza de nossa identidade.
·        Somos filhos de Deus (Jo 1.12)
·        Somos raça eleita, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pe 2.9)
·        Amados de Deus (Rm 1.7)
·        Benditos do Senhor (Gn 24.31)
·        Benditos do Pai (Mt 25.34)
·        Filhos do Altíssimo (Lc 6.35)
·        Vasos Escolhidos (At 9.15)
·        Eleitos de Deus (Cl 3.12)
·        Herdeiros de Deus (Rm 8.17)
·        Herdeiros do Reino (Tg 2.5)
·        Herdeiros da Promessa (Hb 6.17)
·        Herdeiros da Salvação (Hb 1.14)
·        Santos Irmãos (Hb 3.1)
·        Reis e Sacerdotes de Deus (Ap 1.6)
·        Luz do Mundo (Mt 5.14)
·        Membros de Cristo (1 Co 6.15)
·        Homens de Deus (2 Tm 3.17)
·        Sal da Terra (Mt 5.13)
·        Servos de Cristo (1 Co 7.22)
·        Sevos da Justiça (Rm 6.18)
·        Ovelhas de Cristo (Jo 21.16)
·        Peregrinos com Deus (Sl 39.12)
·        “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”. (Rm 5.1-2)

2)    Nós, cristãos, temos alegria por causa da certeza de nosso propósito.
·        Fazer o que agrada a Deus nos enche de alegria.
·        Adorar o nosso Criador nos dá alegria.
·        Buscar nosso próprio prazer e felicidade eventualmente produz desapontamento, mas buscar a vontade de nosso Senhor produz uma profunda alegria.
·        Imagine a alegria do coração de cada crente quando ouvir naquele grande dia as seguintes palavras: “Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (Mt 25.21).

3)    Nós, cristãos, temos alegria porque sabemos que o nosso destino é o céu.
·        Nossas vidas não são sem sentido. O céu será a nossa morada na eternidade.
·        As dificuldades temporárias não são nada comparado ao futuro de glória que nos espera. Paulo disse aos coríntios: “Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Co 4:16-18)

4)    Nós, cristãos, temos alegria porque Deus entregou o seu filho Jesus Cristo para morrer pelos nossos pecados.
·        Fomos perdoados.
·        Fomos resgatados.
·        Fomos justificados pelo sangue de Jesus.
·        Fomos regenerados.
·        Fomos salvos da condenação eterna.
·        “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”. (Lc 10.20)

CONCLUSÃO

Leiamos o texto de Neemias:

“Esdras abriu o livro diante de todo o povo, e este podia vê-lo, pois ele estava num lugar mais alto. E, quando abriu o livro, o povo todo se levantou. Esdras louvou o Senhor, o grande Deus, e todo o povo ergueu as mãos e respondeu: "Amém! Amém! " Então eles adoraram o Senhor, prostrados, rosto em terra.
Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã e Pelaías, instruíram o povo na Lei, e todos permaneciam ali. Leram o Livro da Lei de Deus, interpretando-o e explicando-o, a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido. Então Neemias, o governador, Esdras, o sacerdote e escriba, e os levitas que estavam instruindo o povo disseram a todos: "Este dia é consagrado ao Senhor Deus. Nada de tristeza e de choro! " Pois todo o povo estava chorando enquanto ouvia as palavras da Lei. E Neemias acrescentou: "Podem sair, e comam e bebam do melhor que tiverem, e repartam com os que nada têm preparado. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá". Os levitas tranquilizaram todo o povo, dizendo: "Acalmem-se porque este é um dia santo. Não fiquem tristes! " Então todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada tinham preparado e para comemorar com grande alegria, pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas.” (Ne 8.5-12)

Quero concluir dizendo que a alegria do Senhor é a nossa força. Alegre-se pelo que você é e não pelo que você tem ou está enfrentando. O céu te espera.

Em Cristo,

Anderson Vieira

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Esboço Sermão – Reavivamento ou Sepultamento

