segunda-feira, 25 de maio de 2009

“O que fazer para ser salvo?”


“E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido। Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. (At 16: 27-31)

A paz de Cristo। Falo hoje sobre salvação। O que devemos fazer para ser salvos?

Antes de responder a pergunta, é relevante dizer que a Soteriologia é quem estuda a salvação humana। A palavra é formada a partir de dois termos gregos Soterios, que significa "salvação" e logos, que significa "palavra", ou "princípio". Cada religião interpreta a salvação do ser humano de uma forma, cada uma possui sua própria soteriologia. Algumas dão ênfase ao relacionamento do homem em unidade com Deus, outras dão ênfase ao aprimoramento do conhecimento humano como forma de se obter a salvação.

O carcereiro da prisão romana na Macedônia ao contemplar um terremoto ficou trêmulo devido ao que seus olhos viram e perguntou a Paulo e Silas o que era necessário fazer para ser salvo। Tudo bem que Paulo e Silas eram servos do Deus vivo, mas se fossem de outras religiões, quais respostas dariam acerca da salvação? Vejamos algumas respostas:

a) Se fossem (católicos) diriam que o carcereiro deveria crer em Jesus, ser batizado e buscar unicamente uma vida de santidade e comunhão, na esperança de ser salvo। E esta vida de santidade seria reforçada por meio dos sacramentos conferidos pela Igreja Católica que são: batismo, crisma ou confirmação, confissão ou penitência, comunhão ou eucaristia, matrimônio, ordem e unção dos enfermos. Além de fazer boas obras.

b) Se fossem (islâmicos) diriam acerca do alcorão e que a salvação é pelas obras। As obras do carcereiro seriam pesadas um dia numa balança e se as boas obras superassem as más, simplesmente o carcereiro iria para o paraíso. Diriam inclusive que todos os mártires do islamismo vão para o paraíso, um lugar cheio de lindas virgens para cada homem.

c) Se fossem (espíritas) diriam que o carcereiro através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios esforços e pela prática das boas obras iria aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do sacrifício vicário de Jesus Cristo। A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a verdade; o espiritismo ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo, que, tendo alcançado um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo.

d) Se fossem do movimento (Seicho-no-iê) diriam que ao carcereiro que cada homem é o caminho, a porta da saída de Deus, não tendo Deus outra alternativa para manifestar sua força a não ser pelo homem। Diriam que tal religião é superior ao cristianismo porque opera maiores e mais milagres do que Cristo। Diriam que a salvação ocorre segundo suas próprias convicções.

Quantas respostas complicadas não? Mas vejamos a resposta genuína, infalível, proferida pelos servos do Altíssimo:
Carcereiro: - Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?
Paulo e Silas: - Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa।

Paulo em sua carta declarou: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo।" (Rm 10:9)

A salvação é simples। Todo aquele que deseja ser salvo precisa apenas aceitar Jesus em seu coração como único e suficiente Senhor e Salvador. E a partir daí o Espírito Santo irá dia após dia transformar o seu interior, mudando a sua vida. A salvação é determinada pela fé pessoal somente em Jesus Cristo, não por títulos ou religiões. Nenhuma religião salva o ser humano da condenação eterna, quem salva é Jesus, o Cristo, que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Muitas pessoas estão procurando salvação em lugares, através de rituais, como se isso fosse salvar a sua alma। Alguns pensam que a caridade ou que seu elevado intelecto irá salvá-lo, que grande tolice. Você que pergunta o que devo fazer para ser salvo, saiba, só Jesus pode salvar-te. Entregue a sua vida hoje mesmo a Jesus e usufrua das suas bênçãos.

Chega de incertezas: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.
Em Cristo, meu salvador.
Anderson Vieira

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um malefício chamado Ansiedade

Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt 6:34)

A paz de Cristo। Quem poderia dizer que nunca sofreu com a ansiedade? A Ansiedade é uma combinação complexa de sentimentos de medo, apreensão e preocupação. Ela atinge jovens e velhos, ricos e pobres, gênios e medíocres, religiosos e ateus, brancos e negros. Enfim, a ansiedade alcança todas as classes de pessoas em todo o globo terrestre.

A palavra ansiedade tem origem do termo grego anshein, que significa "estrangular, sufocar, oprimir"। E é assim que muitas pessoas ansiosas se sentem: literalmente asfixiadas. A pessoa tomada pela ansiedade sofre por antecipar problemas em sua vida. Muitas vezes ela entra em desespero por algo que nem aconteceu. É como se andássemos desesperados por saber que um dia iremos morrer. A ansiedade tira a paz do coração, rouba noites de sono e geralmente leva as pessoas a agirem sem a orientação adequada.

A ansiedade desvia os nossos olhos do Deus soberano e os coloca nas circunstâncias da vida। A ansiedade é fruto da incredulidade porque quando ficamos ansiosos declaramos com nossas atitudes que Deus não é suficiente para cuidar da nossa vida. Ansiedade é a diferença entre o tempo do querer de Deus e o tempo do nosso próprio querer.

A Bíblia Sagrada diz: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo। Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6:34) – As Sagradas Escrituras nos orientam a esperar no Senhor, a confiar no Pai. O salmista declara: “Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR”. (Sl 27:14) - O apóstolo Paulo diz em sua carta aos filipenses: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”. (Fp 4:6)

Confiemos plenamente no Senhor e gozemos da Sua paz que excede todo entendimento।

Em Cristo,
Anderson Vieira

quarta-feira, 13 de maio de 2009

3 Verdades sobre o Reino de Deus

Texto áureo: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”। (Rm 14 : 17 NVI)

Introdução
Bem, é verdade que estamos na América do Sul, na República Federativa do Brasil, falamos a Língua Portuguesa, mas a nossa pátria não é esta. Nós que somos o povo separado por Deus, pertencemos à pátria celestial, ao Reino de Deus. Todo aquele que é habitação do espírito de Deus pertence ao Seu reino. Somos todos meros peregrinos nesta terra. Estamos aqui de passagem e já temos uma cobertura reservada no condomínio celestial com ruas de ouro e jaspe. Aguardamos a volta iminente do Noivo, que vem saltando pelos montes pra buscar a sua igreja.
A Bíblia Sagrada, viva e eficaz, nos revela 3 verdades sobre o Reino de Deus, e é sobre isso que quero lhes falar, com o auxílio do Espírito Santo।

1ª Verdade é: O Reino de Deus é JUSTIÇA।

Essa verdade é representada pelo SENHOR que julga com justiça, o Justo Juiz de toda a terra (Gn 18:25b)। O Deus que ama a justiça e odeia a iniqüidade (Sl 45:7). O Todo-Poderoso cujos céus proclamam a Sua justiça. Um Ser supremo que é o Sol da Justiça (Ml 4:2). Um Deus que nos chamou e nos tornou carvalhos de justiça.

A justiça do Reino de Deus age retamente em todas as circunstâncias, já a justiça do homem sem o Espírito Santo não passa de trapo de imundícia, pois ela é guiada por interesses egoístas e visa apenas o ganho, o levar vantagem sobre algo ou alguém (Is 64:6)।

Instrumentos de Justiça - Mas nós, a geração eleita, fomos justificados gratuitamente pela graça de Deus, através da redenção em Cristo Jesus e isso nos possibilitou gozar do Reino de Deus। Nós que antes andávamos em trevas, agora andamos em retidão e justiça porque fazemos parte do seu Reino. Deus quer usar-nos como instrumento de justiça nesta terra. O homem que pertence ao Reino de Deus e é guiado pelo Espírito Santo, tem a justiça do Pai em suas atitudes. Justiça para com o próximo, família, funcionário, irmãos em Cristo e até consigo mesmo. Deus nos convoca para sermos mais justos assim como Ele é justo. Se nós fazemos parte do Reino de Deus devemos andar em conformidade com essa verdade bíblica: JUSTIÇA.

Jesus disse no sermão do Monte: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos। (Mt 5:6)

Injustiçados – E se você pertence ao Reino de Deus e está sendo injustiçado, saiba que o Senhor é o seu justo juiz, Jesus Cristo o seu advogado e o Espírito Santo a sua testemunha, que caminha contigo em todos os momentos. No momento oportuno o Sol da Justiça há de raiar na tua vida.
2ª Verdade é: O Reino de Deus é PAZ।

Essa verdade acerca do Reino de Deus é representada pelo Senhor Jesus। A Bíblia diz em Isaías que um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e PRINCÍPE DA PAZ (Is 9:6). – Jesus disse: Deixo-vos a minha paz. A minha paz vos dou (Jo 14:27). – Jesus disse: Vos disse essas coisas para que em mim tenhais paz, no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo (Jo 16:33).

Jesus ressuscita e quando aparece aos discípulos, a primeira coisa que ele diz é: Paz seja convosco (Jo 20:19)। Quando nos encontramos, saudamos uns aos outros com a Paz do Senhor, porque pertencemos ao mesmo reino, o Reino de Deus.

O Reino de Deus é paz, Jesus é o Príncipe da Paz, o Evangelho é da paz e é a nossa paz (Ef 2:14)। É a paz que excede todo entendimento (Fp 4:7)

O Reino de Deus é paz então devemos viver entre nós em paz, devemos desfrutar dessa paz que o Senhor Jesus nos concede na nossa vida। Digo mais, paz não é um estado de espírito, paz é uma pessoa chamada Messias. Deixemos toda falácia, toda intriga, toda inveja, todo disse me disse e vivamos no Reino de Deus em paz. O mundo pode até estar em guerra, mas o povo santo viverá em paz. E ainda que as circunstâncias sejam desfavoráveis ficaremos em paz, porque Jesus nos dá paz e nos concede vitória.

3ª Verdade é: O Reino de Deus é ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO।

A terceira e última verdade, é a terceira pessoa da trindade, o Espírito Santo। A Sagrada Escritura diz que uma das porções do fruto do espírito é alegria. Neemias declara que a alegria do Senhor é a nossa força. Na 1ª Carta de João, capítulo um, verso 4, o autor diz: “Estas coisas vos escrevi para que a alegria seja completa”. Essa alegria do Reino de Deus não se encontra no mundo, mas no Espírito Santo. Alegria tal que irrompe em meio à tristeza e o desânimo. O Apóstolo Paulo fazia parte do Reino de Deus e mesmo estando preso em filipos, disse: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!”(Fp 4:4) – Só o Espírito Santo é capaz de fazer transbordar a alegria do Reino de Deus em nós. De vez em quando a tristeza vem e dura uma noite, mas a alegria do Espírito Santo vem pela manhã. Alegre-se no Senhor. Não permita que nada roube a sua alegria. Você é integrante do Reino de Deus.

