sexta-feira, 10 de agosto de 2012


“Nossa esperança é o Senhor”
Referência: Salmo 146.3-10

I – Introdução

O conceito de esperança segundo os dicionários é “aquilo que se espera desejando”. Pode-se esperar um dia sem trânsito; um dia de sol; aprovação no vestibular; promoção na empresa; uma porta aberta de emprego; um bom casamento; pode-se esperar que algo dê certo, contudo, pode ser que tudo dê errado. Pode-se ter esperança em pessoas, mas devido à falibilidade humana, pode-se experimentar uma grande decepção. O salmista adverte contra depender dos mortais. (146.3-4)

II – Desenvolvimento

A “esperança secular” se baseia totalmente em sentimentos, circunstâncias, pessoas etc, sem que haja uma confiança depositada somente em Deus.
Há pessoas que depositam a sua esperança na Mega Sena;
Há outras que não saem de casa sem ter lido o horóscopo.
A “esperança cristã” não é assim, pois está alicerçada plenamente e exclusivamente no SENHOR.

Vejamos um exemplo: “Abraão em esperança creu contra a esperança.” (Rm 4.18)

“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja ESPERANÇA está posta no SENHOR seu Deus.” (146.5)

Por que aquele que tem a Deus como auxílio e cuja esperança está posta em Deus é feliz?

A. Porque Deus é o Criador de tudo (146.6).

B. Porque Deus cumpre suas promessas (146.6).

C. Porque Deus sustenta o oprimido e alimenta o faminto (146.7).

D. Porque Deus livra os prisioneiros (146.7).

E. Porque Deus dá visão ao cego (146.8).

F. Porque Deus protege os estrangeiros e cuida dos órfãos e das viúvas (146.9).

G. Porque Deus é eterno e digno de louvor (146.10).


III – Conclusão

Há esperança de Deus pra você hoje. Quem deposita a sua esperança no SENHOR é feliz. E mesmo que esteja enfrentando situações dificílimas nas mais diversas áreas da sua vida, pode e deve louvar o SENHOR (146.10) porque o Senhor Jesus virá buscar a sua noiva (1 Ts 4.13-18) e chegará o dia que o SENHOR limpará de nossos olhos toda lágrima, não haverá mais mortes, nem pranto, nem clamor, nem dor, nem problemas, nem decepções pois habitaremos para sempre com o SENHOR. Nós seremos o seu povo e ele será o nosso Deus (Leitura final - Apocalipse 21.1-7). Tire os olhos das coisas terrenas e comece a contemplar o céu.

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

quinta-feira, 12 de julho de 2012


Esboço Sermão
“Fé à Prova de Fogo”

Referência: Daniel 3

Considerações Preliminares
É importante começar ressaltando que o chefe dos eunucos pôs outros nomes nos judeus Hananias, Misael e Azarias que estavam exilados na Babilônia (Dn 1.7):

·        “Hananias que significa O Senhor é gracioso” recebeu o nome de “Sadraque que significa O mandamento de Acu”. Acu era o deus-lua dos simérios.

·        “Misael que significa Quem é que o Senhor é?” recebeu o nome de “Mesaque que significa Quem é que o Acu é?”.

·        “Azarias que significa O Senhor ajuda” recebeu o nome de “Abede-Nego que significa Servo de Nebo”. Nebo era uma divindade babilônica.

I – Introdução

1. O projeto (3.1): Nabucodonosor constrói uma estátua de ouro com quase 27m de altura e mais de 2,5m de largura.

2. Os políticos (3.2-3): O rei intima todos os líderes políticos a participar da dedicação da estátua.

3. A proclamação (3.4-5): Quando a banda toca, quem está presente deve curvar-se e adorar a estátua de ouro.

4. A penalidade (3.6-7): Todos os que recusarem curvar-se serão lançados numa fornalha de fogo.

4.1. As fornalhas tinham como principal função na Babilônia cozer tijolos. Contudo, lançar pessoas na fornalha ardente era um método de execução sui generis do governo de Nabucodonosor (Jr 29.22).

5. A pressão da multidão (3.7)
A pressão dos iguais é uma das maiores tentações. Se todos estão fazendo alguma coisa, poucas pessoas têm força para serem diferentes. A tendência da sociedade tem o poder de influenciar. Ao som da música as multidões se prostraram para adorar, mas Misael, Hananias e Azarias não se deixaram influenciar e permaneceram firmes. Fazendo uma analogia com os dias atuais, será que estamos sendo influenciados pela multidão que relativiza os princípios da palavra de Deus? Será que estamos nos fazendo amigos do mundo e inimigos de Deus? (Tg 4.4)

II - Desenvolvimento
Três Homens e uma prova de fé

1. Fé Declarada (3.8-12).

1.1. Certos caldeus levantaram acusação contra eles. Os caldeus mantinham uma posição proeminente na sociedade babilônia; assim, quando acusaram os judeus, sem dúvida, para parecer um serviço patriótico, quando na verdade era instigado pelo ciúme e pela inveja.

