segunda-feira, 10 de junho de 2013

Liberdade Cristã

Referência: João 8.31-36

INTRODUÇÃO
A paz de Cristo. O texto outrora lido fala-nos de uma causa e efeito, o modus operandi para que se alcance a liberdade em Cristo. Mas libertação do que exatamente? Cito ao menos duas prisões das quais o homem sem Deus precisa ser livre:

I – LIBERTAÇÃO DA PRISÃO DO PECADO

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”.  (Ef 2.1-3)

As pessoas sem Deus encontram-se mortas em seus delitos e pecados, e não importa quão boas elas pareçam ser ou busquem ser, sem Jesus elas se encontram em desobediência ao Pai, aprisionadas pela corrente invisível do pecado, debaixo de condenação e sujeitas a ira de Deus. A vida na prática do pecado é uma rebelião da criatura em relação ao seu Criador. O homem precisa libertar-se da escravidão de Satanás.
  
II – LIBERTAÇÃO DA PRISÃO DA MORTE ESPIRITUAL
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm 6.23)

Morte é o destino de toda a humanidade. É a consequência do pecado. A morte física vem sobre todos, mas a morte espiritual é pior. É a separação eterna de Deus. A morte espiritual aprisiona a todos que não conheceram a verdade que é o Cristo.

Jesus liberta o homem das correntes do pecado, possibilitando-nos viver uma vida em santidade e também liberta-nos da morte espiritual concedendo-nos a vida eterna.

Jesus nos resgata e nos reconcilia com Deus por meio do seu sangue, como está escrito em Efésios, capítulo 2, verso 13 e Romanos, capítulo 5, versículo 11. Quantos podem dizer amém? Aleluia.

DESENVOLVIMENTO
Mas essa liberdade cristã custou preço de sangue. Uma grande dívida foi paga. Fomos justificados. Nossos pecados foram removidos e atribuídos a Cristo que se fez maldição por nós. Fomos comprados, possuídos, somos agora propriedade exclusiva de Deus segundo diz o apóstolo Pedro. É bem verdade que somos filhos de Deus, mas também somos servos, e Ele, o nosso Senhor.
Então, a tese bíblica que defendo é que essa liberdade que agora temos não significa que agora somos donos do próprio nariz ou que podemos fazer o que quisermos. Antes pertencíamos ao diabo, agora pertencemos a Deus. A nossa liberdade termina quando a vontade de Deus prevalece. E como filhos de Deus qual deve ser o nosso procedimento quanto à liberdade cristã?

a)   Desistência da independência e autossuficiência pessoal em detrimento da total dependência de Deus. - “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gl 2.20)

b)  Desistência das minhas vontades próprias em detrimento da vontade e dos planos que Deus tem pra mim.“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. (Mt 16.24-25)

c)   Desistência de confiar em mim mesmo em detrimento da total confiança em Deus.“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!; Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR”. (Jr 17.5;7)

d)  Desistência da minha liberdade em detrimento da santidade de Deus.“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne”.  (Gl 5.13)

CONCLUSÃO

A liberdade cristã deve conduzir os nossos pensamentos cativos à obediência de Cristo. (2 Co 10.5)

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar (ESCRAVIZAR) por nenhuma”. (1 Co 6.12)

“A liberdade cristã genuína é aquela que nos mantém sujeitos ao Espírito Santo; algemados a Deus e acorrentados a Jesus Cristo”.

Em Cristo,

Anderson Vieira

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Paradoxo da Vida Cristã

Referência João 12.25

INTRODUÇÃO

Em que consiste a vida cristã? Eu gostaria de responder a esta pergunta, não pela ótica dos cristãos, mas sim pela ótica daqueles que ainda não conhecem a Cristo Jesus nem tampouco exercem uma vida de fé e prática pautada na Bíblia Sagrada, o homem natural. 

Entendo que a vida cristã é um grande paradoxo e os cristãos verdadeiros são pessoas estranhas para o mundo em todos os sentidos. Essa estranheza se dá pelos princípios da Palavra que levam todos cristãos a viver uma vida totalmente antagônica àquilo que o mundo tem por verdade. Vejamos por quê. Pontuei 11 pontos que revelam o paradoxo da vida cristã diante de uma sociedade morta em seus delitos e pecados.