Conclusão
“... aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens”. (Rm 14:18)
Em Cristo,
Anderson Vieira

segunda-feira, 27 de abril de 2009

*Serie de Estudos - Caminho – “Jesus, o único caminho de reconciliação entre o homem e Deus”.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”। (Jo 14:6)
A paz de Cristo। Abordando a Serie de Estudos – Caminho, explorando o texto registrado em João, capítulo 14, verso 6, hoje falo acerca de “Jesus, o único caminho de reconciliação entre o homem e Deus”, o segundo estudo da serie.

Uma das coisas lindas que vejo em Jesus é a clareza de suas palavras। “Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Será que é possível ser mais claro do que isso? O mundo apregoa que todos os caminhos levam a Deus, mas o próprio Jesus disse ser Ele o caminho que leva a Deus.

Após a queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, todos pecaram e foram destituídos da glória do Pai (Rm 3:23)। Estávamos mortos em ofensas e pecados. Andávamos segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Efésios 2).

A misericórdia de Deus expressa no plano de redenção para nós pecadores, na pessoa de Cristo Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida, é que nos livra da condenação eterna। Pela graça somos salvos. E Jesus Cristo é o resgatador. O Filho do homem veio dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20:28). Louvado seja Deus. “sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado". (I Pe 1: 18-19)

Glória a Deus que amou o mundo de tal maneira, que, preparou um plano de salvação para nos resgatar do pecado e nos libertar। A crucificação de Jesus e o Seu sangue derramado naquele madeiro nos permitiram alcançar a liberdade e a graça. Bendito seja o Autor e Consumador da nossa fé, o meigo nazareno, o Leão de Judá.

Ele se entregou por amor a nós (I Pe 1:20), Ele nos resgatou da maldição, fazendo-se a si próprio maldição em nosso lugar (Gl 3:13)। Sem nunca ter pecado, Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades. Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca (Is 53:7).

Com a crucificação, a obra de redenção se concretizou। Jesus tornou possível que todo homem se salve (Cl 1:14/ Ef 2:13). E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4:12).

Por tudo isso, Jesus é o único caminho de reconciliação entre o homem e Deus। Fora de Jesus não existe salvação. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus (Jo 3:18). Invoque o nome do Senhor e serás salvo (Rm 10:13).

Até o próximo estudo da Serie “caminho”।

No amor de Cristo – O único caminho para o céu,
Anderson Vieira
*Texto escrito seguindo a Nova Regra Ortográfica da Língua Portuguesa.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

“Série de Estudos - Caminho” - Evangelho Cristocêntrico

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”। (Jo 14:6)

Evangelho Cristocêntrico

A paz de Cristo। A partir de hoje estarei escrevendo uma série de estudos abordando o texto áureo registrado em João, capítulo 14, verso 6. Com a graça de Deus espero extrair desse texto algumas lições preciosas para a nossa bem-aventurança.

Todos que possuem o mínimo de intimidade com as Sagradas Escrituras sabem que “Jesus Cristo, o Nazareno” é O caminho। Ele não é um caminho, Ele é O único caminho para a verdade e para a vida eterna. Jesus é a Palavra. Jesus é o Evangelho genuíno, perfeito, infalível.

Acontece que, apesar de o Evangelho ser cristocêntrico (Jesus é o centro), alguns cristãos estão deturpando a palavra de Deus pregando e ensinando um pseudo-evangelho, o evangelho antropocêntrico ou humanista, caso prefira। No evangelho humanista, o homem é o centro de tudo. Neste evangelho o bem-estar do homem, a sua felicidade e suas necessidades é o que importam verdadeiramente. Neste evangelho o crente em Jesus não pode passar por sofrimentos, enfermidades e privações. Algumas frases explicitam esse princípio como: Vem pra Jesus e seja um vencedor. Vem pra Jesus e diga adeus aos problemas. Chega de miséria. Chega de passar dificuldade... Propagar essas ideias é baratear o Evangelho de Cristo.

No Evangelho onde Cristo é o caminho, e a verdade e a vida, as coisas são bem diferentes:

O cristão não pode passar por sofrimentos e necessidades?

Jesus disse: No mundo tereis aflições... (Jo 16:33)

Tiago vai dizer: Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações... (Tg 1:2)

Paulo disse: Sei o que é passar necessidades... (Fp 4:12); ...vocês fizeram bem em participar das minhas tribulações।(Fp 4:14)

Heróis da fé: Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido। (Hb 11:39)

O que dizer de José, Davi, os profetas e os apóstolos que, com exceção de João, foram todos martirizados.

A Bíblia Sagrada nos diz que Paulo pregava a Cristo crucificado। (I Co 1:23). Pedro pregava a Jesus de Nazaré. (At 2:22) – Todos os homens que foram instrumento nas mãos de Deus passaram por tribulações, privações, foram presos, açoitados, decapitados, pregados na cruz, entre tantos outros tipos de sofrimento. Mas perseveraram na fé e um dia nos encontraremos com eles na glória.

Se esse evangelho humanista fosse genuíno a palavra de Deus seria uma farsa। Mas louvado seja Deus que o Evangelho é Cristocêntrico, passa pelo crivo da cruz do monte caveira, pela ressurreição e terminará um dia com o Noivo vindo buscar nos ares a sua igreja sem mácula para viver na Nova Jerusalém por toda a eternidade.

Jesus, o único caminho para quem busca fazer do evangelho um estilo de vida।

Até o próximo estudo da série “caminho” que abordará: “Jesus, o único caminho de reconciliação entre o homem e Deus”।

No amor de Cristo,
Anderson Vieira

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa

A festa da páscoa é a festa do Cristo vencedor que pela dor e sofrimento, obediência e amor, tornou-se Senhor. É festa da passagem da antiga para a nova vida. Quem faz essa travessia por nós é o cordeiro que foi imolado. No Seu sacrifício apresenta-se a Deus-Pai a nossa humanidade justificada (Romanos 5.1-6; Hebreus 5.7-10). Jesus Cristo é o protótipo da nova humanidade.
Foi Ele que, em muitos, muitas coisas suportou: em Abel foi morto; em Isaac, amarrado para o sacrifício, em Jacó saiu da sua terra, em José foi vendido, em Moisés foi revelado, em Davi foi perseguido e nos profetas ultrajado e no cordeiro pascal sacrificado, no terceiro dia ressuscitado।

Jesus Cristo é o Senhor। O cordeiro que silenciosamente cravou na cruz a nossa humanidade. Em densas trevas mergulhou no inferno e exerceu Seu senhorio. Foi na madrugada que a pedra rolou, no túmulo vazio o sol brilhou, trazendo esperanças no coração de uma mulher desesperada (João 20.13). Após um dia tenso rompeu-se na penumbra da tarde e se fez presenças na vida dos discípulos que estavam desesperados (João 20.19).

Não importa a estação, circunstância, a dor, em todo o universo se ouve uma voz: Cristo ressuscitou, é Senhor! Por toda a terra ecoa grande alegria de páscoa। A vida venceu a morte. A grande realidade do evento salvífico acende a chama da esperança de uma nova humanidade em cada um de nós. Somos em Cristo uma nova criatura (II Crônicas 5.17) em que só o amor vence a morte. Uma esperança derramada dos céus confirmada pelo Espírito (Romanos 5.5). Em Cristo e por Cristo somos vencedores.

Para fazer a vontade do Pai foi obediente até a cruz (João 6।38). “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.9-11).

Feliz Páscoa!

Autoria do Rev. João Batista Teixeira (Ex-Padre Católico)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Assistência Social e a Igreja de Cristo

A paz de Cristo। Escrevo hoje sobre um assunto que, apesar de ser extremamente importante e bíblico, não tem recebido a devida atenção por parte da igreja. A “impressão” que se tem é que “assistência social” está em segundo plano junto às prioridades eclesiásticas.

Paulo em sua carta aos efésios disse: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazer boas obras”। (Ef 2: 10 NTLH) – Praticar boas obras é algo inerente à caminhada cristã. Especialmente as que estão ligadas à assistência social, que o Novo Aurélio define como: Serviço, de natureza diversa, que atende àqueles que não dispõem de recursos suficientes.

Orfanatos, Casas de Apoio, Hospitais, Casas de Recuperação, entre outros têm sido menosprezados pela noiva de Cristo। Faltam voluntários para fazer o trabalho de assistência social. Muitas igrejas sequer possuem departamento de assistência social. Trabalho social é árduo e tem como motivação o amor pelo próximo. Se a Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática, temos que rever nossos conceitos imediatamente em relação à assistência social.

Quando Jesus faz menção ao segundo mandamento que é: “Amar o teu próximo como a ti mesmo”, Ele nos mostra uma escala de valores, revela a importância de amar ao meu próximo। E assistência social nada mais é que uma atitude de amor ao próximo. Salomão disse em Provérbios: “Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo. Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo”. Tiago disse: “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. A parábola do Bom Samaritano é conhecida pela maioria dos crentes em Jesus, mas praticá-la parece uma utopia. Muitos estão como o perito da lei a perguntar: “Quem é o meu próximo?” (Lc 10: 29-37)

Jesus em seu ministério terreno foi claro em suas palavras: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda। Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me”. (Mt 25: 31-36) - Jesus disse também: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5: 16 NTLH).

Assistência social brota no coração de Deus। Da mesma forma deve brotar em nosso coração. Deve brotar no coração da igreja. Como Tiago disse: “A fé sem obras é morta”. Outro texto interessante é: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”. Negligenciar assistência social é desobedecer a Palavra de Deus.

Que o Senhor desperte a sua igreja। Como o profeta Habacuque declarou: “Senhor, aviva a tua obra”.