1.2. A argumentação do rei (3.13-15): O rei oferece aos três homens uma segunda chance. O rei mostra sua imparcialidade dando-lhes outra oportunidade para provarem sua lealdade. Além do mais, qual deus poderia livrá-los das mãos de Nabucodonosor? Da perspectiva politeísta de Nabucodonosor, não havia deus capaz de tal livramento. Nabucodonosor provavelmente não sabia a surpresa que teria por parte da manifestação de poder do Deus de Israel.

2. A convicção da fé lança fora todo medo (3.16-18)

2.1. A resposta dos três homens desperta a ira do rei (3.19-23) e ele ordena que os jovens sejam lançados na fornalha, aquecida sete vezes mais do que o normal.

III – Conclusão

1. A descoberta (3.24-25): Olhando para dentro da fornalha à distância, Nabucodonosor, surpreso, vê duas coisas incríveis:

a. Fé Triunfante. Os três homens ainda estão vivos (3.24-25a).

b. Outro homem juntou-se a eles, e parece um ser divino (3.25b).

c. Fé Inabalável. O próprio Jesus deixou a glória do céu e desceu a terra por causa da fé inabalável de três homens.

2. O livramento (3.26-28): Ao comando do rei, os três homens são tirados da fornalha, nem sequer cheirando à fumaça.

3. Fé Contagiante. Nabucodonosor reconhece o poder de Deus (3.29).

4. O decreto (3.29-30): Nabucodonosor impõe sentença de morte a qualquer um que falar contra Deus, e os três homens são promovidos a posições mais elevadas e prosperam.

5. Mesmo que não nominalmente, a atitude de fé de Hananias, Misael e Azarias se faz presente no livro de Hebreus 11.34 “Apagaram a força do fogo”.

6. Por fim, Deus não nos livra da fornalha, mas na fornalha. Pois a nossa fé é à prova de fogo. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1).

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield (ACF)
Bíblia de Estudo Genebra (RA)
Quem é Quem na Bíblia Sagrada, Paul Gardner, Editora Vida, 2005.
A Bíblia em Esboços, Harold Willmington, Editora Hagnos, 2001.

terça-feira, 26 de junho de 2012


“A Lei no pensamento de Paulo”

Determinar o pensamento de um teólogo com o Ap. Paulo não é tarefa fácil, todavia, esta é a proposta da teologia bíblica.

O pensamento paulino acerca da Lei parece-nos, por vezes, quase contraditório. Os ensinos de Paulo sobre a Lei são sempre abordados a partir da perspectiva da experiência histórica, tanto do próprio Paulo como rabi judeu, como de um judeu típico do primeiro século da nossa era, sujeito à Lei. Contudo, o seu pensamento não tem de ser visto nem como uma confissão de sua autobiografia espiritual, nem como uma descrição do caráter legalista do farisaísmo do primeiro século, mas como uma interpretação teológica, feita por um pensador cristão, de duas maneiras de justiça: o legalismo e a fé.

Para conseguirmos abordar este tema, precisamos fazê-lo face ao fundamento triplo que encontramos em Paulo: a religião do Antigo Testamento, o judaísmo e as suas próprias experiências. No centro da religião do Antigo Testamento não podemos caracterizá-lo como legalista, pois a Lei não foi dada como meio para obter uma relacionamento justo com Deus através da obediência. A Lei foi dada a Israel como o meio de unir Israel ao seu Deus, fornecendo um padrão a ser obedecido. A recompensa para a obediência à Lei era a preservação do relacionamento positivo com YHWH. Além disso, a obediência exigida pela Lei não poderia ser satisfeita através de um mero legalismo, pois a própria Lei exigia amor a Deus e ao próximo. A obediência à Lei de Deus era uma expressão de fé em Deus; e somente os que tinham fé eram o povo de Javé. No período intertestamentário, deu-se uma mudança fundamental no papel da Lei em relação à vida das pessoas. A observância da Lei torna-se a base do veredito de Deus acerca do indivíduo. A Lei alcança a posição de intermediário entre o homem e Deus. E é este novo papel da Lei que caracteriza o judaísmo legalista: a Torah torna-se na única mediadora entre Deus e os homens, tudo gira à volta da observância da Lei. Aqui a fasquia não era alcançar a justiça pelo cumprimento integral da Lei, mas sim esforçar-se por regular a sua vida de acordo com a Lei; o próprio Paulo confessa ter tido este mesmo propósito de vida: uma vivência de obediência legalista à Lei. Paulo reconhece que foi o seu zelo excessivo pelo cumprimento da Lei que o cegava em relação à revelação da justiça de Deus em Cristo. Só através da intervenção divina a caminho de Damasco destruiu o seu orgulho e a sua "auto-justiça", e o levou a aceitar a justiça de Deus em Cristo. Com Cristo foi inaugurada a era messiânica, "as coisas velhas passaram e tudo se fez novo", e com Cristo veio uma nova era, na qual a Lei desempenhava um papel novo e diferente. Sob o antigo pacto, a Lei era um código externo, escrito, que colocava diante dos homens a vontade de Deus. O fracasso tinha como consequência a morte; neste novo pacto a Lei passa a ser um poder interior, vivificante, que produz a justiça. "Obediência à Lei não quer dizer seguir os preceitos detalhados escritos no Pentateuco, mas cumprir uma relação com Deus para a qual a Lei aponta; e isto prova, que é uma relação de não obediência legal, mas de fé."