DESENVOLVIMENTO

1)           O cristão ama de todo coração, alma e entendimento um ser espiritual (ausência de matéria), criador de tudo, onipotente, onisciente e onipresente, a saber, Deus. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. (Mt 22.37) – Deus é espírito e não existe a possibilidade de entender nem imaginar a grandiosidade do Senhor e do seu infinito poder.

2)           O cristão conversa intimamente todos os dias com alguém que está em secreto e que só pode ser visto pelos olhos da fé. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mt 6.6)

3)           O cristão ama os inimigos e ora pelos que lhe perseguem. “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. (Mt 5.44)
4)           O cristão é ferido, agredido, mas ao invés de revidar, dá a outra face. “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra”. (Mt 5.39)

5)           O cristão ajuda ao próximo e não busca ser visto pelas pessoas. “Tu, porém, ao dares esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mt 6.3-4)

6)           O cristão busca acumular tesouros no céu e não sobre a terra. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. (Mt 6.19-21)

7)        O cristão quando está com problemas não vai num centro espírita tomar passe, nem leva oferendas a Iemanjá, nem oferece sacrifícios a exus e falanges, a fim de receber ajuda espiritual. O cristão recorre a Jesus sabendo que encontrará alívio para a alma sem ter que dar nada em troca. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. (Mt 11.28)

8)           O cristão quando está fraco aí que ele é forte. “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. (2 Co 12.10)

9)           O cristão precisa morrer para viver. “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. (Gl 2.20)

10)       O cristão é alguém que nasceu de novo. “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (Jo 3.3)

11)       O cristão quando se humilha é exaltado. “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”. (Tg 4.10)

CONCLUSÃO   
                                          
Que tal viver o paradoxo da vida cristã a partir de hoje e experimentar a vida eterna? Você pode até não ser compreendido pelo mundo, mas a loucura de Deus é mais sábia do que os homens. (1 Co 1.25)

Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. (Jo 12.25)

Em Cristo,

Anderson Vieira

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Fé para Conquistar


Referência Mc 2.1-12

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo.
“Pistis” é a palavra empregada para “fé” no original grego e segundo Strong significa primariamente: convicção, confiança, crédito, fidelidade. O substantivo pistis e o verbo pisteuo ocorrem ambos mais de 240 vezes no Novo Testamento. No cenário do NT, pistis é o princípio divinamente implantado para convicção e confiança em Deus e em tudo que Ele fala.
Fé é o ato de crer... A fé é um substantivo que precisa transformar-se em verbo na nossa vida. Por isso Tiago vai dizer que a fé sem obras é morta. (Tg 2.26) - A fé em Deus significa, para Jesus, o estar aberto às possibilidades que Deus apresenta. (Mc 11:22)
Há uma tensão entre o invisível, que não pode ser visto e o visível. Isto indica o fato de que não temos o futuro à nossa disposição. Há um contraste entre aquilo que é acessível aos homens e aquilo que é acessível a Deus somente. O invisível não é o mundo platônico imaterial; mas sim, o alvo da experiência cristã que se percebe na fé e na confiança.
Hebreus 11.1 apresenta de forma bem clara e definida o que é a fé: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” .
É por meio do exercício desta fé que somos habilitados a conquistar proezas em Deus. O texto supracitado de Marcos cap. 2 é um grande exemplo disso.

DESENVOLVIMENTO

I. Jesus, um homem num leito e alguns amigos solidários (2.1-12)

1. A fé dos amigos do paralítico (2.1-5)

a. A incapacidade do paralítico (2.1-4): Ele está totalmente imóvel, confinado a uma maca.

b) A intervenção de seus amigos (2.1-3): Quatro homens com uma atitude de fé e solidariedade levam-no até Jesus.

c) A engenhosidade, fé e perseverança de seus amigos (2.4): Incapazes de entrar por causa da multidão, eles abrem um buraco no telhado e baixam seu amigo.

II. Jesus, vendo-lhes a fé, recompensa-lhes o esforço (2.5-12)

2. A cura do paralítico (2.5,11-12)

a) A cura espiritual (2.5): Jesus diz: "Filho, perdoados são os teus pecados".

b) A cura física (2.11-12): Jesus diz: "Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa".