No amor de Cristo.
Boas obras.
Anderson Vieira

segunda-feira, 23 de março de 2009

Lepra nunca mais

“E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão। E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo। E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra”. (Mt 8:1-3)
A paz de Cristo। A Bíblia Sagrada apresenta acontecimentos extraordinários em seus 66 livros. São fatos fenomenais que desafiam os limites da razão. Coisas tão tremendas que mexem com a nossa fé, fazem trepidar a nossa estrutura. Pelo menos é assim que me sinto toda vez que me deparo com um texto onde ocorre a intervenção divina.

O texto de Mateus 8 é uma pérola que faz meus olhos brilharem। Regozijo-me em ver o meigo nazareno em ação. Mas me regozijo mais ainda em ver a atitude do leproso. Algumas coisas saltam no texto:

a) À semelhança da mulher que sofria do fluxo de sangue há 12 anos (Mt 9) e havia enfrentado uma multidão e tocado na orla das vestes de Jesus, o leproso também vence o primeiro obstáculo que era a multidão, chega próximo ao Cordeiro e o adora। Esse homem que a bíblia não diz o nome, vence a barreira da rejeição, encontra forças no mais profundo da sua alma e adora ao Rei Jesus.

b) O leproso era alguém considerado imundo (Lv 13), e não podia ter contato com ninguém। Ao se aproximar de uma pessoa ele tinha que gritar que era imundo, assim as pessoas evitavam o contato com ele. O convívio social era proibido ao leproso. Estar com lepra significava levar uma vida marcada pela dor e a solidão, longe da família, longe dos amigos, longe de todos quanto amava. Mas a este homem foi manifestada a providência divina e assim como Bartimeu (Mc 10), ele não perdeu a oportunidade, quando viu que era Jesus que passava, se rendeu aos seus pés.

c) “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo” – Essa declaração do leproso foi o start da sua cura। Esse leproso de alguma forma sabia da autoridade de Jesus e creu. Ele colocou a fé em ação e verbalizou, o senhor pode me limpar. A lepra não tinha tratamento, era a doença mais cruel da época. A maioria dos leprosos vivia à margem da sociedade no Vale dos Leprosos apenas aguardando a morte chegar. Mas este leproso tem um encontro com Aquele que tem poder para mudar a sua história. A resposta de Jesus não poderia ser outra: “Quero. Sê limpo”. E o leproso foi purificado.

Jesus é a cura para enfermidades físicas, mas também espirituais। Não importa qual seja a sua enfermidade ou o problema que lhe aflige. Declare para Deus: “Se quiseres, pode ajudar-me”. A boa notícia é que Ele quer lhe ajudar, quer mudar a sua vida, quer transformar a sua história. O leproso foi até Jesus. Faça o mesmo hoje. Se achegue a Jesus em oração e o adore. E pode ser que seja esse o dia que Deus preparou para te purificar da lepra, do pecado, de tudo que tem te oprimido e te levado ao sofrimento. Clame por socorro: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. (Is 59:1)

Quando Jesus opera os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho।

Deus te abençoe.
No amor de Cristo,
Anderson Vieira

sexta-feira, 13 de março de 2009

Infidelidade a Deus

“Você, mulher adúltera! Prefere estranhos ao seu próprio marido”! (Ez 16:32 NVI)

A paz de Cristo. Você que lê esse artigo, alguma vez você já foi traído por alguém que muito amava? Sem querer entrar na sua intimidade e respeitando o seu caráter, em algum momento da sua vida você já traiu alguém, já adulterou? Perguntas um tanto quanto incômodas. Pode até ser que você esteja dizendo aí frente ao computador, quem esse sujeito pensa que é para fazer uma pergunta dessa natureza. Agora imagine ser taxado de adúltero (a). Pois foi isso que Deus impeliu o Profeta Ezequiel a declarar a Jerusalém: “Você, mulher adúltera”.

Deus estava sendo traído de forma escrachada। Jerusalém havia se tornado infiel. Deus fez uso de uma linguagem simbólica, figurada, a fim de que pudéssemos compreender. Jerusalém havia se prostituído, exposto a nudez em promiscuidade com seus amantes (Ez 16:36). Misericórdia.

A fidelidade é um dos principais pilares da relação matrimonial। Já na relação estabelecida com Deus, fidelidade não é um dos principais pilares, ela é o pilar principal. A palavra de Deus é clara: “Não terás outros deuses diante de mim”(Êx 20:3).

Jerusalém havia se tornado arrogante e cometeu práticas repugnantes diante do SENHOR, construiu altares idólatras por toda parte a ponto de Deus dizer que Samaria não havia cometido metade dos seus pecados। (Ez 16:49-51). Infidelidade.

Nos dias atuais nós somos a Jerusalém de Deus, a noiva do Cordeiro। E infelizmente, muitos estão em adultério em relação ao Deus vivo. Cristãos estão traindo e colocando bens materiais, pessoas e ministérios acima de Deus. Muitos a qualquer momento podem se deparar com um profeta Ezequiel desta geração e ouvir as seguintes palavras: “Você, homem adúltero”, “Você, mulher adúltera”. E a advertência verbal poderá ser apenas um sinal para o juízo que se aproxima.

Uma outra questão digna de nota é a da falta de fidelidade junto às igrejas। Hoje você pergunta qual igreja o irmão freqüenta e ele tem que pegar papel e caneta para fazer uma lista das que visitou na última semana. Você pergunta quem é o vosso pastor e ele diz: “depende”. E por aí vai. Hoje o irmão é batista, amanhã presbiteriano, na semana que vem é da Igreja da Graça e por aí vai. O erro não está em visitar vez por outra alguma igreja, e sim, em não ser fiel a nenhuma delas. E a infidelidade no relacionamento vertical para com Deus é refletida nos relacionamentos horizontais que possuímos, e nisto também se insere a igreja.

Que Deus possa contar com a nossa fidelidade। Que a aliança que fizemos com Ele não seja quebrada através de nossos atos. Olhemos para a cruz do calvário e vejamos o exemplo do nosso Salvador, pois ele foi fiel até o fim, até a morte, e morte de cruz.

No amor fiel de Deus,
Anderson Vieira

sábado, 7 de março de 2009

Dízimo -- preceito cristão?

A prática do dízimo é um tema controvertido nas igrejas evangélicas, tendo, de um lado, defensores apaixonados e, do outro, críticos ardorosos. Para alguns, é uma espécie de legalismo judaico preservado na igreja cristã. Para outros, trata-se de uma norma divina que tem valor permanente para o povo de Deus, na antiga e na nova dispensação. Os críticos do dízimo afirmam que sua obrigatoriedade é contrária ao espírito do evangelho, pois Cristo liberta as pessoas das imposições da lei. Os defensores alegam que essa posição é interesseira, porque permite às pessoas se eximirem da responsabilidade de sustentar generosamente a igreja e suas atividades. O grande desafio nessa área é encontrar o equilíbrio entre tais posições divergentes. O que está em jogo é uma questão mais ampla -- o conceito da mordomia cristã, do uso que os cristãos fazem de seus recursos e bens.

O dízimo (do latim “decimu”) pode ser definido como a prática de dar a décima parte de todos os frutos e rendimentos para o sustento das instituições religiosas e dos seus ministros। Trata-se de um costume antigo e generalizado, sendo encontrado tanto no judaísmo como nas culturas vizinhas do Oriente Médio. Essa prática é claramente estabelecida no Antigo Testamento, sendo até mesmo anterior à lei de Moisés (Gn 14.20; 28.22). O dízimo era devido primariamente a Deus, como expressão de gratidão por suas bênçãos e consagração a ele. Mais tarde, tornou-se um preceito formal na vida religiosa dos hebreus (Lv 27.30-32), sendo destinado especificamente para o sustento dos levitas (Nm 18.21-24). Em Deuteronômio, está associado a uma refeição comunitária festiva e ao auxílio aos necessitados (12.17-19; 14.22-29; 26.12-14). Às vezes era dado liberalmente (2Cr 31.5-6; Ne 10.37-39; 12.44) e em outras ocasiões retido fraudulentamente (Ml 3.8-10).

Nos escritos do Novo Testamento, o dízimo é mencionado explicitamente apenas nos Evangelhos e na epístola aos Hebreus, sempre em relação aos judeus। Jesus aprovou a prática, mas a censurou quando se tornava uma expressão de frio legalismo (Mt 23.23; Lc 11.42; 18.12; ver Am 4.4). Em Hebreus, é mencionado em conexão com Melquisedeque, uma figura do sacerdócio de Cristo (7.1-10). As epístolas paulinas falam muito sobre ofertas para a comunidade, mas sua ênfase maior é sobre as contribuições voluntárias (2Co 9.6-7). O Novo Testamento não fornece muitas informações sobre o sustento do trabalho regular da igreja. Todavia, as informações disponíveis destacam atitudes como gratidão, fé, amor e generosidade como motivações centrais da mordomia cristã.

No início da igreja, a informalidade e a simplicidade das estruturas não exigiam muitos recursos para sua manutenção। Não havia templos nem ministério em tempo integral (muitos líderes eram “fazedores de tendas”, como Paulo). A maior carência estava na área social ou beneficente. Daí a grande ênfase nas ofertas, principalmente em situações de particular necessidade (ver 1Co 16.1-4; 2Co 8.1–9.15). No entanto, o princípio de que a contribuição devia ser marcada pelo desprendimento e liberalidade se manteve, como se pode ver na “Didaquê”, um manual eclesiástico do 2º século: “Tome uma parte do seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, segundo lhe parecer oportuno, e os dê conforme o preceito” (13.7). No final do mesmo século, Irineu de Lião se referiu aos cristãos como aqueles que “separam todas as suas posses para os propósitos do Senhor, entregando de modo alegre e espontâneo as porções não menos valiosas de sua propriedade” (“Contra as heresias” IV.18).