A Lei não consegue transformar pecadores em homens justos por ser um código externo, e os corações pecadores dos homens necessitam de um poder transformador interior. A Lei é um código escrito e não uma vida concedida pelo Espírito de Deus. O propósito da Lei não é a salvação do homem, mas teve um papel no propósito redentor de Deus. A Lei mostrava o pecado, revelava a verdadeira situação do homem e a sua responsabilidade para com Deus. Daí que a Lei se torne num elemento de condenação, não por ela mesma, ela apenas revela o pecado, e esse sim traz a morte. A dispensação da Lei pode ser chamada de dispensação da morte, escravidão ao mundo, pacto de escravidão ou período de infância, quando se está sob o controle de tutores, como Paulo refere em Gálatas 3:23-26. "Cristo é o fim da Lei, levou a era da Lei até ao fim, pois cumpriu tudo o que a Lei exige”. A Lei não é má, pelo contrário, Paulo reconhece-a como sendo justa, boa, perfeita, porque vem de Deus, mas agora, o novo homem deve cumprir a Lei escrita em seu coração pelo Espírito de Deus. A redenção em Cristo habilita os crentes, a que de algum modo, cumpram a Lei. Agora o aspecto permanente da Lei é o ético (o amor a Deus e ao próximo em ação), e não o cerimonial. Cristo pôs fim à Lei como um modo de justiça e como um código cerimonial; mas a Lei como a expressão da vontade de Deus é permanente; e o homem habilitado pelo Espírito Santo e assim fortalecido pelo amor está capacitado a cumprir a Lei de uma forma que os homens, sujeitos à Lei, nunca conseguiram.

Paulo não considera a Lei meramente como o padrão divino para a conduta, embora tenha origem divina e seja boa. No entanto, devido à fraqueza e pecabilidade do homem, a Lei torna-se num instrumento de condenação, ira e morte. A vida sob a Lei é uma servidão da qual o homem necessita libertar-se (conf. Rm 7:12,14; 5:13; 4:15: 7:9; Gl 4:21-31).

Por fim, Paulo entendeu que a lei era boa para a vida cristã, como mandamento de Deus, mas que essa lei não poderia salvar, somente servia para mostrar a incapacidade do homem de se justificar e que apontava para Cristo. Para Paulo, seguindo a forma da igreja primitiva, através da morte de Jesus, do derramamento de sangue Deus purificou a humanidade (os que creem) da culpa do pecado e precisamente desse modo fez com que se tornasse realidade a Sua justiça de amor.

Bibliografia
Charles Ferguson Ball; "A vida e os tempos do Apóstolo Paulo", CPAD, Rio de Janeiro; 1998;
Russell Norman Champlin; "O Novo testamento interpretado versículo por versículo – vol.III"; Milenium Distribuidora Cultural; São Paulo; 1980;
Ridderbos Herman; “Teologia do Apóstolo Paulo”, Cultura Cristã, 2004.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Esboço Sermão
“Vem. Anda sobre as águas”

Referência: Mateus 14.22-33

Considerações Preliminares
A porção bíblica em destaque conta-nos acerca de uma experiência ímpar vivida por Pedro e demais apóstolos a bordo de um barco no Mar da Galileia. É mister esclarecer que o mar da Galileia, também dito Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré é na verdade um extenso lago de água doce com comprimento máximo de cerca de 19km e largura máxima de cerca de 13km. Nos tempos do Novo Testamento suas costas contavam com a cidade de Tiberíades, Cafarnaum, Betsaida, Genesaré, entre outras. Também é importante ressaltar que Pedro residia à beira do lago, onde ele trabalhava como pescador. Logo, é possível deduzir que Pedro conhecia o lago como a palma da sua mão.