III. Alguns inimigos hostis (2.6-10)

3. Alguns argumentam o poder e autoridade de Jesus (2.8)

a. A crítica dos escribas (2.6-7): Eles o acusam de blasfêmia por perdoar pecados.

b. A defesa do Salvador (2.8-10): Ele diz que sua autoridade para perdoar pecados se comprova no seu poder de curar.

CONCLUSÃO

a) Fé significa o abandono de toda confiança nos próprios recursos em detrimento à total confiança em Deus.

b) Fé significa lançar-se sem reservas nas mãos misericordiosas de Deus, crendo que o milagre e as necessidades, sejam elas quais forem serão supridas.

c) Fé significa apegar-se às promessas de Deus em Cristo, dependendo inteiramente do poder do Santo Espírito que no crente habita.

d) Fé para conquistar implica em completa dependência de Deus e plena obediência ao Senhor.

Em Cristo,
Anderson Vieira

terça-feira, 23 de abril de 2013


De onde me virá o socorro?
(Sermão Expositivo)
 Referência Salmo 121



INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. O Salmo 121 é um Cântico de Romagem (ou dos Degraus, ou do Peregrino). A interpretação mais aceita pelos eruditos é que as palavras do dito Salmo refletem experiências reais dos peregrinos.

Os peregrinos vinham de longe para Jerusalém a fim de participarem das três festas religiosas anuais que requeriam a presença dos varões hebreus, a saber: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculo.

Enquanto os peregrinos faziam sua viagem a Jerusalém, enfrentavam enfermidades, fome e sede, além de ataques de ladrões. Somente Deus podia protegê-los e garantir uma jornada segura.

Trazendo essa realidade para a caminhada cristã que estamos vivendo, entendo que nós também estamos em peregrinação rumo à nova Jerusalém. Muitos são os perigos da jornada. E de onde vem o nosso socorro?

DESENVOLVIMENTO

I – Deus é a Fonte de Ajuda (Sl 121.1-2)

1.          Elevo os meus olhos para os montes (121.1)

a)          O peregrino, avançando lentamente pelas planícies e pelos desertos, nos olhos de sua mente, podia ver as colinas em derredor de Jerusalém, onde o templo se destacava diante de seus olhos, e ele se encorajava, pois em breve veria as manifestações de Deus e então sentia-se seguro.

b)          Semelhantemente, ao invés de olhar para os perigos e obstáculos da caminhada cristã, nós podemos elevar os olhos para o céu e contemplar a pátria celestial onde desfrutaremos da salvação eterna.

2.          O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra (121.2)

a)          O homem em sua aflição, na esperança de encontrar ajuda em tempos de necessidade, deve voltar-se para Deus.

b)          Com uma pergunta retórica, o salmista afirma com total convicção que Deus ampara os aflitos, aleluia.

c)           Muitos têm colocado a sua esperança em pessoas, dinheiro etc. Nossa esperança deve estar depositada em Deus, pois o Senhor nunca falha. Deus é o socorro que precisamos diariamente.

II – Deus é o guardador e o ajudador do homem (121.3-7)

1. Ele não permitirá que os teus pés vacilem (121.3a)

a) Os pés do homem temente a Deus não escorregarão nem desviarão do reto caminho, caindo e sofrendo algum dano.

b) Trazendo para os nossos dias, podemos entender que quem está firmado com os pés na Rocha eterna, que é Jesus Cristo, não escorregará jamais da graça de Deus nas veredas da vida.

2. ...não dormitará aquele te guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel (121.3b-4)

a) O homem dorme, Deus não e nem se mostra indiferente para com os sofrimentos dos seres humanos.

b) Deus está sempre em alerta, protegendo os que lhe pertencem. Deus é o guardião de Israel.

c) Em caso de perigo é só pedir socorro através do clamor e oração. Deus está sempre disponível.

3. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita (121.5)

a) O salmista usa uma linguagem metafórica de proteção com relação à sombra, pois os que viajavam pelos desertos continuamente procuravam alguma sombra para a hora do descanso.

b) Sob a sombra do Deus Todo-Poderoso, há proteção e suprimento para toda necessidade.

c) O salmo 91.1 diz “O que habita no esconderijo do Altíssimo, e descansa à sombra do Onipotente”. 

4. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua (121.6)

a) Durante o dia o calor no deserto é escaldante e durante a noite a temperatura é baixíssima. Os peregrinos careciam da proteção de Deus 24 horas. Tanto de dia quanto de noite.

5. O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma (121.7)

a) Deus é o protetor contra a tribulação, é o socorro bem presente na angústia.

b) Apesar dos muitos perigos potenciais, o peregrino a caminho de Jerusalém podia ter confiança de uma viagem segura.

c) A peregrinação do crente em Cristo é um caminho protegido até chegar à Jerusalém celestial.

d) O santo é preservado, não no sentido de que nunca sofrerá adversidade, mas de que vai atravessar a adversidade e sair dela como vencedor.

e) Se Deus é por nós, quem será contra nós?

III – Deus nos guiará até a vinda do Senhor Jesus Cristo (121.8)

1. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre (121.8)

a) Os peregrinos, em sua saída (partida de Jerusalém) e em sua entrada (chegada de volta a Jerusalém, terminada a peregrinação) podiam depender do poder de Deus para protegê-los.

b) Essas palavras refletem o caminho que leva à vida eterna, o caminho do peregrino, que busca a pátria celestial.

c) Nós somos peregrinos neste mundo e guiados pelo Espírito Santo, caminhamos firmemente para a nova Jerusalém.

CONCLUSÃO

a) Na vida do crente, deserto é lugar de passagem. Passaremos muitas vezes pelo deserto até Jesus voltar.

b) No deserto, Deus está conosco e contemplamos o Seu cuidado e proteção o tempo todo.

c) Chegará o dia em que o deserto acabará e não mais seremos peregrinos, habitando para sempre na Jerusalém celestial com o Senhor.

d) Não temos como evitar o deserto. Mas podemos passar por ele com a vida entregue ao Senhor Jesus. De onde nos virá o socorro? Depende da nossa decisão por Cristo.

e) O deserto com a presença de Deus se transforma em um oásis.

Em Cristo,
Anderson Vieira

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Avivamento Mata


Referência 1 Reis 18.20-40

I - INTRODUÇÃO

Neste episódio bíblico, Elias desafia Acabe para uma competição no monte Carmelo e o Senhor honra a oração de Elias, enviando fogo dos céus. Esse derramamento de fogo traz consigo alguns desdobramentos que podem ser comparados a um “avivamento”. Até porque o avivamento sempre se faz necessário quando vivenciamos um quadro de apatia espiritual, que era o caso na nação de Israel naqueles dias. A tese que defendo é que avivamento mata. Mas mata o quê?

II – DESENVOLVIMENTO

1. Avivamento mata dúvida e incredulidade gerando certeza e fé(1 Rs 18.21,39)

a) Antes de cair fogo do céu (o fogo é uma figura do Espírito Santo), o povo estava em dúvida, incrédulo, entre dois pensamentos.

b) Após o fogo consumir o holocausto, o povo começou a cair com o rosto em terra e dizer: “O Senhor é Deus”. (1 Rs 18.39)

2. Avivamento mata o medo gerando coragem – (1 Reis 18.22,27,40)

a) O monte Carmelo era tido como a habitação de divindades pagãs como Baal, tendo vários altares construídos pelos cananeus.
b) Acreditava-se que Baal era o deus do fogo, do trovão e da chuva. 

c) O resultado do confronto mostraria quem era o deus mais poderoso, o SENHOR ou Baal.

d) Elias não se intimidou com os 450 profetas de Baal e até zombou deles (1 Rs 18.27) e depois os matou ao fio da espada (1 Rs 18.40).

3. Avivamento mata a desordem gerando restauração – (1 Rs 18.30,38)

a) Quem precisava de avivamento era o povo, não Elias.

b) A primeira atitude de Elias foi restaurar o altar que estava em ruínas.

c) Depois de restaurar o altar, Elias clamou ao Senhor e o fogo caiu do céu consumindo o holocausto, a lenha, a pedra, a terra e lambendo a água que estava no rego.

d) Deus não derrama avivamento sobre altar quebrado. O altar pode representar a nossa vida. Como está o nosso altar diante de Deus? Pronto para receber fogo e glória ou em ruínas?