Com o passar do tempo e a crescente institucionalização da igreja, houve a necessidade de uma forma padronizada de contribuição। Com isso, recorreu-se ao precedente bíblico já conhecido e testado por muito tempo -- o dízimo. Ao longo dos séculos, ele se tornou obrigatório -- uma espécie de imposto eclesiástico -- e na época de Carlos Magno passou a integrar a lei civil. No final da Idade Média surgiram abusos quando os dízimos, em certos casos, se tornaram um instrumento para a compra de cargos eclesiásticos (simonia). Houve controvérsias quando as pessoas buscavam fugir ao pagamento dos dízimos enquanto outras tentavam se apropriar desses rendimentos para si mesmas. Os países que tinham igrejas estatais recolhiam os dízimos dos fiéis em troca do sustento da igreja e do pagamento dos salários dos ministros (côngrua). No Brasil colonial, em virtude do sistema conhecido como “padroado”, o dízimo se tornou o principal tributo arrecadado pelo estado português.

A questão que se coloca é a seguinte -- o dízimo é valido hoje em dia para os cristãos? É uma forma legítima de contribuição cristã? São muitos os fatores a serem considerados na busca de uma resposta। Em primeiro lugar, é preciso atentar para o ensino bíblico global sobre o lugar que os bens devem ter na vida do crente. Deus é o senhor e proprietário supremo de todas as coisas. Os seres humanos são mordomos, ou seja, administradores dos recursos e dádivas de Deus. Aqueles que realmente o amam, são gratos por suas bênçãos e querem servi-lo, se sentirão movidos intimamente a contribuir para causas que engrandecem o seu nome. A segunda consideração é pragmática. A igreja é uma associação voluntária. Ela não tem outra fonte estável de sustento a não ser as contribuições dos seus membros. As ofertas ocasionais comprovadamente são insuficientes para atender a todas as necessidades financeiras da comunidade cristã. Torna-se necessário um método de contribuição que seja regular, generoso e proporcional aos recursos dos fiéis.

Outro argumento se baseia numa comparação entre Israel e a igreja। Os cristãos entendem que têm recebido bênçãos muito maiores que a antiga nação judaica। O que para esta estava na forma de promessas, para os cristãos são realidades concretas, presentes. A vinda do Messias, sua obra de redenção, seus ensinos e os de seus apóstolos (o Novo Testamento), a dádiva do Espírito Santo e a revelação mais plena da vida futura são exemplos desses grandes benefícios usufruídos plenamente na nova aliança. Daí decorre o seguinte raciocínio: se Deus prescreveu o dízimo para o antigo povo de Israel, seria de se esperar que ele requeresse menos dos cristãos, detentores de maiores dádivas? Portanto, muitos estudiosos concluem que o dízimo deve ser, não o teto da contribuição cristã, mas o piso, o mínimo, o ponto de partida.

A questão do dízimo é tão difícil para muitos cristãos porque toca numa parte sensível da sua vida -- o bolso। Parece excessivo entregar um décimo dos rendimentos para Deus, para a causa de Cristo. Nem todos têm o desprendimento e a generosidade da pobre viúva elogiada por Jesus (Mc 12.41-44). Todavia, o dízimo pode ser uma bênção na experiência do cristão em dois sentidos. Primeiro, como um desafio para a sua vida espiritual. Dar o dízimo pressupõe uma relação de amor, gratidão e compromisso com Deus e com as pessoas que serão beneficiadas com essa contribuição. Em segundo lugar, é também um desafio para a melhor administração da vida financeira. Muitas pessoas têm dificuldade em contribuir para a igreja e suas causas porque são desorganizadas em suas finanças, gastam mais do que podem, não têm um senso de prioridades em seu orçamento. A prática do dízimo produz uma disciplina que beneficia outras áreas da vida. Para aqueles que querem trilhar esse caminho, a sugestão é que comecem a aumentar gradativamente a sua contribuição, até atingir o padrão do Antigo Testamento... e então ir além dele.

• Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e “Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil”. asdm@mackenzie.com.br

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Preço da Negligência

“Que testemunho te trarei? A quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para te consolar, ó virgem filha de Sião? Porque grande como o mar é a tua quebradura; quem te sarará? Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão. Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?” (Lm 2:13-15)

Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo। Você já foi negligente em relação à palavra de Deus? Você já chorou lágrimas de sangue por aplicar ao seu estilo de vida aquilo que o SENHOR reprova? Agora, imagine você ser levado escravo para uma terra estranha como preço da sua negligência. Foi isso que aconteceu com Judá, em especial Jerusalém. O Deus Todo-Poderoso havia falado através dos seus profetas diversas vezes com o seu povo quanto ao seu mal proceder e sobre os seus inúmeros pecados. A prática de pecados era tamanha que Deus se irou, e o fez por uma causa justa (Lm 1:9). O profeta Amós, há muito tempo havia predito sobre um dia do SENHOR contra o seu povo (Am 5:18). E este dia agora havia chegado (Lm 1:12). Jonathan Edwards disse certa vez: “Quando olho para meu coração e enxergo minha iniqüidade, ele parece um abismo infinitamente mais profundo do que o próprio inferno”. Ao que tudo indica o povo de Judá não enxergava iniqüidade em seus atos e corações, tampouco a condenação divina, caso tivesse visto desta maneira, teria se arrependido.

As lamentações de Jeremias são plausíveis। A situação de Jerusalém era deprimente, angustiante, digna de pranto. Antes do cativeiro Jerusalém resplandecia a glória do Altíssimo, possuía excelência de formosura (Sl 50:2), era a cidade do nosso Deus, do grande Rei, do santo monte – belo e sobranceiro, a alegria de toda terra (Sl 48:-2), a menina dos olhos do Senhor dos Exércitos (Lm 2:18), um lugar de glória extravagante. O que dizer do Monte Sião? Inabalável, firme para sempre (Sl 125). E agora o que se via era pranto e lamento, objeto de escárnio para os seus inimigos.

Como pôde Jerusalém que gozava de tamanho esplendor e formosura diante do Pai, vir a pecar gravemente de modo que, expôs sua nudez e tornou-se repugnante (Lm 1:8)। Esse foi o preço da “NEGLIGÊNCIA”. Nada é mais triste que ver algo que Deus fez com tamanho zelo e perfeição ser destruído pelo pecado. Para Jerusalém o dia da ira do Senhor verdadeiramente havia chegado. Não tinha mais como correr. O povo preferiu dar ouvidos ao seu interior corrompido do que aos decretos de Deus. Profetas anunciaram profecias antropocêntricas e falsas, o resultado não poderia ser outro senão o cativeiro.

Quando leio acontecimentos bíblicos dessa natureza, uma coisa me chama bastante a atenção, o número de vezes que a negligência saiu vitoriosa। Adão e Eva negligenciaram, desobedeceram a Deus e foram lançados fora do Jardim do Éden (Gn 3:23). Já Lúcifer era querubim da guarda ungido e assistia diante do trono de Deus, até que se achou iniqüidade nele, o que o levou a ser expulso da presença de Deus. A Bíblia diz em Ezequiel 28, verso 17, (passagem em que muitos estudiosos opinam que o profeta Ezequiel estava comparando o rei de Tiro com Satanás), que ele possuía “formosura”, um dos mesmos adjetivos atribuídos a Jerusalém, assim como “perfeição”.

Os exemplos citados servem para abrir os nossos olhos। Na nossa vida não precisa ser assim. Podemos caminhar em conformidade com a palavra de Deus sem negligenciar. Um dia fomos cativos. Um dia fomos escravos do pecado. Mas Jesus, o Cristo, o meigo nazareno se manifestou em nossas vidas e nos libertou de toda algema e grilhões. E a liberdade que usufruímos foi paga com sangue inocente na cruz no Monte Caveira. Desprezaremos tamanho sacrifício tornando-nos reféns do pecado novamente? De forma nenhuma.

Sejamos vigilantes para que não cometamos os mesmos erros de Jerusalém। Vivemos na dispensação da graça, mas isso não significa que podemos viver pecando. Semelhante a Jerusalém, caso permaneçamos convictos no pecado sem arrependimento e sem dar crédito aos profetas (Verdadeiros, ver Dt 18:18) de DEUS, o Senhor poderá trazer o dia da ira sobre nossas vidas. É bem verdade que no livro de Lamentações se encontra um dos versículos mais lindos da Bíblia: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã...” (Lm 3:22) – Mas, nunca, jamais nos esqueçamos que Deus é amor (Jo 4:8b), mas também é justiça (Sl 9:8). Como disse o Apóstolo Paulo “QUE diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Rm 6:1-2)

No amor de Cristo,
Anderson Vieira

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Idolatria – Um ato abominável

“Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da floresta, um artesão a modela com seu formão; enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com martelo e pregos para que não balance. Como um espantalho numa plantação de pepinos, os ídolos são incapazes de falar, e têm que ser transportados porque não conseguem andar. Não tenham medo deles, pois não podem fazer nem mal nem bem”. (Jr 10:3-5 NVI)

A paz de Cristo। Escrevo hoje sobre idolatria. A palavra vem do grego eidolon – “ídolo” e latreuein - “adorar”. Esse termo se refere à adoração ou veneração aos ídolos ou imagens, isso num sentido primário. Como sentido secundário pode indicar a veneração ou adoração à pessoa, objeto, instituição ou qualquer coisa que tome o lugar de Deus. Dessa forma, a idolatria consiste na adoração a algum pseudo-deus. Esse deus falso pode ser representado por um determinado objeto ou imagem. O idólatra deposita a sua confiança em imagens ou objetos quando deveria estar submetendo-se a Deus. A idolatria gera uma reverência indigna, visto que só Deus é digno de honra, glória e louvor. A idolatria usurpa a glória de Deus. Tudo que se torna excessivamente importante em nossa vida pode acabar por se tornar um ídolo. Vejamos alguns exemplos: O carro pode ser tornar um ídolo; a casa de praia; o emprego; determinado objeto pessoal; aquele jogador de futebol; o seu time de futebol; até mesmo um integrante da família pode se tornar um ídolo.