Introdução
Jesus acaba de realizar o milagre da multiplicação de pães e peixes em Betsaida ao alimentar quase 05 mil homens, além de mulheres e crianças (Mt 14.21) sendo a hora já avançada (provavelmente fim de tarde – Mt 14.15), e então envia os discípulos de barco em direção ao outro lado, para Genesaré (Mt 14.22).  
É nessa travessia que começou no fim da tarde e adentrou a noite é que então os discípulos se veem em apuros, sendo o barco açoitado pelas ondas porque o vento era contrário (Mt 14.24). Já era noite e eles estavam em sérios apuros. Somente por entre 3h e 6h da manhã, que era a quarta vigília da noite, é que o Senhor Jesus dirige-se a eles andando sobre as águas. Ou seja, eles ficaram horas em desespero. Devido a neblina ou névoa característica e comum na madrugada em mares e lagos, isso impossibilitou os discípulos de verem Jesus com clareza. Provavelmente por isso confundiram-no com um fantasma, gritando de medo (Mt 14.26). Porém, Jesus se identifica e profere palavras de segurança: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais”. (Mt 14.27) – É então que um dos acontecimentos mais extraordinários da narrativa bíblica acontece, Pedro pede que  Jesus mande-o ir ter com ele sobre as águas, e a resposta de Jesus é mais fenomenal que a indagação: “VEM”.

Desenvolvimento
O que esse acontecimento bíblico pode nos ensinar acerca do poder da fé?

a)    Apenas Pedro teve a ousadia de querer ir ao encontro de Jesus. Os outros ouviram as mesmas palavras de Jesus, mas preferiram ficar no barco e contemplar a experiência sui generis de Pedro (Mt 14.29).

b)   Pedro andou sobre as águas. Quem mais além de Pedro andou sobre as águas, com exceção do Senhor Jesus? Ninguém. O poder da fé o levou a um patamar incomparável.

c)    O medo e a dúvida são grandes inimigos da fé (Mt 14.30-31).

d)   É bem verdade que Pedro se atentou para o vento e começou a afundar, mas clamou por socorro para a pessoa certa: “Senhor, salva-me”. E o Senhor Jesus prontamente atendeu o seu apelo. Quando estamos em perigo, a quem clamamos?

e)    Jesus questionou a pouca fé de Pedro assim como a dúvida, mas isso não invalida a atitude dele ter andado sobre as águas.

f)     Pedro apesar de expressar pouca fé na circunstância vivida, saiu do barco num quadro climático extremo. E os demais apóstolos que nem do barco saíram...

g)    Entendo também que, por fim, Pedro afundar é pedagógico, pois ensina que não devemos tirar os olhos de Cristo em meio aos problemas. Devemos permanecer com os olhos fitos em Jesus, e ainda que comecemos a afundar, Ele tem poder para nos salvar.

Conclusão
Concluo com algumas definições de fé segundo o Novo Dicionário da Bíblia (Ed. Vida Nova).
  • Fé significa o abandono de toda confiança nos próprios recursos;
  • Fé significa lançar-se sem reservas nas mãos misericordiosas de Deus;
  • Fé significa apegar-se às promessas de Deus em Cristo, dependendo inteiramente da obra de Cristo referente à salvação, bem como do poder do Santo Espírito de Deus, que no crente habita, para dele receber fortalecimento diário;
  • Fé implica em completa dependência de Deus e plena obediência ao Senhor;

Jesus nos diz: “Venham. Andem sobre as águas”.

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Fontes:
Bíblia de Estudo Dr. Scofield
Bíblia Nova Versão Internacional
Bíblia de Jerusalém
Novo Dicionário da Bíblia – Editora Vida Nova
Livro quem é quem na Bíblia Sagrada – Editora Vida Acadêmica
Site Wikipedia

terça-feira, 5 de junho de 2012


“Deus, nosso Porto Seguro”

Referência: Atos 27; 28.1-3

INTRODUÇÃO
A paz de Cristo. Quando o apóstolo Paulo estava sendo levado para Roma em um navio, o navio sofreu um naufrágio e veio a encontrar porto seguro na ilha de Malta. Esse acontecimento tem muitas lições a nos ensinar.

DESENVOLVIMENTO
Muitas vezes a nossa vida se assemelha a um barco, e por diversas ocasiões temos a impressão que estamos naufragando, mas o SENHOR sempre intervém em nosso favor.
Vamos dar ênfase apenas em três versículos do capítulo 28.
“Uma vez em terra, descobrimos que a ilha se chamava Malta. Os habitantes da ilha mostraram extraordinária bondade para conosco. Fizeram uma fogueira e receberam bem a todos nós, pois estava chovendo e fazia frio. Paulo ajuntou um monte de gravetos; quando os colocava no fogo, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se à sua mão.” (At 28.1-3)

Esta mensagem tem cunho alegórico, figurado, simbólico, não atentando para questões históricas, literárias e gramaticais.