4. Avivamento mata a glória do homem gerando a glória de Deus – (1 Rs 18.37)

a) Elias orou para que soubessem que o Senhor era Deus e não para que vissem que ele era um profeta poderoso.
b) Avivamento sempre vai gerar exaltação a Deus e nunca a glória do homem.

III - CONCLUSÃO

a) O avivamento provocado pelo Espírito Santo resulta em mudança no padrão moral e espiritual das pessoas.
(1 Rs 18.39)

b) O avivamento é precedido por oração e clamor.
(1 Rs 18.37)

c) Avivamento capacita-nos a alcançar os objetivos do Senhor. (1 Rs 18.40)


Em Cristo,
Anderson Vieira

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Conquistando o favor de Deus


Referência Lucas 18.1-8

I - INTRODUÇÃO

Nesta parábola encontramos estímulo para buscar a Deus de forma perseverante, com a certeza de que seremos ouvidos. Jesus nos apresenta uma situação totalmente adversa para uma viúva sob todos os aspectos, superada, porém, pela sua persistência. Vejamos o nível de dificuldade que a viúva enfrentou e comparemos com nossos possíveis desafios. Se ela prevaleceu e conquistou o favor de Deus, nós também iremos prevalecer.

II – DESENVOLVIMENTO

1. A mulher era viúvaLucas 18:3a

a) Jesus escolheu o tipo de pessoa que representa fragilidade.


b) Sozinha, sem alguém para defendê-la, a viúva levava grande desvantagem na luta pela conquista de qualquer coisa.

c) Sua condição de viuvez não foi mais forte do que o seu espírito persistente. Ela se fortaleceu através da sua determinação de atingir um alvo e foi bem-sucedida.

d) Ela alcançou o que queria por meio de sua persistência.  A nossa batalha é espiritual e não material. Precisamos prevalecer a despeito de nossas fraquezas.

e) Se na sua vida de oração você tem de lutar contra situações que lhe fazem sentir-se frágil, fortaleça-se nas promessas de Deus seguindo o exemplo dessa mulher, e prevaleça mesmo assim.

2. Ela Tinha Um Adversário – Lucas 18:3b

a) Ela buscava ajuda persistentemente porque tinha um adversário.

b) Havia uma causa a ser julgada e uma resistência a ser vencida. Já não bastavam as dificuldades normais do dia-a-dia sendo uma viúva, havia um agravante relacionado à realidade de um adversário. E assim é na nossa vida, os problemas são covardes e nunca vêm sozinhos.

c) A presença de um inimigo não a intimidou na sua luta persistente. Assim como a viúva possuía um adversário, nós também precisamos enfrentar corajosamente as situações que nos são contrárias. “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” - (João 16:33).

3. Ela estava diante de um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens – Lucas 18:2

a) Viúva e lutando contra alguém aparentemente mais poderoso, ela decide buscar ajuda. Reconhecer que precisa de ajuda é fundamental em meio aos embates da vida.

b) Ela recorre à justiça, mas depara-se com alguém sem temor a Deus, e, consequentemente, sem amor ao próximo. Aquele juiz não conhecia a compaixão divina que leva as pessoas a se inclinarem em favor dos outros. Sem o temor a Deus, ele também não estava preocupado em fazer qualquer coisa pela viúva.

c) A dureza de coração daquele juiz e a sua falta de compaixão pelas pessoas, não foram fatores desanimadores para aquela senhora que estava determinada a vencer. Infelizmente, a viúva dependia de uma pessoa que não temia a Deus nem respeitava os homens, mas que, no entanto, atendeu seu pedido depois de algum tempo.

d) De quem nós dependemos? A nossa dependência deve ser de Deus. Um Deus bondoso e misericordioso.  Se ela conseguiu o que queria diante de um juiz iníquo, quanto mais nós que dependemos do Pai amoroso que nos socorre em nossas aflições.

4. Ela esperou até ser atendida – Lc. 18:4

a) O texto diz: “por algum tempo ele se recusou”. Muitas coisas poderiam ter acontecido durante o tempo em que o juiz se recusou a socorrer a viúva. 1) Ela poderia ter desistido, abandonando a causa por achar inútil continuar esperando. 2) A demora em receber a resposta não prevaleceu contra a sua persistência.

b) Ela soube esperar sem desanimar-se, assim também devemos fazer. O tempo não pode roubar a nossa fé, nem levar embora nossa esperança.