Os gregos atribuíam a pessoas deidades। Os egípcios adoravam ao Nilo, Faraó, Anúbis, Rah, entre outros. Os filisteus adoravam a Dagom, Astarote, Moloque, entre outros. Agora, o que mais me chama a atenção é o fato de os israelitas, o povo escolhido de Deus também cometer essa prática abominável. E praticaram tais práticas sabendo que era algo que Deus, o grande “Eu Sou” abominava. No livro do Êxodo, Deus fala com Moisés no Monte Sinai e dá a ele os 10 mandamentos e diz: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás...”. (Êx 20:3-5) - O salmista vai dizer: “Os ídolos dos gentios são prata e ouro, obra das mãos dos homens”. (Sl 135:15) – O profeta Isaías disse: “A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?” (Is 40:18) – O profeta Habacuque vai dizer: “Que aproveita a imagem de escultura, depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é máscara e ensina mentira, para que quem a formou confie na sua obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum”. (Hc 2:18-19)- O Apóstolo Paulo declara no livro de Atos: “Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens”. (At 17:29)

Há pessoas no meio evangélico idolatrando bispos, pastores, cantores evangélicos, denominações, ministérios, objetos, etc। Vamos nos atentar para o que a palavra de Deus diz: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. (Is 42:8)

Deus não aceita e nem tampouco tolera dividir a sua glória com ninguém। Vigiemos. Oremos. E rendamos a Deus toda adoração que Lhe É devida.

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém. (I Jo 5:21)
Em Cristo,
Anderson Vieira

sábado, 7 de fevereiro de 2009

TV – Tome cuidado

A paz de Cristo seja contigo। Escrevo o artigo desta semana a TV brasileira. Antes de fazer uma análise como cristão, quero fazer uma análise como comunicólogo, publicitário e telespectador. Ultimamente o conteúdo programático dos principais canais de televisão dá ânsia de vômito, repulsa, nojo. Há uma tentativa de uniformização do comportamento humano pautada na imoralidade, sendo a programação uma ferramenta sagaz de manipulação, cujo ápice ocorre na quebra dos valores morais.

Hoje, ao ligar a TV no seu lar, dependendo do programa que estiver passando, é possível sentir o odor da podridão como que de um esgoto a céu aberto correndo bem próximo ao sofá, ali na sala। Além da imoralidade, outra questão interessante é o consumismo. A TV dita moda, as regras de beleza, o comportamento social. É também graças à televisão que o homossexualismo, o adultério, a rebeldia, o consumismo desenfreado, entre outras coisas são vistos hoje com naturalidade. Alguns chamam isso de “quebra de paradigmas e modernidade”, eu chamo de “fundo do poço”.

Na ótica de cristão, digo que é alarmante como as TVs, incluindo aquela que o “bispo” é proprietário, se propõem a romper com as valores cristãos। A programação de modo geral, tendo como maior agente propagador as novelas, através de seus teledramaturgos, exploram questões como homossexualismo, adultério, esoterismo, espiritismo, hinduísmo, criacionismo, etc, como se fossem os melhores princípios de vida.

Quando o telespectador se identifica totalmente com a novela, não conseguindo diferenciar o real da fantasia, ele toma para si os princípios morais da novela para a sua própria vida। Os atores interpretam personagens bem-sucedidos, pessoas com poder, seja ele representado por dinheiro, beleza ou intelecto. Interpretam ainda homossexuais, lésbicas, adúlteros, pervertidos, entre outros, e pessoas tomam esse tipo de conduta para si, como se isso fosse uma coisa digna de ser ostentada e então vivem em função desse modelo, desse estereótipo.

Tem uma novela no ar que está uma verdadeira febre e prega o hinduísmo। Grande parte da população indiana é hindu. O hinduísmo é uma religião politeísta com mais de 30 milhões de deuses, que são adorados das mais diversas maneiras, desde ratos a vacas, etc. Para você ter uma idéia do poder de persuasão de uma novela, os 400 indianos que vivem na cidade de São Paulo, segundo o Consulado-Geral da Índia, andam surpresos com a repercussão da novela da emissora líder de audiência no horário. Desde a estréia, os sáris (roupas típicas), as pulseiras coloridas e até o bindi (símbolo do terceiro olho colocado entre as sobrancelhas) usado pelo elenco começaram a evaporar das lojas especializadas. Também cresceu o movimento em restaurantes, escola de dança, centros de ayurveda (tradiconal medicina indiana) e com certeza, os adeptos do hinduísmo.

A Revista Ultimato On Line de 4 de fevereiro de 2009 traz uma matéria interessante:

Além das bobagens de sempre, agora as pesquisas apontam uma novidade nas novelas, se é que não sabíamos: aonde chega o sinal da Globo, aumenta o número de separações। Não é preciso ser um gênio para perceber como as novelas tratam o casamento, as relações pessoais e, especialmente, os valores cristãos.

A novidade está na pesquisa dirigida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e sugere uma ligação entre as novelas da Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas। Publicada pela BBC.com, a pesquisa leva em conta os censos dos anos 70, 80 e 90 e o alcance da TV Globo em todo o país. Para os autores, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível”.

Não parece história da carochinha, como é o caso dos dramalhões। Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Já a novela da emissora do “bispo” mostra mutantes, lobisomens, vampiros, etc. Acho que qualquer comentário aqui é perda de tempo. O BBB também nem é digno de ser comentado.
O homem que nasceu de novo, que assumiu um compromisso genuíno com Cristo, deve ser vigilante em relação à televisão. A questão não é jogar o televisor pela janela, mas selecionar aquilo que vai assistir, a fim de não contaminar a si mesmo e nem aos da sua casa. Paulo disse:
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra। coisa, fazei tudo para glória de Deus”. (I Co 10:31) - “Fujam da imoralidade sexual”. (I Co 6:18) - “Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas”. (Cl 3:2) - “Tudo me é permitido, mas nem tudo convêm. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”. (I Co 6:12)

Dediquemos o nosso tempo ao maior referencial de comportamento, de caráter, de serenidade, respeito e moralidade que a terra já vislumbrou: Jesus Cristo। Chega de horas frente à TV vendo aquilo que não presta e não edifica. Adoremos a Deus em todo o tempo, em espírito e verdade, isso inclui, quando estivermos escolhendo um programa de TV.

Em Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria

sábado, 31 de janeiro de 2009

Meninos Inconstantes ou Homens na fé?

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”। (I Co 13:11)

Graça, paz e misericórdia da parte de Deus Pai e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo। Gostaria de começar esse texto perguntando se assim como eu, alguma vez você já agiu, já teve atitudes imaturas, de “menino”, impensadas. Quantas são as vezes que apesar de certo tempo de caminhada cristã nos pegamos agindo como meninos, agindo sem pensar nas conseqüências. O texto do Apóstolo Paulo acima citado mostra dois extremos: O “menino” é aquele que age por impulso, sem pensar. Apenas age e só depois de ter feito algo, entenderá e sofrerá as conseqüências pelos seus atos. O “homem” é alguém provido de maturidade, discernimento, é alguém que deixou de ser menino e amadureceu, é alguém que pensa antes de agir.

Noutro texto endereçado aos coríntios Paulo diz: “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo। Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições...” (I Co 3:1-2). No versículo subseqüente, Paulo mostra a razão pela qual deu-lhes leite e os tratou como crianças em Cristo, ou podemos dizer “meninos”. - “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens”? (I Co 3:3)

O desejo de Deus é que deixemos de beber leite e venhamos a comer alimento sólido। A vontade de Deus é que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais MENINOS INCONSTANTES, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Ef 4: 13 -14) Ênfase minha.

Deus quer nos levar a um novo nível espiritual। Deus não quer que sejamos nanicos espirituais. Ele quer que cresçamos dia após dia. É hora de amadurecimento. É hora de experimentar coisas novas. Mas Deus só nos levará a um novo nível espiritual quando deixarmos as meninices de lado.

Que Deus através do seu Santo Espírito nos fortaleça e faça de cada um de nós verdadeiros homens espirituais।

No amor de Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Barack Obama não é “Deus”!

O mundo está em estado de êxtase com a posse do novo presidente da nação mais poderosa e influente do planeta: Estados Unidos। Pela primeira vez na história da supremacia americana, um negro ocupará o cargo mais importante do país. Não é apenas um afro descendente, pois Barack vem do judaico, Hussein do árabe e Obama do africano. É algo inusitado, inexplicável, e por muitos conservadores americanos, inaceitável. Há 50 anos atrás um negro sequer poderia sentar-se num ônibus junto com um branco. E agora vemos um negro na posição de presidente dos Estados Unidos da América.

O mundo espera de Barack Obama uma salvação para a crise econômica instaurada। Por pouco os jornalistas globais não o chamam de “Deus”. Muitos estão vendo Barack Obama como uma espécie de Messias. Dizem os cientistas políticos que sai o unilateralismo do governo Bush e entra o diálogo do governo de Obama. A humanidade deposita a sua confiança num homem e querem atribuir a esse mero mortal, status de super herói. Não me surpreenderei se nos próximos dias obamistas aparecerem pelas ruas de Washington vestidos de Super Homem, Batmam, Lanterna Verde e Homem-Aranha, fazendo alusão ao novo presidente.

Alguns teólogos estão sendo mais severos e dizem que Barack Obama é o anti-cristo। Na verdade muitas especulações giram entorno do novo presidente. Fico com o que Jesus disse em João, capítulo 15, “conhecereis a árvore pelos seus frutos”. Só o tempo dirá quem Barack Obama realmente é.

No meu coração, espero que Barack Obama coloque em prática tudo o que prometeu em sua campanha e que os Estados Unidos possam se humilhar, arrepender-se dos seus maus caminhos e usufruir de um avivamento genuíno। Vale ressaltar a oração invocatória feita pelo Reverendo Rick Warren no capitólio.

Que a Bíblia de Abraham Lincoln sobre a qual Barack Obama fez o juramento possa ser folheada durante o seu mandato a fim de fornecer a ele sabedoria para governar com justiça।

Que Deus abençoe Barack Obama e a nação americana। Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR.

No amor de Yeshua,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

“As marcas do discípulo de Cristo”

Sermão Temático - “As marcas do discípulo de Cristo”

Texto Referência: João 6: 48 a 68।

Introdução – Jesus não apenas informou e ensinou। Ele formou discípulos. A Igreja do Senhor Jesus é composta de discípulos. Jesus sempre teve a multidão ao seu redor, mas Ele não se iludia com a multidão. Ele dedicou-se a um grupo de pessoas, próximas a Ele, que estavam dispostas a tudo por Ele: OS DISCÍPULOS.