Referência Salmo 85.6

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. Nunca tivemos tantas Bíblias, mas nunca o povo de Deus foi tão raso da palavra. Nunca se teve tantos programas bíblicos, mas nunca se negligenciou tanto o nome de Jesus.  A honra de Deus tem sido manchada; Seu bendito Filho tem sido ignorado; suas Leis têm sido transgredidas; Seu nome tem sido profanado; a Bíblia Sagrada relativizada e a Igreja tem se tornado um clube social. Esse cenário é perfeito para um grande avivamento, visto que avivamentos aconteceram e acontecem em tempos de crise.
·        Quando o homem esgota seus recursos, reconhece sua falência e clama pelo socorro divino, Deus restaura a sua sorte.
·        Quando a terra está seca é que Deus derrama sobre ela as suas torrentes. Quando os pecadores se humilham e choram pelos seus pecados é que Deus envia do céu a sua cura.
·        Quando todas as esperanças terrenas sofrem um colapso, é que Deus se manifesta poderosamente trazendo restauração para o seu povo.
·        Mesmo quando o povo de Deus perde sua vitalidade espiritual e se torna como um vale de ossos secos, sem alegria, sem entusiasmo com a prática do cristianismo autêntico, Deus sopra nele o seu sopro e o levanta como um exército poderoso.
·        Nenhuma crise pode superar a capacidade divina de intervir na vida do seu povo.
·        Mesmo que o mundo olhe para a igreja com desdém, com ceticismo, Deus pode derramar sobre ela o poder do seu Espírito, aspergi-la com o óleo da sua unção e fazer dela uma agência poderosa do céu na terra.
·        O avivamento põe a igreja de pé em tempos de desânimo, põe a igreja em marcha em tempos de cansaço e põe a igreja na intimidade de Deus em tempos de corrupção e impiedade.
·        O avivamento é uma ação soberana de Deus e não resultado do esforço humano. O homem não pode produzir o avivamento.
·        O avivamento não pode ser agendado, programado nem domesticado pelo homem. A maior necessidade da igreja hoje é de um genuíno avivamento.
·        Antes da igreja convocar o mundo a se arrepender, ela precisa estar quebrantada.
·        O juízo deve começar pela casa de Deus. Quando o povo de Deus se humilha, ora, e se converte de seus maus caminhos, é que Deus intervém sarando a terra.
·        Precisamos do poder do Espírito Santo.
·        A igreja precisa de poder para impactar o mundo. A Palavra de Deus precisa ser a verdade em nossa boca, precisa ser praticada em nossa vida, precisa ser adornada pelo nosso exemplo.
·        O fogo de Deus precisa arder em nosso coração para termos fervor espiritual. Precisamos ser um graveto seco a pegar fogo a fim de inflamarmos outros.
·        Quando o fogo do Espírito de Deus arde na vida da igreja o entulho do pecado é queimado, uma sede de santidade explode em seu meio.
·        “A pior maldição que um povo pode sofrer é ter uma religião movida à base de mera emoção e sensacionalismo. A ausência de realidade espiritual já é trágica; mas o aumento da falsa espiritualidade é pecado mortal”.
·        “Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar”.
·        Irmão, a igreja perdeu o “fogo” do Espírito Santo e por causa disso a humanidade vai para o fogo do inferno.
·        “Nunca foi intenção de Deus que a Igreja se tornasse uma geladeira para preservar a perecível religiosidade humana. Sua intenção era que ela fosse uma incubadeira, onde se desenvolveriam novos convertidos”.
·        “A maior necessidade de nossos dias é poder do alto”.
·        “Sem muita oração e lágrimas não há avivamento”.
·        “A oração é o sangue da alma”.

DESENVOLVIMENTO

Reavivamento é uma obra soberana de Deus. A igreja não agenda reavivamento; ela ora por ele e aguarda sua chegada. O salmista pergunta: “Porventura, não tornará a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” (Sl 85.6).

1.     Reavivamento é uma obra de Deus na vida do seu povo.
Reavivamento não acontece no mundo, mas na igreja. É uma intervenção incomum de Deus na vida do seu povo, trazendo arrependimento de pecado, volta à Palavra, sede de santidade, adoração fervorosa e vida abundante. Primeiro a igreja se volta para Deus, então, ela convoca o mundo a arrepender-se e voltar-se para Deus.
2.     Reavivamento é uma obra exclusiva de Deus.
Nenhum esforço humano pode produzir o vento do Espírito. Nenhuma igreja pode gerar esse poder que opera na igreja um reavivamento. Esse poder não vem da igreja; vem de Deus. Não vem do homem; emana do Espírito. Não procede da terra; é derramado do céu.

3.     Reavivamento é uma obra extraordinária de Deus.
O reavivamento não é apenas uma obra de Deus, mas uma obra extraordinária. É uma manifestação incomum de Deus na vida do seu povo e através do seu povo. O reavivamento é uma obra incomum e extraordinária de Deus e nós precisamos urgentemente buscar essa visitação poderosa do Espírito Santo na vida da igreja hoje.

4.     Reavivamento é uma obra repetida de Deus na história.
É importante entender que o Pentecostes é um marco histórico definido na história da igreja. O Espírito Santo foi derramado para estar para sempre com a igreja e esse fato é único e irrepetível. Porém, muitas vezes e em muitos lugares, Deus visitou o seu povo com novos derramamentos do Espírito, restaurando sua igreja, soprando sobre ela um alento de vida e erguendo-a, muitas vezes, do vale da sequidão. Nós precisamos preparar o caminho do Senhor e orar com fervor e perseverança como o salmista: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” O reavivamento é uma promessa de Deus e uma necessidade da igreja. É tempo de clamarmos ao Senhor até que ele venha e restaure a nossa sorte!