Mar revolto – Representa muitas vezes a nossa vida diante das dificuldades. Um jovem, ainda mais, pois precisa tomar decisões muito importantes como prestar qual vestibular, tirar a carteira de habilitação, buscar a independência financeira , namorar, noivar, casar etc.

Ilha – Representa o próprio Deus vivo e o Senhor Jesus, a nossa Rocha, porto seguro e fortaleza, socorro bem presente na angústia, o fundamento da nossa salvação.

Habitantes da ilha – Representam os anjos do Senhor, sempre nos servindo e cuidando de nós. Representa pessoas que o Senhor coloca em nosso caminho para nos ajudar. Os habitantes ajudaram Paulo e os demais. Paulo pegou graveto e ajudou seus companheiros de viagem.

Fogueira – Representa o Espírito Santo, que consola, ajuda e aquece os corações meio às provações e dificuldades, intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis. É importante ressaltar que o Espírito Santo é representado por alguns símbolos como “sopro”, “vento”, “pomba” e “fogo”. É esse fogo de Deus que nos purifica e nos limpa das impurezas do pecado.

Gravetos – Representa o exercício da fé através da obediência, oração, santificação, leitura da palavra e compaixão.

Víbora – As dificuldades que se apresentam para impedir o exercício de uma fé viva, eficaz e poderosa.

CONCLUSÃO
Não importa se o navio da nossa vida está afundando ou se está em meio à arrebentação do mar com grandes ondas, o Senhor, nosso Deus, sempre será uma ilha pronta a nos dar livramento.

Em Cristo, 
Seminarista Anderson Vieira

quinta-feira, 31 de maio de 2012



Esboço Sermão “Cheios do Espírito Santo. Cheios de Amor”

Referência: João 13.34-35 (ACF)


INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. Enquanto o mundo que jaz no maligno imprime a marca da indiferença quanto às necessidades do próximo, a capacidade de não se abalar com a desgraça alheia, de não se sentir culpado em relação ao caos moral, social, ético e religioso, o cristianismo nada contra essa ideologia diabólica e defende que a maturidade da existência humana está justamente na capacidade de importar-se, de deixar-se abalar, de deixar-se demover, de ter o coração revolto dentro de si, de não ser indiferente, de expressar humanidade e amar ao próximo como a si mesmo.

O apóstolo Paulo escreveu à Igreja de Corinto um capítulo inteiro falando sobre o "amor". Depois na sua carta à Igreja da Galácia, ao falar do fruto do Espírito, o primeiro (gomo desse fruto) da sua lista é o "amor". Paulo sabia da importância desse amor, até porque ele havia experimentado o amor incondicional da parte de Jesus Cristo.

John Stott afirmou: “O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade”.

Já o Pr. David Wilkerson disse: “O amor não é uma coisa que se sente. É uma coisa que se faz”.

O maior testemunho do cristianismo perante um mundo cada vez mais incrédulo é o amor. O apóstolo João em sua primeira epístola é catedrático em dizer que quem não ama não conhece a Deus. (1 Jo 4.8a)

Entendo, olhando para a Escritura, que um cristão maduro e cheio do Espírito Santo será inevitavelmente uma pessoa cheia de amor. Até porque o apóstolo Paulo declara aos romanos que o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. (Rm 5.5)

DESENVOLVIMENTO

Após a última ceia com os apóstolos, o Senhor Jesus se dirigiu a eles e proferiu as seguintes palavras: “34. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

1-    Vimos que o amor é um mandamento (v. 34);
2-    O modelo de amor é Jesus Cristo (v. 34b);
3-    Os discípulos devem amar-se uns aos outros (v. 34b);
4-    Amando-se uns aos outros, os discípulos de Cristo expressam uma identidade junto ao meio social em que estão inseridos (v.35).

Em suma, o amor é a marca indispensável do cristão.

O pastor escocês William Barclay afirmou: “Os homens podem ser ganhos muito mais se os amarmos para levá-los ao céu do que se os ameaçarmos para que escapem do inferno”.

Devemos amar, afinal de contas:
a)    Deus é amor. (1 Jo 4.8)
b)    Jesus Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós. (Ef 5.2)
c)    O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. (Rm 5.5)

CONCLUSÃO

“O homem que ama a Deus, ama o homem a quem Deus ama”. As pessoas que ainda não se renderam totalmente a Cristo têm olhado para nós, e visto o amor em nossas vidas, de modo que estão sendo atraídas a nós, e consequentemente ao Evangelho? Se nós estamos cheios do Espírito Santo. Estamos cheios de amor, e nossas atitudes serão pautadas nesse mandamento.

Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

sexta-feira, 27 de abril de 2012

No Deserto tem Serpentes, Escorpiões e Sarça Ardente

“Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.”  (Êx 3.1-2 ARA)



Livro: Êxodo (significa saída/partida)

Autor: Moisés

Data Aproximada: 1.400 a.C.

Considerações Preliminares

Moisés era filho de Anrão (da Tribo de Levi) e Joquebede, irmão de Arão e Miriã. Ele nasceu durante os terríveis anos em que os egípcios decretaram que todos os bebês hebreus do sexo masculino fossem mortos ao nascer. Seus pais o esconderam no meio da vegetação, na margem do Rio Nilo, dentro de um cesto de junco. A descoberta daquela criança, pela princesa, filha de Faraó foi providencial e ela salvou a vida do menino. Moisés foi educado na corte egípcia como um promissor jovem nobre. Com 40 anos, vendo um egípcio espancando um hebreu, o matou. Moisés foge e permanece na terra de Midiã por 40 anos, até que o Anjo do SENHOR lhe aparece por meio de uma teofania, uma manifestação visível de Deus, e então Deus chama-lhe para ser o libertador do povo hebreu das mãos tiranas de Faraó e conduzi-los à terra prometida (Êx 3).

Introdução

Na verdade, a ênfase deste sermão não está em Moisés, o representante da Lei, mas sim no deserto, serpentes, escorpiões e sarça ardente.

Desenvolvimento

Deserto, serpentes e escorpiões, trazendo para os nossos dias, representam as dificuldades da vida, provações, aflições. Tipificam os embates diários travados exteriormente e até mesmo em nosso interior, porque muitas vezes nos sentimos como terra seca, árida. Nossa alma anseia por água, refrigério, chuva das bênçãos de Deus.

Mas se no deserto encontramos serpentes e escorpiões, também encontramos a sarça ardente. Esse arbusto denominado sarça era comum na região da península do Sinai, ainda mais pegando fogo, devido ao calor do clima desértico. Mas a sarça ardente que Moisés contemplou pegava fogo mas não se consumia. E esse fogo revelou o Anjo do SENHOR.

Algumas lições valiosas são aprendidas no deserto:

• No deserto, Deus trata as suas ovelhas. O texto de Êxodo 3 diz que Moisés levou o rebanho para o lado ocidental do deserto. Nesse contexto, pela revelação, podemos entender que Moisés representa o Bom Pastor, Jesus Cristo. O rebanho representa os cristãos. Jesus leva o rebanho ao deserto para tratá-lo. Se você está no deserto não é para morrer no deserto, mas para ser tratado por Deus.

• No deserto ficamos sensíveis à voz de Deus e até mesmo algo corriqueiro se transforma num canal poderoso de comunicação entre Deus e o homem.

• No deserto, Deus nos restaura;

• No deserto, Deus nos ensina a depender do provedor e não da provisão;

• No deserto, Deus revela os planos que têm para nossa vida.

• No deserto ficamos mais crente porque Deus busca tirar o Egito de dentro de nós.

• No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós (ministério). O próprio Jesus antes de dar início ao seu ministério passou 40 dias no deserto.

Conclusão

O deserto não é maior que a Promessa. Não há deserto que dure para sempre. Na vida do cristão que teme a Deus, deserto tem caráter pedagógico e é passageiro.

Durante os 40 anos no deserto, muitos foram os que pereceram por causa da desobediência e até hoje muitos têm perecido no deserto da incredulidade.


Em Cristo,
Sem. Anderson Vieira

Bibliografia:

Bíblia de Estudo Dr. Scofield

Bíblia de Jerusalém

Bíblia de Estudo Genebra

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Esboço Sermão Vaso com Azeite

(Jr 18.1-6 ACF)

A paz de Cristo. Deus ao dirigir-se ao profeta Jeremias na casa do oleiro, compara a nação de Israel a um vaso de barro e a si mesmo como “Oleiro”. Em Gênesis 2.7, na versão da Bíblia de Jerusalém é dito que Deus modelou o homem com a argila do solo, ou seja, componente comum do barro. O apóstolo Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios denomina os cristãos como vasos de barro que contêm em si um tesouro. E o próprio Deus ao se referir a Paulo, ainda Saulo dirigindo-se a Ananias, chama-o de “vaso escolhido”. Fato indiscutível é que somos vasos de Deus, e todo vaso de Deus é forjado em sua olaria. 

Como vaso que somos, precisamos estar em perfeitas condições para ser usados por Deus e receber algo muito precioso, o “azeite”. E o azeite é uma figura do Espírito Santo. Moisés derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para santificá-lo (Lv 8.12). O azeite representa o Espírito Santo. 