De forma resumida “discípulo é aquela pessoa que segue os mesmos passos do seu mestre e tem as mesmas atitudes, princípios e valores”। Paulo era discípulo de Cristo, por isso ele disse: Tornem-se meus imitadores como eu o sou de Cristo. (1 Co 11:1)

Logo, se somos discípulos de Cristo, invariavelmente teremos as seguintes marcas:

1ª Marca: Um discípulo de Cristo é uma pessoa obediente, submissa ao mestre।

Um discípulo de Cristo deve obedecer assim como Jesus obedeceu ao Pai। Um discípulo não é desobediente, questionador, insubmisso. Pelo contrário, ele sabe que é melhor obedecer do que sacrificar. Ele obedece porque ama, confia. Jesus no Getsêmani orou e disse: “Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu beba, faça-se a sua vontade”. (Mt 26:42) – Quando Jesus foi batizado por João Batista, Deus declarou: “Este é o meu filho amado em quem tenho prazer”. (Mt 2:17) – Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz. João disse: “Aquele que diz: Eu o conheço, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele”. (1 Jo 2:4) – E João continua “Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou”. (1 Jo 2:6). O discípulo nega-se a si mesmo, toma a sua cruz e segue os passos do mestre. (Lc 14:33)

2ª Marca: Um discípulo de Cristo anda em amor e perdão।

Jesus se dirigindo aos seus discípulos, declarou: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”। Jesus foi atacado, apedrejado, perseguido, cuspido, mas amou a todos de forma incondicional, perdoou a todos e se entregou na cruz pelos nossos pecados. Jesus poderia ter dito: Nisto saberão que sois meus discípulos, se forem religiosos, se andarem com uma bíblia debaixo do braço, se tiverem em casa uma bíblia aberta no salmo 91, se forem mestres em teologia. Não. Ele disse: “Se amardes uns aos outros”. (Jo 13:35) – Uma das maiores marcas do discípulo é o amor e perdão manifestos na sua vida.

O Apóstolo Paulo como excelente discípulo que era, escreveu à Igreja de Corinto um capítulo inteiro falando sobre o “amor”। Depois na sua carta à Igreja da Galácia, ao falar do fruto do Espírito, o primeiro da sua lista é o “amor”. Paulo sabia da importância desse amor, até porque ele havia experimentado o amor e o perdão da parte de Jesus Cristo na vida dele. Jesus é inclusive a personificação do amor.

Discípulo de Cristo que tem dificuldade de amar e perdoar deve repensar a sua caminhada cristã.

3ª Marca: Discípulo de Cristo é aquele que dá bons frutos e cuida das ovelhas do Senhor Jesus।

Jesus disse: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto”... (Jo 15:5a) – Jesus também disse: “Vão e façam discípulos por todas as nações... (Mt 28:19) – O discípulo de Cristo frutifica, tem prazer em anunciar as boas novas da salvação. Tem alegria em falar de Jesus. Por isso Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. (Mc 16:15) – O discípulo de Cristo é uma ponte que liga o pecador, o perdido, ao Senhor Jesus. E o discípulo de Cristo cuida das ovelhas. Jesus ,agora ressurreto, fala com Pedro e pergunta 3x se ele o ama. Pedro responde as 3x que sim, o ama. E a resposta de Jesus é: 1ª vez: Cuide dos meus cordeiros; 2ª vez: Pastoreie as minhas ovelhas; 3ª vez: Cuide das minhas ovelhas. (Jo 21:15 -17) - Jesus ama as ovelhas. Se somos discípulos temos que cuidar das ovelhas, pastorear o rebanho, sarar as feridas, passar o bálsamo e cuidar para que elas não sejam vítima dos lobos vorazes. Temos que discipular e dar muitos frutos.

4ª Marca: O discípulo de Cristo tem uma vida de oração e possui autoridade।

Um discípulo de Cristo prioriza a vida de oração।

Um discípulo de Cristo anda fazendo o bem a todos e com autoridade e poder cura a todos os oprimidos do diabo. (At 10:38) – E foi para isso que Jesus se manifestou, para desfazer as obras do diabo. Se somos discípulos do mesmo modo seremos canal de bênçãos na vida das pessoas.

5ª Marca: O discípulo de Cristo é alguém disposto a aprender e a mudar de vida।

Pode ser que de tudo que foi dito até agora, você não tenha nenhuma das características, mas se você estiver disposto (a) a aprender, Jesus poderá mudar a sua vida, assim como fez com os discípulos।

Pedro querendo fazer justiça com as próprias mãos, corta a orelha do soldado, depois já transformado, prega e mais de três mil pessoas se entregam a Jesus।

Paulo, antes Saulo, perseguia aos cristãos e foi testemunha da morte de Estevão, mas depois de transformado, teve experiências sobrenaturais com Deus e até mesmo estando preso glorificava o seu Deus।

Todos os discípulos tinham defeitos, mas se sujeitaram a Deus e aprenderam com ele। Por isso o evangelho chegou até nós.

Conclusão: Você que não é discípulo de Cristo, hoje pode se tornar um recebendo a Jesus como único e suficiente salvador da sua vida. E você que já é, pode fazer um compromisso para ser ainda melhor.

No amor de Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Refrigerante Leão de Judá


Fabricado pela empresa Alfa Gold, do empresário Moisés Magalhães, o refrigerante Leão de Judá é encontrado em três sabores: cola, guaraná e laranja। Na latinha tem os dizeres “Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor”।
A marca de refrigerante tem o seu ’símbolo’ (Leão de Judá) que agradará o público-alvo। E como o contingente de evangélicos no Brasil não pára de crescer - cerca de 40 milhões de pessoas, esse produto, se pegar, vai ser sucesso.

Só para efeito de informação, no Maranhão tem um refrigerante que é líder de vendas chamado “Guaraná Jesus”।

Guaraná Jesus, e agora, Leão de Judá। Daqui a pouco teremos “Pão da Vida, Emanuel, Bom Pastor etc”. Toda glória seja dada a Jesus, até mesmo numa lata de refrigerante, hehe.
No amor de Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Israel Vs Hamas (Gaza)

A você, graça e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
A globalização permite que assistamos ao conflito entre Israel e Hamas na faixa de Gaza quase que em tempo real pela TV, Internet, agora também pelo Celular। Um show de horror e carnificina. Para os fãs dos filmes Jogos Mortais, para os que passam madrugadas em claro nas lan houses jogando Counter Strike e derramando sangue inocente, esta aí a chance de contemplar in loco uma guerra com direito a tanques, fuzis, helicópteros, granadas e tudo o que uma guerra tem direito. Isto também inclui mutilados e hospitais lotados com gente inocente que acaba pagando o pato sem ter nada a ver com a disputa.

Ao ver algumas fotos de crianças em meio ao conflito pela internet, lembrei-me de quando eu ainda sem Jesus freqüentava favelas na cidade do Rio de Janeiro, minha terra natal। Em meio às bocas de fumo havia traficantes fortemente armados, e bem próximo a eles transitavam crianças, mulheres grávidas, idosos, cidadãos que vinham cansados do trabalho, da labuta diária. Acontece que não foram poucas as vezes que em incursões da polícia em morros e favelas cariocas, na troca de tiros, no fogo cruzado, pessoas inocentes acabavam sendo atingidas pelas famosas balas perdidas, que de perdidas não têm absolutamente nada.

A situação da Faixa de Gaza é de certa forma parecida com a das favelas e morros cariocas. Ali em meio aos terroristas do Hamas há crianças, mulheres, homens, cidadãos palestinos inocentes e desprotegidos. À semelhança dos traficantes que se escondem em barracos e casas de moradores a fim de fugir da polícia, os terroristas do Hamas também se valem dessa estratégia no mínimo covarde e se infiltram em casas de inocentes. Com isso a cada míssil lançado em território palestino é um salve-se quem puder. Na maioria dos ataques inclusive, o alvo tem gato, cachorro, pessoas de todas as faixas etárias, menos terroristas. Estes de bobos não têm nada.
F। Kennedy disse certa vez: "O homem tem que estabelecer um final para a guerra, senão, a guerra estabelecerá um final para a humanidade."

Você, cristão, deve estar se perguntando: “Por que Deus Permite a Guerra?" – Num momento em que o mundo estava à beira do holocausto nazista, um pregador britânico chamado Martyn Lloyd-Jones lutou com esta mesma pergunta। Concluiu, através do seu estudo da Bíblia que "a causa final da guerra é a cobiça e o desejo; este desassossego que é parte de nós, como resultado do pecado." Ele continuou dizendo que a guerra é o efeito e a conseqüência em grande escala da mesma tendência que vemos em nós mesmos de sermos invejosos, ou de mentirmos, ou de guardarmos ressentimento - ou seja, nossa tendência para pecar. De modo simples, a guerra é o resultado do pecado. Deus permite a guerra como um lembrete do horror do pecado e como uma chamada para despertarmos em busca do perdão, justiça e paz, como o Dr. Lloyd-Jones colocou em seu livro “Por que Deus Permite a Guerra?".

A maior guerra não é essa exteriorizada com fuzis e metralhadoras, mas sim, dentro de cada um de nós, onde a carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne। (Gl 5:17) Se vencermos a carne não haverá mais guerras. Haverá somente a manifestação do fruto do Espírito que é: AMOR, ALEGRIA, PAZ, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. (Gl 5:22-23) – Ênfase minha.

Em Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cenário inóspito. E daí?

“Tu, SENHOR, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia। Confiem para sempre no SENHOR, pois o SENHOR, somente o SENHOR, é a Rocha eterna”. (Is 26: 3-4)

A você, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo। Resolvi escrever o primeiro artigo do ano abordando a fantasmagórica crise. Segundo os doutores de economia, a maior crise que o mundo já viu. Bem, entre o que os analistas dizem e o que a Bíblia Sagrada diz, prefiro a Palavra de Deus. É interessante já deixar claro que Deus é especialista em cenários caóticos. E outra coisa. Deus não investe na Bolsa de valores. Deus não é refém do FMI - Fundo Monetário Internacional. Deus não perde noites de sono quando o índice Dow Jones despenca. A alta do dólar, o valor do barril de petróleo e a desvalorização do euro não chacoalham o sublime trono do Altíssimo nem tampouco impedem a Sua soberania de operar sobre os seus filhos na terra. As circunstâncias não têm poder sobre o Todo-Poderoso, mas Ele é poderoso e pode mudar qualquer circunstância.