CONCLUSÃO

Os imperativos para o Reavivamento (Apocalipse 3.2-4)
Aqui estão os imperativos de Jesus para a igreja. Podemos sintetizar esses imperativos de Jesus, em três aspectos básicos:

1.     Uma volta urgente à Palavra de Deus – v. 3
O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Palavra de Deus – A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra. O reavimamento é resultado dessa lembrança dos tempos do primeiro amor e dessa volta à Palavra. Deixemos que a história passada nos desafie no presente a voltarmo-nos para a Palavra de Deus.

2.     Uma volta à vigilância espiritual – v. 2
Sardes caiu porque não vigiou – A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou. Jesus alerta a igreja que se ela não vigiar, se ela não acordar, ele virá a ela como o ladrão de noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de trevas e não de luz (Mt 7:21-23).
A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado – Fuja de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo. Precisamos vigiar e orar – Os tempos são maus. As pressões são muitas. Os perigos são sutis. O diabo não atacou a igreja de Sardes com perseguição nem com heresia, mas minou a igreja com o mundanismo. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.

3.     Uma volta à santidade – v. 4
Ainda havia algumas pessoas que permaneciam fiéis a Cristo em Sardes. Embora a igreja estivesse cheia, havia apenas uns poucos que eram crentes verdadeiros e que não haviam se contaminado com o mundo. A maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendas obras íntegras diante de Deus.
As vestes sujas falam de pecado, de impureza, de mundanismo – Obras sem integridade falam de caráter distorcido, de motivações erradas, de ausência de santidade.

Em Cristo,

Anderson Vieira.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Esboço Sermão – Escolha a melhor parte
Referência Lucas 10.38-42

INTRODUÇÃO
A paz de Cristo. A vida de um modo geral é feita de escolhas. A vida cristã também. Relatos bíblicos mostram as diversas consequências das escolhas certas e erradas. O povo de Deus é confrontado pela palavra a escolher entre a bênção e maldição, entre os caminhos de vida e de morte, entre o pecado e a santidade, entre adorar a Deus ou servir ao Diabo. No monte Carmelo em confronto com os profetas de Ball, Elias disse ao povo, ou vocês escolhem Deus ou Baal. Daniel escolheu orar três vezes ao dia ao seu Deus mesmo debaixo de decreto de morte. Os amigos de Daniel escolheram ser jogados na fornalha a se curvarem diante da estátua de Nabucodonosor. Tiago escolheu morrer a fio de espada do que se calar sobre Jesus. Os apóstolos escolheram ser martirizados a deixar de anunciar o Evangelho da Salvação. Eu quero perguntar a você cristão, quais têm sido as suas escolhas?
O relato da visita de Jesus à casa das irmãs Marta e Maria revela-nos algumas verdades práticas para o Evangelho que devemos viver baseadas em nossas escolhas:

DESENVOLVIMENTO

1)    Jesus ensina que se deve imitar Maria na adoração.
·        Maria escolheu alimentar a sua alma com os ensinamentos de Jesus.
·        Maria sabia que não só de pão de vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
·        Maria escolheu buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas.
·        Maria escolheu aquietar-se e sentar-se aos pés de Jesus, pois entendeu que mais vale um dia na presença de Deus do que mil em outro lugar.

2)    Jesus ensina que o serviço de Marta também é importante.
·        Jesus em momento algum diz que é errado dedicar-se ao serviço.
·        Jesus não está confrontando Marta a deixar de ser Marta e se tornar Maria; ele está desafiando Marta a perceber que, em meio às muitas tarefas, preocupações e inquietações, ela estava se privando e desprezando a “boa parte” do discipulado: a relação pessoal e íntima com o Mestre.

3)    Jesus ensina o que é mais importante.
  • Jesus mostra que o serviço é importante, mas o ato de adorá-LO e receber seus ensinamentos é mais importante que qualquer outra coisa.

Marta, em meio à sua agenda atribulada, perdeu a percepção da presença de Jesus em sua própria sala de estar. Não podemos perder a consciência de Deus em nossas vidas.
  Jesus mostra que não devemos andar inquietos por coisa alguma. Quando Jesus chega, uma visita se transforma no momento mais precioso da sua vida. Jesus quer entrar em nossa casa e ceiar conosco, mas será que teremos tempo pra Lhe dar atenção?


CONCLUSÃO
Escolha a melhor parte:
Escolha servir e adorar a Jesus;
Escolha a salvação;
Escolha o perdão dos seus pecados;
Escolha nascer para Deus;
Escolha viver com Cristo, pois essa parte não lhe será tirada.

Em Cristo,

Anderson Vieira.