III - CONCLUSÃO

a) E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? (Lucas 18:7)
Apesar de nos sentirmos muitas vezes frágeis como a viúva, tendo diante de nós adversidades, não estamos diante de um juiz iníquo que não quer nos atender. Pelo contrário, estamos diante de um Deus que efetua a justiça pelos seus escolhidos.

b) Precisamos nos lançar nos braços de Deus com confiança e de forma perseverante. A persistência diante de Deus não deve ser motivada pela tentativa de convencê-lo a nos atender, como se tivéssemos recorrendo ao juiz iníquo da parábola. Devemos ter a motivação de manter acesa a chama da fé que nos leva a clamar, bater e insistir até que tudo se resolva.

c) Jesus termina a parábola dizendo assim: “...Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). Como cristãos não devemos ficar cansados enquanto esperamos pela volta do Senhor, mas devemos perseverar pela fé.

d) E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer... (Lucas 18:1) - Ore sempre e nunca desfaleça. Assim conseguirás conquistar no devido tempo o favor de Deus.

Em Cristo,
Anderson Vieira

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O INSUPERÁVEL AMOR DE DEUS


Referência: João 3.16

INTRODUÇÃO

A paz de Cristo. Tudo aquilo que ultrapassa a capacidade 
natural de acontecer é maravilhoso. Nenhuma qualidade 
moral ou espiritual supera o amor divino. Na verdade, é desse 
amor que brotam todas as demais qualidades. João 3.16 é 
conhecido como o texto áureo da Escritura, ele engloba toda 
a humanidade, não há distinções ou diferenças nesse amor.

DESENVOLVIMENTO

I. Um amor imensurável - “... Deus amou o mundo...”

1) O amor de Deus é imensurável, pois ultrapassa a altura, 
profundidade, largura e espessura, de modo que nada 
pode nos separar do Seu amor. (Rm 8.39)

2) O amor de Deus alcança todo o “mundo”. A palavra 
mundo no original grego é “κόσμος – cosmos” e em Jo 
3.16 tem o sentido de mundo como a humanidade em 
geral.

II. Um amor indescritível - “... de tal maneira...”

1) Esse amor ultrapassa todas as barreiras do pensamento 
humano, o que torna impossível descrevê-lo.

2) Nem a filosofia, nem a religião, nem a ciência, nem 
qualquer outra coisa pode descrever o amor de Deus.

3) Esse amor é o Agápe divino; é o amor incondicional, um 
tipo de amor que só Deus possui. Os gregos dispõem de
quatro palavras traduzidas pela palavra portuguesa 
“amor”. A primeira palavra grega é Éros, e refere-se ao 
amor romântico — o amor entre os sexos. A segunda é 
Storgé, amor entre os membros da família. A terceira é 
Filía, referindo-se à afeição sentida por amigos. E a 
quarta é Agápe, um amor baseado em princípios divinos, 
ao invés de nas emoções ou egoísmo.

III. Um amor constrangedor – “... que deu seu Filho 
Unigênito...”

1) Que ato humano maior poderia nos constranger? Qual 
pai daria seu único filho para morrer no lugar de um 
pecador?

2) Toda a vaidade humana e presunção caem por terra 
diante de tão profunda manifestação de amor.

IV. Um amor convincente – “... para que todo aquele que 
nele crer não pereça...”

1) Um amor convincente pela mensagem que apresenta: 
“... aquele que nele crer não pereça...”

2) Um amor que convence porque todos os outros tipos 
de amor são temporais e limitados.

3) Um amor universal com alcance individual – “... todo 
aquele...”

V. Um amor vital – “... mas tenha a vida eterna.”

1) É o único amor capaz de dar a vida eterna.

2) Cristo é o Senhor da vida. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a 
ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que 
esteja morto, viverá”. (Jo 11.25)

CONCLUSÃO

Haverá amor maior que este? NÃO! Só Deus pode amar tanto, 
porque Ele mesmo é a Fonte de Amor. (1 Jo 4.8b)

Em Cristo,
Anderson Vieira