A grande questão dessa crise é que alguns depositam a sua confiança no sistema financeiro e outros depositam a sua confiança no Deus vivo। Como Jesus disse no sermão do monte acerca do prudente e do insensato, podemos aplicar nesse contexto da crise. Quem ouve as palavras de Jesus e não às pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda. Podemos fazer uma analogia entre a chuva e a crise. Quem confiou no sistema financeiro, quem construiu a sua casa ou quem edificou a sua vida sob coisas temporais e passageiras, está vendo tudo ruir com essa crise (chuva). Mas quem ouviu as palavras de Jesus e pôs em prática, construiu a sua casa com alicerces na rocha e apesar da chuva (crise), ela continua de pé (Mt 7:24-27). Aleluia! Por isso que o profeta Isaías declara que o SENHOR guardará em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque no SENHOR confia (Is 26:3). O salmista declara que os que confiam no SENHOR são como o Monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Sl 125:1). O profeta Habacuque foi testemunha ocular de uma grande crise e declarou: “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O SENHOR, o Soberano, é a minha força, ele faz os meus pés como os do cervo, faz-me andar em lugares altos”. (Hc 3: 17-19)

Por isso que quando fui escrever o título desse texto fui impelido a escrever “Cenário Inóspito। E daí?”. Nós que confiamos em Deus não devemos nos abalar por crise alguma. A nossa esperança é o SENHOR. Deus é o nosso refúgio e fortaleza. É socorro bem-presente na angústia. Ainda que andemos pelo vale da sombra e da morte, não temeremos, pois o SENHOR está conosco (Sl 23:4). Deus diz: Não tema, pois eu estou com você, não tenha medo, pois eu sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa (Is 41:10).

Deus sustentou mais de 2 milhões de pessoas no deserto com alimento, água e vestes। Isso sim era um cenário de crise, mas quando Deus opera, quem impedirá? Deus tem poder para transformar o deserto num lago e o chão ressequido em mananciais (Is 41:18).

Que a tua confiança esteja no SENHOR। Que possamos declarar como Paulo: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem-alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. (Fp 4: 12-13)

Diga juntamente comigo:
- Cenário inóspito। E daí?

Em Cristo,
Anderson Vieira
Soli Deo Gloria


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Que Natal é esse?

A paz de Cristo. Acredito que estão banalizando o verdadeiro sentido do Natal.

· Não pode ser considerado natal o simples fato de um homem barbudo idoso estar vestido de vermelho nos principais pontos comerciais e residenciais do planeta já que o real significado do natal é o nascimento do menino Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cordeiro que tira o pecado do mundo;
· Não pode ser considerado natal o simples ato de presentear alguém uma vez por ano e passar 364 dias sem estar presente;
· Não pode ser considerado natal o simples fato de decorar a fachada de casa com luzes e o restante do ano ter a casa marcada pela penumbra;
· Não pode ser considerado natal o fato de distribuirmos cestas básicas na semana natalina e passarmos o ano inteiro sem se preocupar com os famintos;
· Não pode ser considerado natal o fato místico da felicidade e alegria natalina quando no restante do ano agimos com mau humor, indiferença e arrogância para com os nossos vizinhos, amigos e parentes;
· Não pode ser considerado natal o ato de irmos às compras e nos afundarmos em dívidas e entrarmos o ano com o orçamento negativo, visto que o natal é a marca da alegria e não da incoerência;
· Não pode ser considerado natal o fato de ter uma mesa farta e não compartilhar com o desabrigado que se esconde do frio na marquise do seu prédio;
· Não। Não pode ser considerado natal esse ritual envolto de misticismo, frieza e fachada criado pelo regime capitalista.

Natal é ser um presente na vida dos outros। É amar ao próximo como a si mesmo. É presentear quem precisa com um prato de comida, vestes e carinho, além de muito amor. Natal é atitude de benevolência, misericórdia com àqueles que nada têm. Natal pode ser tudo que tenha como essência o amor. Enfeites, luzes e mesas fartas com uma música natalina de fundo sem manifestação genuína de afeto, caridade e a alegria pelo nascimento do messias, “Jesus Cristo”, são um pseudo-natal.

Que neste natal você seja um presente na vida de alguém।

Em Cristo,
Anderson Vieira


O que você fará de Jesus neste Natal?


Simeão disse que Jesus veio ao mundo para ser alvo de contradição (Lc 2।34). Ele é amado e odiado. Ele transforma a uns e transtorna a outros. Ele é a pedra de escape de uns e a pedra que esmaga a outros. As pessoas sempre tiveram, têm e hão de ter reações diferentes com respeito a Jesus. Vejamos quais foram as reações a Jesus quando do seu nascimento.

1। A reação de Herodes, o grande (Mt 2.3,13,16) – Quando Jesus nasceu em Belém, Herodes, o grande, governava o território de Israel por delegação do imperador romano. Ele era um homem truculento, perverso e louco. Chegou a matar alguns membros da sua própria família com medo de ser traído. Quando os escribas o informaram que em Belém havia nascido uma criança destinada a ser rei de Israel ele ficou alarmado. Não tardou para que esse rei ensandecido mandasse matar todas as crianças de Belém. Seu intento era eliminar Jesus. Sua reação a Jesus foi de ódio consumado. Sua atitude foi de total hostilidade e oposição. Viu Jesus como uma ameaça para sua vida e seus propósitos. Muitos ainda hoje olham para Jesus como um inimigo que deve ser atacado e perseguido.

2। A reação dos escribas e doutores da lei (Mt 2.4-6) – Os escribas eram os teólogos mais eruditos do seu tempo. Eles conheciam a lei como ninguém. Eles examinavam com meticulosidade a Palavra de Deus. Sabiam que o Messias nasceria em Belém. Eles tinham conhecimento. Eles eram iluminados pela luz da verdade. Mas essa verdade não lhes transformou o coração. Eles tinham ortodoxia, mas não obediência. Eles eram conhecedores da verdade, mas não praticantes dela. Eles rejeitaram Jesus e se constituíram em seus mais amargos inimigos. Há muitos ainda hoje que conhecem a Palavra de Deus, mas não vivem de acordo com esse conhecimento. Têm luz na mente, mas não vivem de acordo com essa luz. Têm boa teologia, mas vivem como hereges. Conhecem muito a respeito de Deus, mas não desfrutam da intimidade de Deus. Conhecem os detalhes da lei de Deus, mas não se deleitam nessa lei.

3। A reação dos belemitas (Lc 2.7) – A Bíblia diz que não havia lugar para Jesus nascer em Belém. As hospedarias estavam todas ocupadas. Não havia espaço para Jesus, o Pão da Vida, na Casa do Pão. Jesus, o Cordeiro de Deus, rejeitado pelos homens, foi nascer, então, numa manjedoura, entre os animais. Ainda hoje, muitos não têm espaço para Jesus na sua vida. Estão ocupados demais com seus negócios, com seus afazeres, com seus cuidados a ponto de não terem tempo nem lugar para Jesus. Vivemos numa sociedade que corre tanto atrás de coisas, mas uma sociedade que não pára para pensar em Deus, para servir a Deus nem para adorar o seu bendito Filho que veio ao mundo para nos salvar.

4। A reação dos magos do Oriente (Mt 2.11) – Os magos, guiados por uma estrela, vieram do Oriente e orientados pela Palavra chegaram a Belém e se prostraram e adoraram o menino Jesus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra. O ouro é o presente dado a um rei. Jesus é o Rei dos reis. Ele é o Senhor dos senhores. Todo joelho deve se dobrar diante dele, dando-lhe a glória que ele merece. Também ofereceram a Jesus incenso. Este é o presente oferecido a um sacerdote. Jesus é o Sumo Sacerdote que veio para nos reconciliar com eus. Ele é o ofertante e o sacrifício. Ele ofereceu a si mesmo na cruz em nosso lugar e em nosso favor. Por meio dele temos livre acesso à presença de Deus. Finalmente, os magos oferecem a Jesus mirra. Este é o presente a um profeta. Jesus é tanto o mensageiro como o conteúdo da mensagem. Deus nos fala por meio dele! Que Deus levante entre nós, neste tempo, pessoas que se prostrem e adorem a Jesus como os magos do Oriente neste Natal. Você gostaria de fazer isto, agora?

Autor: Rev। Hernandes Dias Lopes - Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB।Atualmente é Presidente da Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil. É conferencista e escritor, com mais de 40 obras publicadas e outras no prelo.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Aliançados com Deus

Texto Áureo:
“O Deus da paz, que pelo sangue da ALIANÇA eterna trouxe de volta dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, os aperfeiçoe em todo o bem para fazerem a vontade dele, e opere em nós o que lhe é agradável, mediante Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre। Amém.” (Hb 13: 20-21)


Significado de aliança
Para entendermos o que significa estarmos aliançados com Deus, primeiro devemos entender o que quer dizer “aliança”। Segundo o Dicionário Novo Aurélio, aliança significa: Ato ou efeito de aliar. Ajuste, acordo, pacto. União por casamento. Anel simbólico de noivado ou de casamento. Pacto que Deus fez com o homem.



Estar aliançado com Deus é:
Amá-LO com toda a alma, todas as forças e de todo coração;
Reconhecer que Deus é Senhor e nós somos servos. Logo, o servo não tem mais vontade própria. E a sua vontade é a fazer a vontade do seu Senhor;
Depositar em Deus toda confiança, fé e esperança;
Estabelecer um relacionamento de intimidade e fidelidade diário;
Reconhecer em Deus a soberania absoluta sobre a nossa vida;
Reconhecer que tudo o que temos é fruto da sua misericórdia e amor incondicional;
Saber que o fato de estar aliançado com Ele não nos livra de passar por lutas, mas que, em meio às lutas Ele está conosco;
Estabelecer um relacionamento entre Pai e filho, pautado na obediência;
Saber que nenhuma das Suas promessas para a nossa vida serão frustradas;
Saber que os planos de Deus são muito mais elevados que os nossos;
Saber que um dia moraremos no céu com Ele;
Saber que sem Jesus não somos nada, mas que com ele, somos tudo.