O problema de muitos crentes é a ausência do batismo no Espírito Santo e a manifestação dos dons espirituais como experiência pessoal, recebido pela fé, por ocasião da conversão da pessoa ou posterior a ela, experiência esta acompanhada ou não de um dom espiritual, como revestimento de poder e necessária habilitação para o testemunho cristão, o que leva muitos a uma apatia espiritual.

 • O problema da viúva que procurou o profeta Eliseu era a falta de AZEITE. (2 Rs 4.1-7) 

 • O problema das cinco virgens loucas era a falta de AZEITE. (Mt 25.3) 

Existem ao menos três tipos de cristãos na igreja: 

Formalista – Conhece profundamente a Escritura Sagrada, mas não dá liberdade ao Espírito Santo, não busca o sobrenatural e por conseqüência, não tem experiências pessoais com Deus. No culto é um mero espectador e sempre crítico. 

Fanático – Valoriza sobremaneira a emoção, o que sente no culto e as experiências com Deus. Todavia, tem falta de discernimento. É levado facilmente por ventos de doutrinas devido a possuir raso conhecimento bíblico. 

Equilibrado – Conhece as Escrituras Sagradas, busca experimentar o sobrenatural de Deus, dá total liberdade ao agir do Espírito Santo, possui discernimento e produz o fruto do Espírito (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança - Gl 5.22). Esse é o vaso com azeite. 

Se você deseja ser um vaso com azeite nas mãos de Deus precisa exercer três atitudes básicas em sua vida. Porque assim como diz o Pr. Paulo Giovane que “Sem edificação não há preparação”, eu digo que, “Sem que o vaso passe pela olaria de Jeová, não tem como receber azeite”. 

 • Oração (Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos - Ef 6.18) 

 • Jejum (O Rev. Hernandes Dias Lopes define o jejum como um clamor a Deus pelo sobrenatural.)

 • Dedicação ao estudo da Bíblia Sagrada (Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração - Hb 4.12) 

Conclusão 

Quando o samaritano viu o homem que fora espancado por salteadores sofrendo, atou-lhe as feridas com AZEITE. (Lc 10.34) 

O Espírito Santo vai sarar suas feridas, te renovar, te colocar de pé e avivar o seu coração. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18) 

Em Cristo, 
Sem. Anderson Vieira

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Verdades e Mitos sobre a Páscoa

Por Augustus Nicodemus Lopes

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última

terça-feira, 27 de março de 2012

Redes Sociais: Bênção ou Maldição?

Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Não há o que se discutir, nesse mundo pós-moderno as redes sociais viraram uma febre. Facebook, Twitter, Orkut, entre outros, encurtaram distâncias, fizeram pulular o conhecimento assim como muita porcaria.

Os cristãos são parte integrante da sociedade (não somos extraterrestres), também são adeptos das redes sociais, acessível por meio da internet, uma rede capaz de interligar todos os computadores do planeta.

Essa capacidade que as redes sociais proporcionam de compartilhar conteúdos é uma oportunidade distinta para a Igreja Contemporânea (que somos nós) sinalizar para o mundo que existe apenas um caminho e uma verdade, das quais se encerram na pessoa de Jesus Cristo (Jo 14.6).

Em tempos obscuros dos quais o relativismo filosófico e moral vêm excedendo verdades com caráter de axioma, a cristandade precisa propagar que possui a verdade de Deus e vivê-la através de uma teologia saudável, escriturística e sem variação de princípios.

A vida do cristão exposta nas redes sociais tem que ser uma carta aberta, que passa de pessoa para pessoa, impregnando o Reino de Deus. Como eu já disse outrora, nosso dizer ("eu sou cristão") deve estar de acordo com a nossa conduta ("seguir os passos de Jesus"). O padrão normal da vida cristã deve refletir o caráter de Cristo, por meio de uma busca incessante da estatura completa de Cristo. (Ef 4.13)

As redes sociais podem ser bênção ou maldição. Tudo depende do conteúdo que eu curto, compartilho, tuito. Penso que muitas vezes o cristão é negligente quanto à sua postura em ambientes que estão além dos templos, quando na verdade a fé cristã genuína deve ser revelada com vigor aquém das paredes da religião.

Tiago, coluna da igreja em Jerusalém disse: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, E GUARDAR-SE DA CORRUPÇÃO DO MUNDO.” (Tg 1.27 ênfase minha)

Seja bênção nas redes sociais, afinal de contas, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Co 5.17)

Antes de colocar memis com palavras imorais no facebook, pense que você primar pela excelência do evangelho e se atentar para aquilo que o apóstolo Paulo disse à igreja localizada em Roma: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14)

“A igreja não é um mero termômetro que registra as ideias e princípios da opinião popular; ela é o termostato que transforma os usos e costumes da sociedade.”
Martin Luther King Jr.

Em Cristo,
Seminarista Anderson Vieira

1 * O autor é seminarista do Curso Bacharel em Teologia no STEMAT – Seminário Teológico Evangélico de Mato Grosso. É capelão internacional, professor de Escola Bíblica Dominical e tem mais de 250 artigos de cunho evangélico publicados em mídia impressa e internet.

terça-feira, 13 de março de 2012

Cansado (a), o que fazer?

Texto Áureo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mateus 11.28 ACF)

Introdução

Não somos apenas a geração “fast food” ou dos avanços tecnológicos e científicos. Somos também a geração de enfermidades complexas com siglas e nomes difíceis: TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade; TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo; Síndrome do Pânico; Anorexia; Bulimia; TPA - Transtorno do Pensamento Acelerado etc. Somos a sociedade do cansaço, da fadiga, do esgotamento. Tudo cansa. Dormimos cansados. Acordamos cansados. Parece que uma algema invisível manieta nossas mãos e nos aprisiona numa cadeia chamada “CANSAÇO”. Quem está cansado? Quem está no limite? Quem está sobrevivendo? Quem está empurrando com a barriga? Quem está a ponto de chutar o balde? Mas o cansaço físico é fácil de ser resolvido, basta descansar, tirar umas boas férias, desligar o celular e pronto. Quero abordar é acerca do cansaço ao qual Jesus se refere no texto outrora citado.

Desenvolvimento

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mateus 11.28 ACF)

Precisamos entender que o cansaço não é só físico. E que no versículo subsequente Jesus deixa isso claro quando diz: “... e encontrareis descanso para as vossas almas”. (Mateus 11.29 ACF)

No Novo Testamento, o termo “alma” no grego é “psyché”. Logo, discernimos que Jesus está confrontando um cansaço de natureza na “alma”.

Mas o que nos cansa? Por que como cristãos estamos afadigados, cansados, muitas vezes esgotados espiritualmente? Creio que isso se dá por algumas inversões de valores que fazemos da Escritura Sagrada. Exigimos de nós mesmos uma atitude que nem mesmo Jesus requer.

Vejamos algumas atitudes que nos cansam:

a) Cansamos ao querer transmitir às pessoas que somos fortes todo o tempo.

O cristão não é um super-herói de uma história de quadrinhos ou de um filme de ficção. Não somos fortes o tempo inteiro. Se estivermos fracos devemos assumir a nossa fraqueza diante de Deus. Porque aí então, assumindo a ausência de força em nós mesmos é que seremos fortes em Deus. Não precisamos e nem devemos mascarar os nossos sentimentos diante de Deus e dos homens. O poder de Deus se aperfeiçoa é na fraqueza. Expressar humanidade faz parte da nossa natureza como seres humanos.

“E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo”. (Mateus 26.37-38 ACF)

b) Cansamos ao querer transmitir às pessoas que estamos alegres todo o tempo.

O cristão chora, grita, esmorece, fica triste. Ninguém consegue sorrir o tempo inteiro. Sorrir quando na verdade se quer chorar é uma hipocrisia. Salomão com sua evidente sabedoria deu-nos um grande conselho: “Há Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar...” (Eclesiastes 3.4 ACF) – O próprio Senhor Jesus chorou por seu amigo Lázaro. (João 11.35 ACF)

c) Cansamos ao querer transparecer perfeição, sendo que somos imperfeitos.

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”. (Romanos 7.14-20 ACF)

“Não fiz o melhor, mas fiz tudo para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas não sou o que era antes”. Martin Luther King

d) Cansamos quando não sabemos impor limites a nós mesmos, assumindo inúmeras atividades e negligenciando a nossa vida e da nossa família.

Como cristãos temos muitas vezes grande dificuldade em dizer a palavra “não”. Assumimos compromissos sociais, ministeriais e esquecemos que precisamos ter o nosso tempo de descanso. Ignoramos o fato de que a nossa família precisa de nós. Exercemos atividades de segunda a segunda na igreja, às vezes fora dela, e deixamos nossa família entregue à própria sorte.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...” (Eclesiastes 9:10a ACF)

Conclusão

Devemos viver conforme Deus quer que vivamos e não o que os outros querem que sejamos. Você é o que você é. Ir até Jesus é reconhecer a sua humanidade, fragilidades, fraquezas e entender que as aflições fazem parte da vida, mas que o jugo de Jesus é suave e o seu fardo, leve.

Cansado, o que fazer? Procure Jesus e encontrarás descanso para a vossa alma. (Mateus 11.28-30)

Em Cristo,
Anderson Vieira

Bibliografia

Bíblia de Estudo Dr. Scofield, texto bíblico Almeida Corrigida Fiel, 1995, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.