Existem alguns fatores que podem quebrar esta aliança estabelecida com Deus। São eles:



a) CIRCUNSTÂNCIAS – O apóstolo Paulo em sua carta aos filipenses disse que as coisas negativas que aconteceram em sua vida como: açoites, perseguições, cadeias e etc, contribuíram para propagação do evangelho. Em sua carta aos romanos ele disse que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Já Tiago disse para termos alegria quando passarmos provações, pois isso produz perseverança e gera maturidade em nós. Marting Luther King disse que a verdadeira medida de um homem se dá na forma pela qual ele se comporta em meio a uma adversidade, em meio às lutas. Se estamos aliançados com Cristo não precisamos temer as circunstâncias, visto que Deus governa a nossa vida, nos livra da fornalha, fecha a boca dos leões, abre o mar pra gente passar, opera um terremoto e nos protege sob a sombra de suas asas. O Senhor é a nossa força. As circunstâncias não podem quebrar a aliança que temos com Deus. Só quebrará se nós permitirmos. Josué e Calebe não olharam as circunstâncias, mas creram na promessa do Deus vivo de conquistar e tomar posse da terra prometida.

b) PESSOAS – As pessoas têm o poder de influenciar e, assim, quebrar a nossa aliança com Deus. Os amigos de Jó tentaram influenciá-lo, mas ele resistiu fortemente. Elcana, Penina e até mesmo o sacerdote Eli, tentaram fazer Ana desistir do sonho de ter um filho, mas ela permaneceu firme e foi abençoada. Paulo disse aos coríntios: “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” (1 Co 15:33) Se dermos legalidade pessoas até próximas a nós podem ser instrumento de satanás para quebrar a nossa aliança com Deus.

c) DINHEIRO – O amor ao dinheiro pode quebrar a nossa aliança com Deus e diria que é um dos fatores que mais afasta as pessoas de Deus. O dinheiro é idolatrado por muitos. Muitos idolatram “mamom”. Muitos estão quebrando a sua aliança com Deus por causa de coisas temporárias, passageiras. Por isso Jesus disse: “Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração. (Mt 6:21) Se o coração está no dinheiro e não em Deus, a aliança já foi quebrada. E um dos grandes culpados por isso é o consumismo. O consumismo acontece quando você compra o que não precisa, com um dinheiro que você não tem, para agradar a quem você não conhece. Busquemos primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas. Procedendo assim, nossa aliança não será abalada.

d) ANSIEDADE – O Apóstolo Paulo disse: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” (Fp 4: 6-7) Um dos maiores destruidores da aliança que Deus estabeleceu conosco é a ansiedade. A ansiedade leva as pessoas a cometerem atos impensados e jogarem fora as inúmeras promessas de Deus. A ansiedade é um ato de incredulidade, visto que ficamos ansiosos por não confiar que Deus é poderoso o suficiente para realizar algo em nossas vidas. Ansiedade no grego significa “estrangulamento”. A pessoa ansiosa se sente estrangulada por um desejo de agir antes da vontade permissiva de Deus. Ela poderia esperar, mas tomada pela sua própria vontade e não da de Deus, ela age e perde a chance de ver a vontade de Deus se cumprir na sua vida. Fica o Salmo davídico: “Aquietai-vos e sabei que Eu Sou Deus”. (Sl 46:10) – Uma aliança feita com sinceridade e confiança não se deixará nortear pela ansiedade.

e) PECADO – O profeta Isaías disse: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. (Is 59:2) Nada é mais destrutivo para um relacionamento com Deus do que o pecado. Nada entristece mais o coração de Deus que o pecado. Uma aliança divina não subsiste em meio ao pecado. Infelizmente muitos estão pecando e quebrando a aliança feita com o Pai. Uma aliança com Deus nos leva a andar na contra mão deste mundo e a afrontar com veemência o pecado. Somos templos do Espírito Santo, frutos de uma aliança estabelecida na cruz do calvário, através do sangue vertido de Jesus. Por isso devemos ser santos, assim como Ele é santo. Até porque, sem santidade ninguém verá a Deus. Sem santidade a aliança será quebrada. Busquemos e andemos em santidade, lavemos as nossas vestes e desfrutemos da perfeita, boa e agradável vontade de Deus.

Conclusão
Esta aliança estabelecida com Deus foi forjada com chamas tiradas do altar, do sublime trono. Não entristeçamos a Deus. Sejamos cheios do Espírito Santo a fim de manter pura e inabalável nossa aliança com o Altíssimo.

Em Cristo,
Anderson Vieira

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vida Plena é possível



Viver a vida em sua plenitude parece utopia। A complexidade da vida nos mostra que é muito mais fácil falar do que fazer. A correria do dia-a-dia, a agenda abarrotada de compromissos e a falta de tempo refletem um estilo de vida marcado pela doença do século: stress. Parece que por mais que nos esforcemos, só poderemos realizar e gozar de uma pequena parte das coisas que gostaríamos de fazer.

A discussão acerca do que é realmente gozar de uma vida plena é muito questionada। A ideologia predominante do estilo de vida dos dias atuais é totalmente falida. Prova disso é que nunca na história da humanidade se consumiu tanta bebida alcoólica, se fumou tanto, se consumiu tantas drogas, se trabalhou tanto e pessoas contemplaram tanto a falência financeira, assim como dos seus relacionamentos, sem falar no número exorbitante de suicídios. Os consultórios de psicólogos e psiquiatras nunca estiveram tão lotados de pacientes.

Porém, muitos desconhecem a temática de que Cristo Jesus morreu por nós para nos dar uma vida plena. Jesus, o Cordeiro de Deus, se entregou na cruz do calvário a fim de tirar o pecado do mundo, e, assim, proporcionar a mim e a você, um encontro genuíno com Ele, O caminho da vida plena. Jesus declarou ter vindo ao mundo para que todos nós tivéssemos vida e vida em abundância. Jesus nos convida a vir a Ele sempre que estivermos cansados e sobrecarregados, e Ele nos dará alívio. Ele é o nosso refúgio e fortaleza. Ele é a essência da plenitude da vida.
O desejo de Deus é que vivamos uma vida repleta de felicidade, alegria e paz। E isto só é possível se estivermos sob o senhorio de Cristo.

Hoje é o dia de você escrever uma nova história na sua vida। Assuma um compromisso com Deus, receba a Jesus em seu coração e comece a viver a plenitude que Deus tem para você e para a sua família.

Que venha 2009.
Em Cristo,
Anderson Vieira

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Se Deus falou, obedeça!

A paz de Cristo। A Bíblia Sagrada nos revela de Gênesis a Apocalipse situações em que Deus simplesmente ordena que se cumpram ordens que vão muito além do crivo da razão e compreensão humana. Ordenanças essas que provam a fé e exigem obediência fruto de uma confiança extrema em Deus. Uma fé inabalável.

Muitas vezes Deus nos fala através da palavra, do pastor, profecia, sonho, entre outras formas algo que parece absurdo, sem lógica। Aos olhos humanos pode ser incompreensível, mas pelos olhos da fé, entendemos. Quando (Deus) fala, ainda que pareça loucura, devemos obedecer. E as ordens de Deus ainda que estranhas, jamais ferem os princípios da Sagrada Escritura. Vejamos alguns exemplos bíblicos de ordenanças loucas para o contexto e nos coloquemos no lugar do personagem. Será que teríamos obedecido? Vamos lá:

a) Noé recebeu do SENHOR ordem para construir um arca com 133,20m de comprimento, 22,20m de largura e 13,32m de altura, pois Deus mandaria um dilúvio sobre a terra para desfazer toda carne e toda terra viria a expirar, exceto ele, sua mulher, os filhos e noras, além de dois animais de cada espécie, macho e fêmea. Naqueles dias o orvalho regava a terra. Uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo (Gn. 2:6). Imagine as pessoas vendo Noé e os da sua casa construindo uma arca quase do tamanho do Titanic e aguardando um dilúvio já que nunca havia chovido. Imagine as ferramentas naqueles dias, a logística. Mas Noé obedeceu, o dilúvio aconteceu e sua família foi poupada, bem como os animais que entraram na arca. Outra coisa digna de nota. Como será que os animais se dirigiram para a Arca? É loucura ou não é? (Gn 7:6-7)

b) Abraão recebeu do SENHOR ordem para sair de Ur dos Caldeus – sua terra, deixar a casa do seu pai e a sua parentela para dirigir-se a uma terra que ainda lhe seria mostrada (Gn 12:1). E Abraão obedeceu. Imagine a família de Abraão lhe perguntando: Para onde você vai Abraão? Para onde vamos? E ele respondendo: Deus falou comigo que serei pai de uma grande nação e que devo sair desta terra e ir para um lugar que eu não sei onde fica. Devem ter chamado Abraão de doido ao acatar uma ordem como essa. Mas Abraão obedeceu, foi bem sucedido e dele descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar. (Hb 11:12) – Aleluia!


c) O apóstolo Pedro recebeu do Senhor Jesus ordem para lançar as redes ao mar novamente mesmo havendo trabalhado toda a noite sem apanhar nada। E sobre a palavra proferida pelo Mestre, obedeceu, lançou novamente as redes e apanhou grande quantidade de peixes. (Lc 5:4-6) Pedro era pescador e entendia bem do assunto, poderia questionar algo, mas se submeteu às ordens de Jesus e foi bem-sucedido.

A obediência destes homens foi integral। Assim deve ser também a nossa obediência. Devemos ouvir as ordens do Pai, olhar com olhos espirituais e colocar a fé em ação. Não importa as circunstâncias desfavoráveis, críticas e zombarias por estarmos fazendo algo que, aos olhos humanos pareça, quem sabe, ridículo. Importa é obedecer e ter fé no Senhor, cujos planos são sempre perfeitos e além do nosso entendimento.

Assim como as muralhas de Jericó ruíram, se como Josué obedecermos, ainda que a ordem de Deus seja infundada, as muralhas da nossa vida também poderão ruir। É melhor obedecer, do que sacrificar.

Em Cristo,
Anderson Vieira